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Roraima registra mês de janeiro com o menor número de focos de calor dos últimos 14 anos

Os meses de janeiro, fevereiro e março são historicamente, os mais quentes em Roraima. As altas temperaturas causadas pela falta de chuvas, a baixa umidade relativa do ar e o aumento exagerado do número de queimadas, preocupam tanto autoridades quanto a população em geral, mas neste ano a situação está bem diferente.

Com um volume de chuvas próximo do normal no mês de janeiro, que é de 25,1 mm, Roraima fechou o primeiro mês do ano com apenas 108 focos de calor. Número bem abaixo dos 1.257 registrados no mesmo mês do ano passado, quando o estado enfrentou uma grave estiagem.

O registro de pancadas de chuvas em todos os municípios do Estado e uma média de 65% a 95% de umidade relativa têm proporcionado aos roraimenses um mês atípico, como há muitos anos não se via.

Conforme o chefe da Divisão de Operações Emergenciais da Defesa Civil Estadual, tenente Emerson Gouvêa, janeiro voltou a registrar um volume de chuvas considerado normal para o período, o que não vinha acontecendo nos anos anteriores. “Nossa maior preocupação nos outros anos, era exatamente o começo do ano quando registrávamos chuvas muito abaixo do esperado. Em 2017 o volume registrado até o momento nos dá tranquilidade”, declarou.

Alguns números podem explicar mais facilmente o motivo de toda essa tranquilidade. Em janeiro de 2003 foram registrados 450 focos de calor; em 2007 foram 148; em 2010 351; e em 2015 foram 330 focos, além de 2016 com números expressivos. Em todos esses anos foram necessárias ações de intervenção da Defesa Civil para controlar o número crescente desses focos.

Defesa Civil

Conforme o secretário executivo da Defesa Civil, tenente coronel Jefferson Abreu, esse período chuvoso tem contribuído para o desenvolvimento de outras atividades relacionadas à defesa civil.

Estão sendo feitos contatos com os prefeitos de todos os municípios para melhorar a estrutura das Comdec (Coordenadorias Municipais de Defesa Civil). Caracaraí, Rorainópolis, Pacaraima, Amajari e Iracema já foram visitados ou tiveram a primeira reunião. Até o final da primeira quinzena de fevereiro todos os municípios serão visitados.

“A pouca demanda relacionada a incêndios florestais no início deste ano nos permitiu a elaboração de um trabalho voltado para o planejamento das ações de defesa civil no interior do Estado. Como houve mudança de prefeitos na maioria dos municípios, estamos buscando um primeiro contato com eles para orientá-los quanto à estruturação das Comdecs. Os prefeitos precisam indicar os seus representantes e montar uma estrutura mínima para que iniciemos o processo de capacitação desses agentes”, explicou.

O tenente coronel Abreu informou também que os membros da Defesa Civil Estadual monitoram diariamente o comportamento do clima. “Estamos atuando diretamente em outra frente de trabalho, que é a assistência aos imigrantes venezuelanos no Centro de Referência ao Imigrante (CRI), mesmo assim estamos alerta para qualquer situação de anormalidade. Se registramos aumento do número de focos de calor nos próximos meses, iniciaremos as ações de combate com a montagem de equipes extras nos quarteis em Boa Vista e nas companhias do interior para a primeira resposta”, finalizou.

Raustman Gondim

 

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