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Amizade Intocável - marcação de falta e incorreção Valter Ferreira Mariano (*) O árbitro assistente deve ser um verdadeiro amigo do árbitro, esta amizade tem que ser ética e cristalina. Não há espaço na arbitragem para indiferença pessoal e mesquinha, esta atitude leva a partida a uma arbitragem catastrófica e prejudicará ambas as equipes. Isso não é bom para o futebol. O árbitro assistente deve atuar como um braço do árbitro e a ele será atribuídas funções de vital importância para harmonia da equipe de arbitragem, dentre elas a atribuição de marcar falta e incorreção próxima a ele ou fora do campo visual do árbitro. Porém, antes de sinalizar uma infração, deve determinar-se: - A infração ocorreu mais próxima dele do que ao árbitro (isso se aplica, em certas circunstâncias a falta cometida dentro da área penal – grande área);
- A infração era fora do campo visual do árbitro ou se seu campo visual estava obstruído;
- O árbitro aplicaria a vantagem após ver a infração?
Quando uma falta ou incorreção é cometida, o árbitro assistente deverá: - Levantar sua bandeira com a mesma mão que também era usada para a continuidade do sinal, isso dá ao árbitro uma clara indicação de quem foi infrator;
- Estabelecer contato visual com o árbitro;
- Agitar levemente sua bandeira (evitando qualquer movimento excessivo ou agressivo);
- Usar o sinal eletrônico de bip, se necessário.
O árbitro assistente deve usar a técnica de “esperar e ver” de modo a permitir que o jogo continue e não levantar sua bandeira quando a equipe contra a qual uma falta foi cometida se beneficiará de uma vantagem. Neste caso, é muito importante para o árbitro assistente estabelecer contato visual com o árbitro. Quando uma falta é cometida fora da área penal – grande área – (próxima à demarcação da área penal), o árbitro assistente deve estabelecer contato visual com o árbitro para ver onde ele está posicionado e que ação ele tomou. O árbitro assistente deverá ficar parado na altura da linha frontal da área penal e levantar sua bandeira, quando necessário. Em situações de contra-ataque, o árbitro assistente deverá ser capaz de dar informação se uma falta foi cometida ou não, se foi cometida dentro ou fora da área penal, que é uma prioridade em qualquer situação, e que medida disciplinar deve ser tomada. Quando uma falta é cometida dentro da área penal e fora do campo visual do árbitro, especialmente se próximo do árbitro assistente, ele deve primeiramente estabelecer contato visual com o árbitro para ver onde o árbitro está posicionado e que ação ele tomou. Se o árbitro não tomou nenhuma ação, o árbitro assistente deve levantar sua bandeira e usar o sinal eletrônico de bip e, então, visivelmente, movimentar-se pela linha lateral em direção ao poste de bandeira de canto. Em situação de confronto coletivo, o árbitro assistente mais próximo deve entrar no campo de jogo para ajudar o árbitro. O outro também deverá observar e relatar detalhes da ocorrência. O contato visual e um sinal discreto com a mão por parte do árbitro assistente para o árbitro será suficiente em alguns casos disciplinares. Em situações em que a consulta direta é necessária, o árbitro assistente deve avançar 2, 3 metros dentro do campo de jogo. Ao conversarem, o árbitro e o árbitro assistente devem estar de frente para o campo de jogo para evitarem que sejam ouvidos por outros. Quando um tiro livre é concedido muito próximo à linha lateral e perto do assistente, ele deve entrar no campo de jogo para assegurar que a barreira esteja posicionada a 9,15 metros da bola. Neste caso, o árbitro deve esperar até que o árbitro assistente retorne a sua posição antes de reiniciar o jogo. Assim podemos observar que a atuação do árbitro e do árbitro assistente deverá ter uma impecável sintonia, pois o bom andamento do jogo depende desta amizade intocável. Show de abraços: aos amigos e árbitros Alexandre Luiz Gonçalves, Rubem Guimarães Marcondes Cezar, Ricardo de Vasconcelos Vazques, Fábio Bonatto Domingues, Daniel Lofrano, Elvio Fábio Robin da Silva, Ronaldo Ferraz de Moraes, Anderson Luiz Jacinto, Regildenia de Holanda Moura, Fábio Luiz Freire, todos da Federação Paulista de Futebol, Raquel Brunieri Von Zuben, leitora de nossa coluna, e a todos que fazem deste site ser um grande sucesso na web. Para finalizar, um grande show de abraços para minha amada família... Nota de Falecimento: O árbitro de futebol Marcos Pierre Vitória, pertencente ao quadro da Federação Paulista de Futebol, faleceu na noite desta sexta-feira, 06/06/2008, após sofrer acidente automobilístico em uma estrada vicinal que liga a cidade de Aparecida de Monte Alto a Fernando Prestes. Com 30 anos, o árbitro se dirigia até a cidade de sua noiva, Fernando Prestes, mas chocou-se contra uma carreta que estava atravessada na pista, vindo a falecer no local, segundo os policiais rodoviários que fizeram à ocorrência do fato.
(*) Valter Ferreira Mariano, 40 anos, residente na cidade de Campinas/SP. Árbitro Assistente da Federação Paulista de Futebol. Formado pela Escola de Arbitragem jornalista Flávio Iazzetti da Federação Paulista de Futebol em 1996/1997 e pela Escola Arbitragem Marco Antônio Ribeiro, entidade ligada a Associação Campineira dos Árbitros de Futebol – ACAF, em 1996. Colunista de arbitragem, onde escreve sobre a dinâmica de arbitrar uma partida, seus conceitos e ética, suas leis e principalmente do espírito deste esporte chamado futebol. Email:
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