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Os professores da rede estadual de ensino decidiram, durante manifestação na manhã desta quinta-feira, 04, na Praça do Centro Cívico, por entrar em greve a partir da próxima quinta-feira, 11, caso o governo não pague, até essa data, as progressões devidas à categoria.
Durante a manifestação, a diretoria do Sinter apresentou à base da categoria o que foi discutido durante a reunião realizada na quarta-feira, com o secretário de Educação, Luciano Moreira, e representantes do governo. Foram apresentadas duas propostas relativas à greve. A primeira, apresentada pela diretoria do Sinter, é que o prazo dado ao governo para concluir os cálculos e fazer o pagamento das progressões fosse até o dia 16 de setembro, quando vai acontecer uma manifestação nacional da categoria. A segunda, e vencedora, foi que o prazo fosse apenas até o dia 11 de setembro, quando será dado início à greve, por tempo indeterminado, até que o governo faço o pagamento das progressões. O diretor-geral do Sinter, Ornildo Roberto, disse que, embora entenda que a greve pode prejudicar o andamento do calendário letivo, atrasando mais ainda sua conclusão, é preciso que a população entenda que a reivindicação da categoria é justa. “Nós não concordamos como o que o governo está fazendo porque foi decidido um Termo de Audiência onde o Estado havia se comprometido a pagar as progressões até o mês de agosto e isso não aconteceu. A gente pede a compreensão dos alunos, dos pais e da população em geral, mas a categoria não agüenta mais esperar e ser enganada por este governo”, explica. Outra reclamação dos professores, afirma o sindicalista, é que até o presente momento o governo não apresentou para a categoria a relação dos professores que têm direito a receber as progressões e os valores que deveriam ser pagos. “Nós esperamos que o governo nos encaminhe os critérios e os valores para que possamos discutir com a categoria. Se até o dia 11 isso for apresentado e estiver de acordo com o que determina a Justiça, a greve pode até ser cancelada”, justifica. O Sinter montou uma comissão de seis integrantes, três da diretoria do sindicato e três da base dos professores, que será colocada à disposição do governo para ajudar na condução dos cálculos.
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