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Revista eletrônica: Estado utiliza tecnologia em favor da dignidade no sistema prisional

A inspeção com equipamentos eletrônicos substitui a revista íntima de contato - Fotos: Eides Antonelli

A inspeção com equipamentos eletrônicos substitui a revista íntima de contato – Fotos: Eides Antonelli

O uso do scanner corporal é alternativa para uma revista mais eficiente e menos vexatória aos familiares de presos. A técnica está sendo utilizada em Roraima pela Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania) há dois meses e tem se mostrado eficaz no combate ao ingresso de materiais ilícitos nas unidades do sistema prisional.

Um exemplo da eficácia do sistema ocorreu nesta semana, quando uma mulher foi detida após ser flagrada pelo detector tipo banqueta tentando entrar na unidade prisional com um aparelho celular nas partes íntimas.

Conforme o secretário de Justiça e Cidadania, Josué Filho, na medida em que o sistema for se mostrando eficaz, menos as pessoas tentarão entrar nas unidades com materiais ilícitos no corpo. “São vantagens tanto para familiares que, não terão mais a revista constrangedora, quanto para os servidores, que terão um meio eficaz de detectar materiais de forma segura e eficiente. Esta é a finalidade dos equipamentos de revista eletrônica, receber com dignidade essas pessoas e das melhores condições de trabalho para os agentes penitenciários”, disse.

A Sejuc instalou detectores de metais em todas as unidades que compõem o sistema prisional de Roraima de forma a dar mais celeridade na entrada dos visitantes. A Pamc (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo), maior unidade prisional do Estado, possui 1.224 internos e recebe uma média de 2.300 pessoas por dia de visita.

A CPMBV (Cadeia Pública Masculina de Boa Vista) recebe aproximadamente 150 visitantes aos domingos. Além da Cadeia Pública de São Luiz, por exemplo, que possui 51 reeducandos e recebe uma média de 50 pessoas nos dias de visita.

Aparelhos

Os equipamentos foram doados ao Estado pelo Ministério da Justiça a partir de um acompanhamento realizado nas unidades do sistema prisional roraimense no início de 2015. Foram destinadas às unidades uma esteira de raios-X, seis detectores de metais pórticos, 22 detectores de metais portáteis e dez detectores de metais para inspeção íntima tipo banqueta.

Tiana Brazão

 

 

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