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Teste do Pezinho: Saúde pretende aumentar cobertura do exame no Estado

Exame deve ser feito, no período ideal, entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê - Foto: Ascom/SesauNa semana que marca o Dia Nacional do Teste do Pezinho, instituído no dia 6 de junho, pelo governo federal, a coordenação da UtiNeonatal do Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINSN), alerta as mães para a importância da realização do teste. Para marcar a data, o Núcleo de Ações Programáticas de Saúde da Criança (NAPSC), planeja uma programação diferenciada, em parceria com o HMI e a Rede de Atenção Básica. Serão planejadas ações educativas que serão desenvolvidas no HMI e nos postos de saúde na capital do Estado.

Conforme Gerente do Núcleo de Ações Programáticas de Saúde da Criança, Valentina Vieira, o estado de Roraima possui uma cobertura de 62%, referente a 10 municípios, que possuem a implantação do serviço, são eles: Boa Vista, Mucajaí, Amajarí, Pacaraima, Normandia, Bonfim, Alto Alegre, Rorainópolis, Caracaraí e Iracema. “O desafio agora é efetivar a implantação do exame nos demais municípios, de forma que todo o Estado ofereça a cobertura do teste do pezinho, seguindo assim as diretrizes do Ministério da Saúde, que preconiza a realização do exame em todos os municípios brasileiros”, esclareceu.

O HMI realiza cerca de 800 partos, por mês, e destes são atendidas mensalmente 500 a 600 mães, na maternidade, para a realização do exame. Segundo a diretora geral do HMI, Ana Carolina Brito, as ações desenvolvidas na unidade, relacionadas ao tema, tem o objetivo de conscientizar as mães sobre a importância do exame. “Buscamos sempre desenvolver ações estratégicas para envolver o maior número de mulheres, já que boa parte da demanda são de mãezinhas que estão internadas a espera da alta do bebê. Sem esquecer claro de focar no público externo que procura o serviço na unidade”, esclareceu.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal, foi instituído no âmbito do SUS em junho de 2001. Entre as atribuições mais recentes, instituídas por meio da portaria ministerial nº 187, de março de 2014, estão a confirmação diagnóstica, o acompanhamento e tratamento da fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

Conforme Luiz Gustavo, coordenador da Uti Neonatal, o exame é obrigatório, e o período ideal para coleta é do terceiro ao quinto dia. “É fundamental que os pais estejam cientes da importância do exame, desde o início do pré-natal, pois se realizado em tempo hábil, é capaz de identificar várias disfunções que podem causar retardo mental, internações frequentes, lesões irreversíveis e até óbito, e com a realização do exame, é possível identificar as intercorrências e tratá-las a tempo e com isso evitar que a criança tenha sequelas e que possa ter uma qualidade de vida saudável”, complementou.

Acesso

O HMI funciona como um dos postos de coleta, auxiliando o trabalho desenvolvido na Rede de Atenção Básica. Depois de coletado o material é encaminhado para Laboratório do IPED/APAE Campo Grande/MS, para análise e o resultado é entregue em até 45 dias.

Para ter acesso as mães podem procurar a unidade em dias úteis no período das 7h30 às 16h, sem intervalo para almoço. No entanto, é necessário apresentar a carteira de vacina do bebê.

 

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