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Salários atrasados: mães merendeiras buscam apoio de deputados de oposição

Deputados de oposição se reúnem com mães merendeiras - Foto: H. EmilianoOs deputados da bancada de oposição receberam na manhã desta quinta-feira, 5, uma comissão de trabalhadoras do programa Mãe Merendeira, do governo do Estado. São cerca de 300 mulheres que trabalham como merendeiras nas escolas da rede pública de ensino. Elas denunciam que estão há cinco meses sem receber salário.

Conforme Keith Marrone, uma das mães que integram o programa, as mães decidiram procurar os parlamentares porque já buscaram ajuda no Ministério Público Estadual, Ministério do Trabalho e governo do Estado, mas nada foi resolvido.

“Nós gostaríamos de saber para onde está indo nosso dinheiro, pois estamos trabalhando e não estamos recebendo. Os deputados são a voz do povo e contamos com a ajuda deles nesse momento. Não temos mais a quem recorrer. Estamos apelando por ajuda. O Ministério Público não se manifesta. O Ministério do Trabalho também não”, lamentou.

Segundo Marrone, muitas mães que moravam de aluguel foram despejadas. Outras tiveram a água e energia cortadas por falta de pagamento. “Quem mora perto da escola onde trabalha, vai a pé ou de bicicleta. Mas tem gente que não está mais trabalhando porque não tem condições de pagar ônibus ou lotação”, lamentou.

Os deputados Brito Bezerra (PP), líder da oposição, Gabriel Picanço (PRB), Soldado Sampaio (PC do B) e Flamarion Portela (PTC) se mostraram preocupados com a situação das referidas trabalhadoras e se colocaram a disposição para ajudar a resolver essa situação.

“São em média, 300 mães merendeiras que estão prestando seu serviço e algumas informaram não faltar se quer um dia de trabalho, mas estão com cinco meses sem receber seu salário. E o pior, não recebe décimo terceiro, não tem direito a férias e não recebe hora-extra. A empresa está cometendo crimes”, disse Brito.

O parlamentar afirmou que a Bancada de Oposição receberá formalmente as denúncias e encaminhará ao Ministério Público e a Superintendência Regional do Trabalho. “Nós vamos encaminhar também formalmente ao governador para que depois não diga que não sabia. E vamos levantar esse questionamento na tribuna da ALE-RR para que todos os deputados tomem conhecimento e as providências necessárias serão encaminhadas aos órgãos competentes”, afirmou.

 

 

 

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