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Tráfico de Pessoas: Núcleo participa de ações do Grupo Grito pela Vida

Fotos: SupCom ALERR

O Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALE/RR), participou na tarde desta quarta-feira, 8, da ação promovida pelo Grupo Grito pela Vida, da igreja Católica, em alusão ao Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas.

Essa data também é em memória litúrgica da Santa Josefina Bakhita, uma freira que quando criança foi vítima do tráfico de pessoas. “Esse dia é de reflexão, união, integralidade e de fortalecimento de ações, porque se não tivermos unidos não conseguiremos fazer nada em prol daquelas pessoas que estão enclausuradas, vítima do tráfico de pessoas”, disse a coordenadora do Núcleo, Socorro Santos.

A irmã Annamaria Lora, coordenadora do Grupo Grito pela Vida, disse que o grupo está tentando acompanhar para conhecer melhor a problemática que envolve o tráfico de pessoas no Estado de Roraima.

“Aqui parece que o tráfico de pessoas é muito por debaixo do pano porque ninguém quer falar e, quando fala, diz que não é verdade. Sabemos que não é assim. Em Roraima existe tráfico de pessoas e é rota do tráfico internacional por conta das fronteiras. É uma realidade que tem que ser conhecida melhor e acreditada. As pessoas [governamentais] que são responsáveis pela prevenção não querem acreditar e isso dificulta muito”, disse.

Annamaria disse que mensalmente o Grupo Grito pela Vida vai se reunir para traçar metas. “Nosso objetivo maior é trabalhar a prevenção junto com o Comitê contra a Exploração de Crianças e Adolescentes e os grupos de trabalho. Pretendemos ir às escolas trabalhar com os adolescentes e esclarecer sobre o tema para que fiquem atentas e não se deixem levar pelo tráfico de pessoas”, disse, ao ressaltar que o enfrentamento será um passo a ser dado com muita cautela e conhecimento mais aprofundado.

Durante a reunião, Annamaria apresentou dados sobre o tráfico de crianças e adolescentes no mundo. Estima-se que existam 168 milhões de crianças que trabalham. Desse total, 85 milhões desempenham trabalhos perigosos segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Marilena Freitas

 

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