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Sesau treina municípios sobre notificação de efeitos adversos pós-vacinação

Investigação das reações contribui na busca por vacinas cada vez mais eficazes e menos reatogênicas - Foto: Ascom/SesauDesde os primeiros meses de vida as pessoas se acostumam a receber vacinas que imunizam contra vírus e doenças. Após a imunização, são comuns reações como febre, dor e inchaço no local da aplicação. No entanto, quando estes sintomas são mais graves, é necessário que haja uma notificação para uma investigação mais aprofundada.

O método de notificação dos eventos adversos pós-vacinação deve passar por uma modificação. Depois disso, a informação que hoje é feita manualmente passará a ser alimentada pelos municípios por meio da internet.

O treinamento será dado por Hugo Almeida, do Núcleo Estadual de Imunizações. Ele explicou que o fornecimento destas informações ao Ministério da Saúde (MS) é de responsabilidade de cada município. Agora, com a digitalização deste processo, dois representantes das unidades básicas de saúde passarão por um treinamento para aprenderem como o novo modo de alimentação funciona.

O treinamento ocorre de 7 a 9 de julho, no laboratório de informática da Fundação Universidade Virtual de Roraima (Univirr). O MS ofereceu treinamento para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que agora repassará o treinamento a dois representantes de cada município. “A Sesau dá o suporte e acompanha esta notificação”, explicou.

O Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINSN), registrou durante o ano passado, 22 casos de eventos adversos pós-vacinação (EAPV) em todo o Estado. O setor atua no fortalecimento do Sistema de Vigilância dos Eventos Adversos Pós-Vacinação oferecendo um suporte para a notificação e acompanhamento dos casos mais graves.

A enfermeira responsável pelo Centro, Miriam Nuñez, explicou que cada vacina possui um efeito colateral específico, que ainda assim, são infinitamente menores que o risco de contrair uma doença pela falta de imunização. Portanto, não é de se assustar caso um adulto ou criança fique com febre, dor e inchaço no local da aplicação da agulha após a vacinação. Estes sintomas, em geral, são normais em curta duração.

No entanto, quando estes eventos são mais graves, é necessário que haja um acompanhamento médico específico. No momento da imunização, as pessoas são orientadas sobre as reações normais a cada vacina.

Caso a pessoa sinta algo diferente, ou se os sintomas não cessarem em curto prazo, a orientação é que procure o posto de saúde onde foi vacinada para receber orientação médica. “Caso o médico do posto julgue necessário, o paciente é encaminhado para o Crie, onde são disponibilizados produtos especiais para os que são impedidos de dar continuidade em esquemas já iniciados com as vacinas de rotina, sempre com a orientação dos médicos do centro”, explicou.

Nestes casos, ao encaminhar estes pacientes ao Crie, os postos de saúde preenchem uma ficha de notificação informando ao Ministério da Saúde a ocorrência. Estas informações contribuem na busca por vacinas cada vez mais eficazes e menos reatogênicas.

 

 

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