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SEI incentiva produção e venda de artesanato indígena

Produtos estão à venda em duas lojas na sede da Secretaria do Índio - Foto: Fernando Oliveira

Produtos estão à venda em duas lojas na sede da Secretaria do Índio – Fotos: Fernando Oliveira

A SEI (Secretaria de Estado do Índio) mantém duas lojas de venda de artefatos indígenas e elaborou calendário de visitas às comunidades, com a finalidade de incentivar a criação de artesanato e a reabertura de centros comunitários de produção e venda. Segundo o diretor do Centro de Comercialização de Artesanato Indígena, Martiniano Vieira, o objetivo é ampliar a geração de renda por meio dessa atividade.Nos primeiros quatro meses deste ano, a SEI realizou visitas a 21 comunidades indígenas. Todas estão produzindo artesanato, conforme Vieira. As peças são trazidas pela equipe da Secretaria e vendidas nas duas lojas do Centro de Comercialização do Artesanato Indígena de Roraima Ko’go Damiana, na sede da SEI, no Parque Anauá.

Os preços são estabelecidos pelos indígenas e, após a venda, a equipe da SEI retorna à comunidade, a fim de levar para os artesãos o rendimento resultante da comercialização dos produtos. Essa dinâmica de trabalho, como explica Martiniano Vieira, garante lucros mais relevantes.

“Todo final do mês, levamos o rendimento de cada um. Na última viagem, fui à terra indígena Raposa e levei pouco mais de mil reais, dinheiro adquirido por meio da venda de panelas de barro. A vinda deles à cidade requer gastos com passagem e, às vezes, com hospedagem, por isso, quando retornam, não têm mais quase nada. Então, esse modelo de serviço aumenta o lucro para as comunidades indígenas”, afirma.

As peças são variadas e particularizam as características dos povos indígenas, por isso a SEI trabalha com um projeto de certificação do artesanato roraimense indígena, por meio da criação de selos que identifiquem os artefatos, de acordo com as etnias dos índios responsáveis pela produção.

artesanatoindigena4“Queremos fazer a certificação desse artesanato e, para isso, estamos buscando parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário [MDA] e com a Universidade Federal [UFRR]. Cada etnia faz um tipo diferente de artefato. As panelas de barro são o principal produto do Macuxi; o Wai-Wai produz jamanxim e biojoias, entre outras peças; o povo Ingaricó cria muitos produtos de cestaria. Então, a certificação deve valorizar ainda mais essas peças”, disse.

O acervo exposto para venda atualmente no Centro de Artesanato inclui peças de preços variados feitas por índios Macuxi, Taurepang, Ingaricó e Wai-Wai. As lojas ficam abertas durante todo o dia e a SEI pretende ampliar os pontos de comercialização. Conforme Martiniano Vieira, já existem projetos e negociações para abertura de três novas lojas, uma na rodoviária, uma no aeroporto e outra em um shopping de Boa Vista.

Somado a isso, a SEI, em parceria com a Setrabes (Secretaria de Estado do Trabalho e Bem-Estar Social), inicia uma séria de visitas técnicas para reabertura dos Clubes de Mães em comunidades indígenas. O objetivo é tornar esses centros comunitários, que se encontram inoperantes, produtivos não apenas para criação de artesanato indígena, mas também para confecção e venda de roupas, contribuindo para geração de emprego e renda nas comunidades.

Albani Mendonça

 

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