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Segurança Alimentar nas comunidades indígenas é discutida em reunião na Secretaria do Índio

Alguns representantes de comunidades indígenas que foram escolhidos neste encontro participarão de discussão promovida pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Roraima - Fotos: Neto Figueiredo

Alguns representantes de comunidades indígenas que foram escolhidos neste encontro participarão de discussão promovida pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Roraima – Fotos: Neto Figueiredo

‘Comida de verdade no Campo e na Cidade: por direitos e soberania alimentar’ foi o tema do 3° Encontro de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Indígenas de Roraima, realizado nesta sexta-feira, 24, na sede da SEI (Secretaria Estadual do Índio de Roraima). As políticas públicas e orientações técnicas para expandir e profissionalizar a atividade estão entre as principais discussões do evento.A programação contou com a presença de instituições ligadas aos temas propostos, dentre elas, a Seapa (Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Roraima), Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que discutiram sobre o acesso das comunidades indígenas às políticas públicas que possam desenvolver e expandir a atividade agrícola nas comunidades, como também orientações técnicas para aprimoramento e profissionalização da atividade nas cerca de 450 comunidades indígenas em todo o estado.

Dentre os principais desafios apontados, está o apoio do poder público como importante impulsionador para uma atividade cuja importância é comprovada, por exemplo, pela representatividade na produção de melancia: as comunidades indígenas representam o 2º maior produtor do estado. Esta atividade, somada à produção de gado e mandioca, representam as principais produções das comunidades indígenas, conforme afirma o secretário estadual do Índio, Ozélio Izidório Messias.

Secretário Ozélio Izidorio

Secretário Ozélio Izidorio

O secretário explicou que o evento teve como proposta o compartilhamento e nivelamento de informações, tendo em vista que as etnias estão em diferentes níveis de desenvolvimento diferentes na produção agrícola.
Além desse respaldo das políticas públicas às comunidades, outro tema proposto no encontro foi o mercado e escoamento da produção agrícola das áreas indígenas, fator essencial para sustentabilidade e crescimento da atividade. “A meta das comunidades é o fornecimento dos produtos para o estado de Roraima, inicialmente”, explica o secretário.

Alguns representantes escolhidos neste encontro participarão, posteriormente, dessa mesma discussão promovida pelo Consea (Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Roraima): órgão que tem por finalidade propor diretrizes, programas e ações voltadas ao direito humano à alimentação adequada saudável. É o órgão de assessoramento da política de segurança alimentar e nutricional em Roraima, composto por entidades governamentais e pela sociedade civil.

“Essas discussões também irão auxiliar nos projetos que serão elaborados pela secretaria. É preciso enfatizar também que estamos recebendo total apoio das demais secretarias nesse propósito. Não é o trabalho de uma secretaria, mas do Governo do Estado”, afirma o secretário.

Apoio do Estado

“Não tivemos antes apoio do poder público. E esse apoio é fundamental para incentivar e aumentar a produção de nossas comunidades”. Esta é a afirmação de Maria Janete Oliveira de Souza, representante da Comunidade Nova Esperança, de Pacaraima, que possui 140 famílias e vive da fruticultura, sabe da importância desse respaldo do governo para que essa atividade possa evoluir.

Com esse propósito, o Governo do Estado, por meio da Seapa (Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), está trabalhando em cinco frentes para desenvolvimento do setor agrícola no estado: fruticultura, grãos, bovinocultura de leite, piscicultura e mandiocultura. Dessa forma, a secretaria garante o apoio de especialistas, com orientações técnicas a produtores em geral, inclusive comunidades indígenas, para aprimorar e desenvolver a atividade.

Para isso, o agricultor pode procurar o Dater (Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural), que fica na sede da Seapa, localizada na rua General Penha Brasil, 1.121, bairro São Francisco, em Boa Vista, ou as CPRs (Casa do Produtor Rural) que está funcionando em todos os municípios.

“Encontramos uma situação muito difícil no estado. Por isso, estamos trabalhando para regularizar a comunicação com nossos escritórios no interior, realizando a manutenção dos veículos e regularizando o abastecimento para o deslocamento dos técnicos pelo interior”, diretor do Dater, pontua Volnei Costa.

Após esse pedido, o técnico do município visita o produtor e, se enquadrar em algumas das frentes que estamos trabalhando, um especialista vai até o local e oferecerá todo o suporte necessário inclusive às comunidades. “Queremos fortalecer a produção agrícola para gerar empregos e renda em nosso estado”, frisou o diretor.

Simone Cesário

 

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