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Eleições 2008: em dois municípios decisão nas mãos do TSE J. R. Rodrigues (*) Em dois municípios de Roraima a decisão sobre quem será o futuro prefeito está literalmente nas mãos dos ministros do TSE. Os declarados eleitos Paulo Wanderley (PSDB) 1.588 votos (Amajarí) e Rhomer (PSDB) 2.036 votos (Bonfim) estão em segundo lugar, perdem para os votos nulos, nos dois casos considera-se nulos os votos atribuídos a Hugo Cabral (Amajari) e Paulo Tiririca (Bonfim), que travaram uma disputa com a justiça eleitoral, perderam todos os recursos impetrados e aguardam uma decisão final do TSE. As disputas em Bonfim e Amajarí, podem resultar naquelas brigas judiciais cheias de entra e sai, onde a própria credibilidade da justiça eleitoral é posta em cheque, já que muito se fala numa improvável interferência política na decisão. Em Bonfim, por exemplo, Paulo Tiririca – segundo informações - teria pensado em desistir, mas foi incentivado por uma liderança política que teria lhe “garantido” a vitória no TSE. Vejam os dados de cada município, com destaque para os votos nulos. AMAJARÍ – o candidato Paulo Wanderley (PSDB) obteve 1.588, ou seja 38.50% dos votos. Hugo Cabral (PDT), “obteve”, em tese 2.003 votos, que é o percentual de 48,56%, o que garante uma eventual vitória. São votos que aparecem como nulos, em função da pendência judicial. Hugo Cabral está inelegível, por que teve prestações de contas rejeitadas quando ele era presidente da Câmara Municipal do Amajarí. Votaram naquele município 4.125 eleitores, com 43 votos brancos (1,04%) e uma abstenção de 491 eleitores, num total de 11,90%. A situação em Bonfim, é exatamente igual ao Amajarí, tem um candidato declarado prefeito eleito, mas que pode cair, caso o TSE dê provimento aos recursos do outro pleiteante. Rhomer (PSDB) - 2.036 votos e Paulo Tiririca (DEM) em tese, obteve 3.086, mais ou menos 59% dos votos válidos. Houve ainda 60 votos brancos (1%; 671 abstenções (11%). Em Bonfim votaram 5.853 eleitores. Como Paulo Tiririca obteve mais que 50% mais um voto, se assim o TSE decidir, poderá ser prefeito novamente em Bonfim, município que ele já administrou e que esta ilegível em função de problemas com suas prestações de contas. Contra Paulo Tiririca e Hugo Cabral pesa o fato de que o TSE está sendo muito duro em suas decisões e depois de defender a exclusão de todos os candidatos que tem problemas de alguma ordem, não tem deixado por menos e tem canetado, com a exclusão de políticos em situações semelhantes as de Hugo Cabral e Tiririca.
(*) Jornalista (
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