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Agentes orientam população no combate à dengue PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
21-Out-2008

Agentes orientam população no combate à dengue

 O fim do verão e as chuvas ocasionais que estão caindo em Boa Vista deixaram a Secretaria Municipal de Saúde em alerta para evitar que haja uma explosão de novos casos de dengue. O foco das atividades preventivas agora é esclarecer a população da necessidade de manter as calhas sempre limpas e as fossas totalmente vedadas.  A meta é diminuir ao máximo a possibilidade de surgirem criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

O Município continua trabalhando no combate e prevenção da dengue, com 145 agentes fazendo diariamente visitas às casas. Os imóveis localizados nos 16 bairros de maior incidência da doença, entre eles o Pintolândia, Caranã e União, já foram visitados sete vezes este ano. Nas outras áreas da cidade, os agentes estão concluindo a fase da quinta visita. A recomendação do Ministério da Saúde é que anualmente sejam feitas ao menos seis ações deste tipo.

Novos perigos

As chuvas atípicas que vêm caindo na cidade fizeram surgir um novo problema a ser combatido. É que com o fim do inverno, muitas árvores perdem as folhas, que ficam nas calhas e fazem com que a água não seja totalmente escoada, tornando-se depósitos de ovos do mosquito. A recomendação da Secretaria Municipal de Saúde é que as calhas sejam continuamente limpas.

Outra orientação é que os moradores vedem os suspiros e qualquer fenda em fossas sépticas e caixas de gordura. Recentemente foi descoberto que o Aedes aegypti desenvolveu a habilidade de reproduzir-se tanto em água limpa como em águas sujas. Basta que haja sombra e esteja parada.

Também é importante que os bebedouros dos animais sejam limpos a cada três ou cinco dias com bucha ou pano para retirar ovos grudados nos recipientes. Os moradores devem adotar os mesmos procedimentos nas geladeiras que possuem reservatórios de água na parte traseira.

Outra preocupação das equipes de endemias de todo o país é a possibilidade da introdução da dengue tipo 4 no Brasil. Roraima, pela proximidade com a Venezuela e a Guiana, é um Estado que permanentemente corre este risco. A única forma de garantir que a doença não surja na região é a eliminação dos criadouros do mosquito. Assim, mesmo que alguém infectado seja picado, não haverá como o inseto reproduzir-se. 

Em Roraima, circulam os sorotipos 1, 2 e 3, sendo o de maior incidência o de tipo 2.  Como a cada infecção as pessoas ficam imunes ao tipo de dengue que adquiriram, o receio dos órgãos de saúde é que caso o sorotipo 4 seja reintroduzido, muitas pessoas ficarão infectadas por não terem imunidade.


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