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Tubeculose: casos diagnosticados no HGR chegaram a 57% no ano passado

Em 2013, dos 146 casos registrados em RR, 82 foram diagnosticados no HGR; o Ministério preconiza que 90% dos registros sejam diagnosticados na Atenção Básica - Foto: Ascom/SesauDe acordo com levantamentos da Coordenação Geral de Vigilância em Saúde (CGVS), por meio do Núcleo de Controle da Tuberculose, é cada vez maior o número de casos de Tuberculose diagnosticados no Hospital Geral de Roraima (HGR). No ano passado, dos 146 casos registrados no estado, 82 foram diagnosticados na unidade, o que representa um percentual de 57%. Já em 2014, de janeiro a junho, dos 64 casos registrados em RR, 32 foram diagnosticados no hospital. Tratam-se de pacientes que deram entrada na unidade com sintomas suspeitos e que após realização do exame de baciloscopia apresentaram confirmação da doença.

Os dados mostram ainda que dos 82 diagnósticos no HGR, 44 se apresentaram na forma BK positivo, quando existe a presença do bacilo transmissor da doença. Já no primeiro semestre deste ano, dos 32 casos diagnosticados no hospital, foram identificados 23 registros na forma BK positivo.

Conforme a gerente interina do Núcleo de Controle da Tuberculose, Angela Felix, ao chegar no HGR o paciente com sintomas suspeitos recebe atendimento diferenciado. “O paciente passa por uma triagem e aquele sintomático respiratório recebe atendimento diferenciado, e se após a coleta da baciloscopia, o resultado for positivo o paciente inicia tratamento e após alta médica, é encaminhado para dar continuidade ao tratamento pela equipe da Rede Básica de Saúde”, esclareceu.

Os dados refletem uma realidade importante. “Não sabemos se esses pacientes passaram pela Rede de Atenção Básica, onde é feio o trabalho inicial de busca ativa dos casos sugestivos, de forma que, são pessoas que poderiam ter iniciado o tratamento bem antes da doença ter evoluído para um grau mais complexo, ou seja, quando o paciente se encontra em um quadro mais vulnerável, às vezes até com a imunidade mais baixa, o que pode exigir cuidados específicos durante o tratamento”, complementou.

A gerente destaca ser preciso colocar em prática as ações preconizadas pelo Ministério da Saúde e seguir os percentuais esperados pelo MS de que apenas 10% do diagnóstico sejam feitos na rede hospitalar (quando se trata dos casos considerados mais complexos, que necessitam de um atendimento na rede secundária ou terciária), e que os outros 90% sejam identificados na Rede de Atenção Básica. “Por isso, é necessário reforçar a busca ativa e a investigação dos casos sugestivos, na Rede de Atenção Básica, e referenciar os casos que não forem positivos na baciloscopia de escarro para o ambulatório de referência do estado, que funciona no Hospital Coronel Mota, como forma de atenção e controle da doença no estado”, disse.

Doença

A tuberculose é uma doença infecciosa, que se não diagnosticada e tratada adequadamente, pode matar. O principal sintoma é a tosse (por três semanas ou mais), associada ou não a febre, suor noturno, falta de apetite e emagrecimento. A transmissão é direta, ou seja, a pessoa com tuberculose expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e que podem ser aspiradas por outro indivíduo contaminando-o.

 

 

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