Ter, 24 de Janeiro de 2012 12:11    | Imprimir |
Coluna Arbiragem: Padronização das atitudes – Valter Ferreira Mariano

Padronização da arbitragem passa pela padronização das atitudes dos árbitros (regra 05) no desempenho da nobre função.

Em geral os árbitros deverão utilizar à mesma linguagem, procurando dar uma dinâmica semelhante em todas as partidas, não tratar cada jogo de uma forma diferente, não dando a devida importância para esta ou aquela (regra 07) partida, tratando um Corinthians x Palmeiras como o jogo da sua vida, e diminuindo a importância de um jogo valido pela segunda divisão, no qual sua atitude dentro do solo sagrado (campo de jogo – regra 01) demonstra o seu total descontentamento pela escala e pelo jogo em si.

Para obter uma sensível melhora da nobre função, os árbitros deverão ter em mente que todas as atitudes tomadas dentro do solo sagrado deverão ser aplicadas também na próxima partida, claro, somente as atitudes corretas e não importa o grau de dificuldade que a mesma possa ter o importante que ele, árbitro, tenha a mesma atitude, assim a padronização será alcançada e a excelência da arbitragem poderá ser obtida.

Os árbitros deverão ter um mesmo parecer, opinião, uma mesma atitude na aplicação da Carta Magna do Futebol (livro de regras). Não a necessidade ter a mesma opinião sobre política ou sobre qualquer assunto alheio a arbitragem. Eles deverão ter a mesma opinião nas questões atinente à nobre função. Dentro do universo da arbitragem de futebol não pode haver dois tipos de pensamentos ou dois pareceres, todos deverão ter o mesmo significado.

“Podemos ser feliz dentro de nossos lares, se há sempre divergência de opinião?” O mesmo se aplica na arbitragem, se os árbitros estão divergindo e não tendo a mesma atitude dentro do solo sagrado, não poderão obter uma padronização sólida, resultando no aumento das criticas sobre o desempenho a cada rodada.

Portanto, os árbitros deverão buscar a padronização das atitudes numa verdadeira comunhão com os companheiros, tratando os assuntos com a mesma visão, querendo assim elevar o grau de conhecimento e qualidade no desempenho da nobre função.

(*) Valter Ferreira Mariano, residente na cidade de Campinas/SP. Árbitro Assistente da Federação Paulista de Futebol. Formado pela Escola de Arbitragem jornalista Flávio Iazzetti da Federação Paulista de Futebol em 1996/1997 e pela Escola Arbitragem Marco Antônio Ribeiro, entidade ligada a Associação Campineira dos Árbitros de Futebol – ACAF, em 1996. Colunista de arbitragem, onde escreve sobre a dinâmica de arbitrar uma partida, seus conceitos e ética, suas leis e principalmente do espírito deste esporte chamado futebol. Email: colunadearbitragem@gmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
 

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