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Seriógrafo: HGR recebe aparelho doado pela Universidade Federal

O aparelho permite uma economia considerável de tempo e recursos - Foto: internetUsuários do Hospital Geral de Roraima (HGR) e Pronto Atendimento Airton Rocha (PAAR) passarão a contar a partir de agosto, com novo aparelho ultra moderno de imagem – o seriógrafo – doado e entregue, por meio de um convênio com a Universidade Federal de Roraima (UFRR). O aparelho radiológico encontra-se já no almoxarifado da unidade.

O seriógrafo permite a execução de raio-x, sem movimento do paciente, com uma economia considerável de tempo e recursos. Outro componente importante é representado pelo sistema digital que oferece vantagens significativa se comparado ao sistema convencional.

Antes de iniciar o uso do aparelho, uma sala do HGR está sendo toda adaptada para receber o aparelho. Trabalhadores estão na primeira parte que é a adequação estrutural da sala, depois será revisada a parte elétrica e passado isso, a sala terá que ser baritada e verificada a espessura se estar adequada para o aparelho. A previsão é que a sala esteja pronta até final do mês agosto, entre os dias 25 e 27, data prevista dos técnicos montarem o aparelho para uso.

Segundo a gerente de Núcleo Administrativa do PAAR, Ellen Aragão, o novo seriógrafo substituirá o outro que estava obsoleto, por um mais avançado. “O aparelho está na caixa, devidamente lacrado, esperando a conclusão das adequações da sala.

A Coordenadoria de Radiologia do PAAR explicou que até a instalação do novo aparelho, os exames dos pacientes continuam sendo feitos pelos dois equipamentos de raio-x, e para exames específicos e contrastados, eles são encaminhados a clínicas conveniadas ou para o próprio Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI).

Segundo o médico da Unacon (Unidade de Alta Complexidade Oncológica), Leonardo Pires, o novo aparelho também realiza outras funções importantes. Ele consegue fazer estudo dinâmico do tubo digestivo, ou seja, consegue complementar na investigação intestinal do paciente. “Ao contrário dos aparelhos simples de raio-x que utilizam chapas, os seriógrafos são mais avançados, além de realizarem exames contrastados no paciente”, ressaltou o médico sobre os benefícios aos pacientes.

Ele acredita que o novo aparelho vai aprimorar as demandas diárias da unidade, que vai melhorar ainda mais a qualidade no resultado do estudo.

O aparelho

Nos anos 40 foi inventado um modo de visualizar os órgãos e sistemas funcionando em tempo real. Foi quando surgiu a seriografia não digital. Foram acrescentados ao aparelho de raios-X convencional uma segunda ampola e um aparelho com uma tela fluorescente feita do mesmo material que compõe o fósforo. Ao receber a radiação essa tela fluoresce mostrando as imagens negativas em tempo real.

Com a invenção do seriógrafo tornou-se possível estudar a função de certos órgãos como, por exemplo, o estômago. Ele possui uma válvula em sua porção distal chamada piloro (válvula bulbo duodenal) que se dilata e se contrai realizando um movimento peristáltico para controlar a entrada do bolo alimentar no duodeno. Alguns pacientes podem sofrer uma disfunção nessa válvula, sendo assim, ela não se contrai causando vômito no paciente. O seriógrafo possui um sistema automático de divisão de filmes que possibilita realizar várias radiografias em sequência. Possui posicionadores que durante o preparo levam o filme automaticamente para baixo da tela de fósforo, para que a imagem fica contrastada e precisa.

 

 

 

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