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Tabagismo: mulheres são maioria no atendimento pneumológico na Uisam

Número de mulheres atendidas com problemas relacionados ao tabagismo, nos últimos dois anos, é quase três vezes maior do que os homens - Foto: Ascom/SesauNo mês dedicado à Saúde do Idoso chama atenção o número de mulheres, da terceira idade, com problemas relacionados ao tabagismo. Dados da Unidade Integrada de Saúde Mental (Uisam) mostram que o número de mulheres acima dos 60 anos, que receberam atendimento, na unidade, é quase três vezes maior do que o público masculino.

Os dados mostram que nos últimos dois anos, foram atendidos 13 homens, enquanto as mulheres somam 38 registros, um número quase três vezes maior. A presença forte das mulheres é confirmada também na comparação mensal, ou seja, de janeiro a maio de 2013, foram atendidas 16 mulheres, contra três homens, e no mesmo período de 2014, 13 atendimentos femininos e apenas dois masculinos.

Conforme a diretora da Unidade Integrada de Saúde Mental (Uisam), Romina Melo, os dados refletem a maior conscientização das mulheres em relação aos homens. “A mulher está muito atenta ao lado emocional, de forma que as mulheres têm uma visão muito maior sobre as doenças e sobre as consequências delas, para a qualidade de vida, por isso não têm vergonha de procurar o serviço e iniciar um tratamento psiquiátrico ou psicológico se for necessário. Percebemos que a mulher procura muito mais pelo atendimento de saúde, do que homem, por ter essa consciência”, esclareceu.

Em relação à terceira idade, paralelo às Ações Programáticas de Saúde da Pessoa Idosa, a Coordenação Geral de Atenção Especializada (CGAE), também atua no reforço das atividades de prevenção e controle das doenças.

Segundo a diretora do Departamento de Políticas de Atenção Oncológicas, Roberta Perez, as ações de prevenção e controle são direcionadas à doenças relacionadas ao tabagismo. “Identificamos entre essas doenças relacionadas ao fumo, principalmente na terceira idade, o câncer de boca, de pulmão, de estômago, além de infarto, impotência sexual, bronquite, trombose, além de doenças cardiovasculares. São as doenças consideradas graves, que na maioria das vezes estão relacionadas ao uso do cigarro”, complementou. 

Outras doenças que estão relacionadas ao tabagismo, e que podem ser agravadas, ao longo dos anos, é a hipertensão, osteoporose e menopausa precoce. “É cada vez maior o número de fumantes que apresentam sintomas de doenças graves e crônicas, que se agravam por conta da associação ao fumo, especificamente na terceira idade, tanto que pesquisas da OMS, apontam para uma estimativa de 10 milhões de mortes, entre pessoas com idade entre 35 e 69 anos, entre 2013 a 2030, por tabagismo. Por isso além das atividades que constam no programa de ação, planejamos para esse ano buscar parcerias, de forma que o trabalho de conscientização possa ser reforçado, especialmente nesse público”, salientou. 

 

 

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