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Roraima atrai empresários interessados na produção de suínos

O encontro ocorreu na manhã desta sexta-feira, na sede do Palácio Senador Hélio Campos - Foto: Mário Junior

O encontro ocorreu na manhã desta sexta-feira, na sede do Palácio Senador Hélio Campos – Foto: Mário Junior

No mercado há 20 anos, a Cooperdeluz (Cooperativa Agroindustrial), com sede em Santa Catarina (SC) visualiza Roraima como a nova fronteira agropecuária do Brasil e isso atraiu dois representantes para conhecerem de perto os benefícios em investir aqui no estado e abrir um canal de diálogo com o governo estadual. O interesse é implantar uma cadeia integrada de criação e beneficiamento de suínos, com a produção de ração até o abate e exportação da carne e produtos.

Hoje o estado de Roraima tem um rebanho tímido de 35 mil suínos. Em Santa Catarina, por exemplo, a produção semanal da Cooperdeluz é de 1.500 porcos abatidos e beneficiados por semana, com geração de 600 empregos diretos e três mil indiretos. O sistema funciona da seguinte forma: a cooperativa oferece a estrutura física e tecnológica, com as matrizes e o produtor cria o animal com todo o aparato de assistência e acompanhamento veterinário e depois de cerca de oito meses o suíno está preparado para o abate.

Segundo o secretário de Articulação Institucional e Promoção de Investimento, João Pizzolatti, a ideia é investir nessa cadeia integrada, que envolve o pequeno produtor, a fim de gerar renda e desvincilhar a circulação de dinheiro ao contracheque da iniciativa pública. “O foco é exportar a carne suína e os produtos beneficiados. Temos mercado como o Caribe e Amazonas, por exemplo, que consomem a carne suína”, informou.

Esse sistema integrado consiste desde a plantação de grãos (milho e soja) para a produção de ração (que servirá para o porco e para peixes), além da criação de matrizes do porco para repassar ao produtor que vai criar o animal até a fase do abate. “Queremos copiar esse sistema de Santa Catarina para Roraima, uma vez que temos condições climáticas favoráveis e interesse do governo em atrair novos investidores”, ressaltou Pizzolatti.

Inicialmente os empresários buscaram o Governo do Estado para uma conversa. Dentro de 90 dias eles devem apresentar um plano de negócios, expondo as necessidades e contrapartida do governo para que o projeto seja implementado em Roraima.

Segundo o vice-presidente da Cooperdeluz, Guaraci Araújo, a instalação da cooperativa em Roraima pode gerar aproximadamente 200 empregos diretos e dois mil indiretos, com projeção de a partir do terceiro ano ter aumento consolidado em até 10%, contribuindo assim para o crescimento da renda per capta do estado.

Araújo e Vicente Facco, os dois representantes da Cooperdaluz, visitaram uma propriedade cerca de 30 quilômetros distante da área urbana de Boa Vista, sentido BR-174 Sul, com intenção de diagnosticar o território e fazer o levantamento inicial para o investimento. “Temos que criar os suínos no setor rural. Não criamos na cidade”, ressaltou Araújo, ao informar que o investimento para a implantação da cadeia em Roraima pode girar em torno de R$ 500 milhões.

Além da criação, abate e beneficiamento do suíno, a cooperativa tem tecnologia para transformar o esterco do animal em energia elétrica (biomassa), o que contribuirá, em período futuro, para a redução dos custos com a produção. “Queremos investir em uma produção ecologicamente correta, com carne certificada com as características da região”, disse Araújo, ao apontar as exportações para o Caribe como uma alternativa de mercado consumidor.

Invista em Roraima

A Secretaria de Articulação Institucional e Promoção de Investimento, do Governo do Estado, está estudando um programa de captação de investidores, com a intenção de atrair grandes produtores de outros estados que tenham interesse em expandir a fronteira agropecuária. “Nosso objetivo é transformar a economia do estado de Roraima”, destacou Pizzolatti.

Leandro Freitas

 

 

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