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Roraima recebe, pela primeira vez, capacitação na área de Segurança da Informação

trerr57A Escola Superior de Redes (ESR), unidade de serviço da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), capacitou, pela primeira vez, técnicos, analistas e coordenadores do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), por meio do curso Gestão da Segurança da Informação – NBR 27001 e NBR 27002.

O objetivo foi identificar riscos e vulnerabilidades na área de segurança da informação para aperfeiçoar práticas de gestão do setor. As aulas foram ministradas, na última semana, no laboratório do Instituto Federal de Roraima (IFRR), pelo coordenador acadêmico da área de Governança de TI e Segurança da ESR, Edson Kowask. O tema do curso, segurança da informação, passou a despertar maior interesse do TRE devido à implantação recente do Sistema Eletrônico de Informações (SEI!), no âmbito do projeto Processo Eletrônico Nacional (PEN), para padronizar o modelo de documentos e processos eletrônicos. O treinamento foi realizado pela primeira vez no estado de Roraima.

Criada com o objetivo de promover a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), em prol da evolução e da permanente ampliação da rede de alta velocidade do país, a ESR já capacitou mais de 18 mil profissionais nas cinco regiões do país. Na região Norte, a unidade de serviço da RNP possui dois polos de capacitação: um em Belém, no Pará, e outro em Manaus, no Amazonas. Tanto nos dois estados como nas outras seis capitais brasileiras onde estão localizadas as demais unidades, a ESR ministra cursos com foco nas tendências de mercado de trabalho. Entre as temáticas abordadas estão Administração e Projeto de Redes, Segurança, Mídias de Suporte à Colaboração Digital, Administração de Sistemas, Gestão de Identidade, Desenvolvimento de Sistemas e Governança de TI.

Divididos em básicos, intermediários e avançados, os cursos têm carga horária integral, com duração de dois a cinco dias. Eles apresentam aulas práticas, ministradas em laboratórios conectados à rede de alta velocidade da RNP, e simulações de situações vivenciadas por profissionais das diversas áreas de TI. “Nossa missão, em curto prazo, é a de ampliar o serviço em três dimensões – no número de alunos, de locais atendidos e na grade de cursos. Estamos prontos para equilibrar a demanda de conhecimento distribuída e a oferta concentrada”, afirma o coordenador da ESR, Luiz Coelho.

Em 2015, ao ultrapassar as barreiras geográficas, a ESR iniciou a disseminação de seu conhecimento na América Latina e África. A partir da criação de um polo de capacitação na cidade de Maputo, na capital de Moçambique, por exemplo, a iniciativa promoveu a primeira capacitação remota para técnicos das universidades moçambicanas. Houve participação de alunos brasileiros e africanos, cada grupo em seu país, interagindo em tempo real. A ação faz parte da cooperação entre a RNP e a rede acadêmica moçambicana, MoRENet.

O modelo da ESR brasileira é pioneiro e serviu de exemplo para a Colômbia, na criação da Escuela Superior de Redes Colombia, fundada em Bogotá, em parceria com a Rede Nacional Acadêmica de Tecnologia Avançada (Renata). Com o acordo de cooperação, a ESR tem apoiado o processo de implantação e consolidação da rede colombiana, por meio de ações de capacitação técnica em TI e de compartilhamento de informações e boas práticas de engenharia, gestão e governança de redes nacionais avançadas.

Sobre a RNP

Qualificada como uma Organização Social (OS), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável pelo Programa Interministerial da RNP, que conta também com a participação dos ministérios da Educação (MEC), da Saúde (MS) e da Cultura (MinC). Pioneira no acesso à Internet no Brasil, a RNP planeja e mantém a rede Ipê, a rede óptica nacional acadêmica de alto desempenho. Com Pontos de Presença nas 27 unidades da federação, a rede tem mais de 800 instituições conectadas. São aproximadamente 3,5 milhões de usuários usufruindo de uma infraestrutura de redes avançadas para comunicação, computação e experimentação, que contribui para a integração entre o sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação, Educação Superior, Saúde e Cultura.

Andréa Copolilo

 

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