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Aconchego: Maternidade passa a usar redes nas incubadoras PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Perez   
15-Out-2008

Mãe acompanha de perto a recuperação do filho prematuroA exemplo da Paraíba e de Minas Gerais, os recém-nascidos em Roraima agora têm uma novidade na recuperação. Normalmente, aquelas crianças que nascem antes do tempo, com peso abaixo do normal e com menos de 32 semanas precisam de um cuidado todo especial; e foi pensando nisso que o Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazaré adotou redes, dentro das incubadoras. Os bebês permanecem durante quase todo tempo deitado em posições onde eles conseguem ter mais conforto, só saem para tomar o banho pela manhã e quando precisam ter o contato com a mãe.

O Projeto Aconchego foi trazido para o Estado há duas semanas, a idealizadora é a fisioterapeuta Rosana Coeli, que após ver de perto os resultados das redinhas no nordeste, resolveu apresentar a direção da maternidade em Boa Vista. Hoje, três crianças testam as redes dentro das incubadoras. Eles nasceram com pouco mais de um quilo e aos poucos vão se recuperando e ganhando peso. "Eles só vão para casa após chegarem aos dois quilos. A partir daí poderão ter o conforto de casa e o carinho da família", explica a fisioterapeuta.

Para as mães, esta é uma novidade que tem ajudado neste momento em que os filhos precisam de cuidado e atenção. Dona Maria de Oliveira é mãe pela terceira vez, segundo ela, nunca tinha visto esta técnica antes. "Para mim é uma novidade. Minha filha está se recuperando muito bem; estou feliz", comemora a mãe da Maria Vitória que está internada há um mês e já ganhou quase meio quilo.

De acordo com a diretora técnica da Maternidade, a médica Ana Carolina Brito, o projeto ainda está em teste, mas já foi notado que os bebês choram menos e têm menos cólicas deitados nas redes. "A princípio percebemos que o Projeto Aconchego irá sim beneficiar os recém nascidos de Roraima, até agora tem sido um sucesso", garantiu.

Bruno Perez


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