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Ruiz defende fusão da Univirr com Uerr ao contrário do que prevê reforma administrativa

Deputado Joaquim Ruiz – Foto: Charles Wellington

A proposta apresentada pelo Executivo dentro do pacote de projetos que prevê a reforma administrativa, no que diz respeito a fusão de algumas instituições, não deverá surtir efeito. Essa é avaliação do deputado Joaquim Ruiz. Enquanto o governo pretende extinguir a Univirr (Universidade Virtual de Roraima), transformando em um Centro, que será vinculado a Secretaria de Educação, o parlamentar defende a fusão com a UERR (Universidade Estadual de Roraima).

“O correto seria transformar a Univirr num departamento pertencente a UERR. Até a sede dessa instituição que está em situação precária, poderia funcionar na Univir e lá teriam os cursos à distância, comandados pela própria Universidade Estadual”, opinou Ruiz.

O parlamentar também destaca a permanência da Sejuc (Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania), que não entrou em nenhuma fusão na proposta de reforma administrativa. “Não justifica continuar a Sejuc, uma secretaria que comanda quatro presídios no estado, que tem uma população de 500 mil habitantes”, disse.

Na avaliação de Ruiz, o ideal seria unir a Sejuc com a Secretaria de Segurança Pública para que se tivesse um comando único para todas as polícias e da área de inteligência. Entende que assim não aumentaria o ônus para a população, mas o povo ganharia em segurança porque a fusão garantiria a oportunidade para contratação de mais agentes penitenciários, mais policiais militares. “Isso tudo sem aumentar o custo que a gente já paga por meio da carga tributária”, salientou, afirmando que pelos cálculos, com essa fusão seriam economizados 382 cargos comissionados acima de R$ 6 mil.

Ruiz adiantou que cinco estados já foram autorizados a contrair empréstimos junto ao Governo Federal, e um deles é Roraima. “Brevemente deverá chegar aqui na Assembleia um pedido de empréstimo que, creio, o governo vai enviar”, disse. Porém, segundo explicou, o executivo estadual vai precisar fazer outra reforma administrativa para ter direito a outro empréstimo e ter acesso ao pacote de medidas econômicas adotadas pelo Governo Federal.

Conforme o deputado Ruiz, a chefe do Executivo estadual vai precisar enviar mensagem governamental para a Assembleia Legislativa de Roraima apresentando o enxugamento da máquina, assim como o Rio de Janeiro está fazendo. “O caso do Rio de Janeiro é diferente, mas o nosso vai ter que fazer um ajuste mais forte para poder prorrogar os juros. Durante esse atual governo, o executivo não pagará juros porque terá dois anos de carência; o Rio de Janeiro terá três anos”, explicou.

Ruiz acrescentou que vem conversando com economistas que acompanham a situação do país e numa análise real, o ideal, segundo ele, para uma reforma administrativa justa, seria economizar entre R$ 50 milhões a R$ 60 milhões ao ano. “Os poderes constituídos – Assembleia, Ministério Público e a própria Justiça não corrigiram sequer o seu orçamento, fazendo sua parte, agora o Estado tem que dar a parcela dele também”, ressaltou.

O deputado explicou ainda que com isso não pede a realização de demissões em massa, mas a redução de cargos comissionados cujos salários são altos, acima da média dos que ganham “relativamente bem no estado”.

Shirleide Vasconcelos

 

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