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Sesau mantém vigilância constante sobre o vírus Ebola

A África vive, de longe, o maior surto de febre hemorrágica Ebola da história, tanto em número de casos, quanto de mortes registradas. A situação coloca todo o mundo em alerta, dada a alta taxa de mortalidade da doença. Até o momento, o Ministério da Saúde não determinou nenhuma mudança no protocolo adotado em torno da doença, no entanto, e Roraima permanece em vigilância constante por meio da rede Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs).

De acordo com o técnico do Cievs, Rodrigo Brasil, apesar da distância geográfica, sempre existe o risco da doença chegar ao país, principalmente por meio da importação, ou seja, alguém pode adquirir o vírus fora do país e voltar ao Brasil com a doença incubada, sem manifestação de sintomas. “Temos toda uma rede de preparação e fazemos esse monitoramento todos os dias de forma rotineira”, explicou.

O epidemiologista lembrou que a doença se dissemina com mais vigor onde as condições sanitárias geralmente são ruins e hábitos de higiene são menos comuns. No entanto, com a chegada do vírus à Nigéria, país mais populoso da África, o nível de atenção aumenta, uma vez que a unidade da federação possui uma malha aérea mais abrangente e maior fluxo de viajantes.

A epidemia da febre hemorrágica Ebola matou 887 pessoas na África. A doença surgiu em 1976, no Sudão e no Zaire, localidade próxima do rio Ebola. Não existe vacina para a doença, cuja taxa de mortalidade atinge os 90%, embora na fase atual se situe nos 60%.

O vírus é inicialmente transmitido através do contacto com animais selvagens e depois propagado entre os humanos. A contaminação dos animais para os humanos ocorre pelo contacto com sangue, secreções, órgãos e outros fluídos corporais dos animais infetados. Já a contaminação entre os humanos ocorre através do contacto direto com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas e não pelo ar, como algumas pessoas imaginam.

De acordo com a OMS, as pessoas que viajarem aos locais atingidos devem seguir as indicações das autoridades locais e cumprir regras de higiene básicas, como a lavagem frequente das mãos; evitar contato com animais selvagens vivos ou mortos; cozinhar bem os alimentos de origem animal; evitar o contacto próximo com casos suspeitos ou confirmados de doentes com o vírus Ebola; evitar o contacto com cadáveres antes e durante cerimônias fúnebres (este ato é comum em algumas regiões da África); não manipular qualquer material ou objetos utilizados no tratamento de doentes; atentar ao risco de transmissão através de relações sexuais.

Ainda não foi desenvolvida uma vacina contra o vírus. Além disso, quando ele entra no organismo não é possível combatê-lo com medicamentos, o que a torna altamente letal. O órgão orienta ainda que as pessoas vindas da região atingida pelo vírus sejam vigiadas até 21 dias após o regresso. Os sintomas são febre elevada de início súbito, mal-estar geral, dores musculares, dor de cabeça, dor de garganta, manchas na pele, dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dores no peito e hemorragias. 

 

 

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