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Unidades de saúde terão serviço diferenciado para descarte de resíduos

Serviço foi implantado para coletar e tratar os materiais tóxicos de maneira sustentável – Foto: Divulgação

Um novo serviço para a coleta, tratamento e o despejo sustentável dos Resíduos de Serviços de Saúde na natureza foi implantado pelo Governo do Estado. A coleta começou nesta semana na Capital e a partir de segunda-feira, 20, segue para o interior. A previsão é que sejam removidas 68 toneladas de resíduos por mês.

Os resíduos de serviço de saúde compreendem materiais contagiosos ou suspeitos de contaminação, produtos químicos entre eles medicamentos, desinfetantes, radioativos, agulhas, seringas e secreções. Se destinados inadequadamente, podem colocar em risco a saúde pública e o meio ambiente.

Segundo o coordenador geral de Administração da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), Fredson Baraúna Bento, até então os resíduos vinham sendo coletados nas unidades, mas não contavam com um tratamento sustentável como terão agora. “O governo se preocupou em realizar um serviço que transmita segurança à saúde e à população. Estamos empenhados nessa área e faremos um trabalho seguro e de qualidade desde a remoção até a destinação final”, destacou.

A partir da contratação da empresa, o material será coletado nas unidades e levado a uma usina que fará o tratamento. O serviço contempla transporte, monitoramento, armazenamento em abrigo externo e a destinação final dos resíduos, atendendo a todas as unidades de saúde do Estado.

Dois caminhões farão o transporte do material atendendo cerca de 27 unidades em todo o Estado, além de ajudá-las a elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde . “Teremos uma reunião com os diretores das unidades para explicar todo o procedimento de coleta e descarte, além de orientá-los a fazer coleta seletiva dentro do ambiente de trabalho e outras medidas necessárias para que o serviço seja executado da melhor maneira possível”, destacou o coordenador.

Perigo

Os resíduos exigem atenção especial em todas as fases de manejo desde a segregação, acondicionamento, armazenamento, passando pela coleta, transporte, tratamento até a disposição final, em decorrência dos riscos que podem oferecer, por apresentarem componentes químicos, biológicos e radioativos.

A diretora estadual de Vigilância Sanitária, Gisele Mesquita, explicou que o não tratamento destes resíduos pode resultar em contaminação do solo, das águas superficiais e subterrâneas. “Os resíduos biológicos podem conter agentes patogênicos transmissores de doenças, o que agride em grande escala o meio ambiente e a saúde pública”, alertou.

 

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