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Selo Unicef: rede de atendimento à criança e adolescente é foco do 1º Fórum Comunitário

Juliana Carolina Lima, 14 anos, faz parte da Comissão do Selo Unicef em Boa Vista e é protagonista das ações de defesa dos direitos de adolescentes e crianças - Foto: Fernando TeixeiraMicael Guimarães tem 12 anos e resolveu participar do 1º Fórum do Selo Unicef por conta própria. Na última terça-feira, 10, ele passou a manhã ajudando na elaboração do diagnóstico da rede de atendimento à criança e ao adolescente no município de Boa Vista. “Nós, crianças, temos os nossos direitos e não podemos deixar os adultos violarem porque eles são mais fortes, ou maiores. O meu papel é participar da reunião para lutar pelos meus direitos”, falou com firmeza o pequeno Micael. 

Reunidas no auditório do Corpo de Bombeiros, cerca de 200 pessoas compareceram à primeira atividade da agenda assumida pela Prefeitura de Boa Vista ao aderir ao Selo Unicef – edição 2013/2016. “Com o Fórum, iniciamos os trabalhos para conhecer como nossas crianças e adolescentes estão sendo tratados, queremos saber quais são as deficiências para que possamos melhorar ainda mais os nossos serviços”, afirmou a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita. 

O dia de atividades começou embalado pelas canções do Coral Art Canto. O hino de Boa Vista, entoado nas vozes das crianças, não poderia ter representado melhor o objetivo do encontro: buscar formas de melhorar a vida dos pequenos cidadãos da Amazônia. Para tanto, o governo municipal, adolescentes, sociedade civil, lideranças locais e Organizações Não Governamentais deram as mãos e, juntos, mapearam quais devem ser as prioridades no atendimento de crianças e adolescentes no município de Boa Vista. 

Com o diagnóstico em mãos, agora o próximo desafio será elaborar um plano de ação para que as deficiências apresentadas sejam solucionadas até 2016, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Unicef. “Não podemos esquecer que nossa meta é obter o resultado positivo. Mas também é importante ter em mente que não vamos conseguir resolver tudo em um prazo curtíssimo. Estamos dando sequência a um trabalho. Tudo o que a prefeita Teresa Surita tem feito é plantar projetos consistentes para colher resultados. E já estamos conseguindo bons frutos”, pontuou o vice-prefeito, Marcelo Moreira. 

Durante o evento, os participantes foram divididos em sete grupos. Ao serem perguntados sobre quais são os direitos da criança, o item mais mencionado foi a educação, seguido da saúde, do esporte e da moradia. O mais interessante é que o diagnóstico foi escrito também pelas mãos dos próprios jovens presentes na atividade, que marcam o seu protagonismo desde cedo. 

“O Fórum está trabalhando os direitos de crianças e adolescentes, então eu acredito que nada melhor do que a gente, crianças e adolescentes, para saber sobre a nossa realidade. Os adultos, principalmente nesses eventos, usam uma linguagem meio difícil, mais técnica. Além do que, muitas vezes eles esquecem que um dia também já foram crianças”, afirmou Juliana Carolina Lima, 14 anos. 

 

 

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