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| Resenha - Panela Quente com Chico Guerra |
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Publicidade: Panela Quente Entrevista com o Deputado Estadual Chico Guerra FRANCISCO DE SALES GUERRA NETO (PSDB) - Foi deputado constituinte (1992/1994) e é um dos dois únicos parlamentares que nunca perdeu uma eleição em Roraima. Sua base eleitoral está em Boa Vista e Caracaraí. Fora da política, é técnico em Mecânica Retificadora e empresário de sucesso. Foi vice-presidente da Assembleia Legislativa até 2010, quando foi eleito presidente por unanimidade dos parlamentares. É casado com Eliana Palermo Guerra e pai de Catarina, Laura e José Neto. 1- O senhor esteve presente desde a primeira legislatura como deputado estadual. Como o senhor vê a composição da Assembleia com o passar dos anos? O que mais evoluiu? O Poder Legislativo no princípio era novidade com um parlamento composto de pessoas que moravam aqui no estado. Mas as coisas foram mudando, se acomodando e entrando no eixo. Nestes vinte anos, o poder legislativo cresceu mais ainda, pois, nenhuma Assembleia no país fez tanto quanto nós fizemos. Instalamos poderes, criamos autarquias, além de uma série de normas e Leis que permitiram que o estado se desenvolvesse. Hoje sentimos a maturidade no Poder Legislativo, com deputados da primeira legislatura que ainda estão na Casa. E agora, vamos discutir os problemas do Estado, de forma responsável e buscar as soluções. 2- O senhor esteve ao lado do ex-presidente Mecias de Jesus durante todo seu mandato, como é hoje ser o novo presidente e estar no bloco de oposição a Mecias? Não sou eu quem está no bloco de oposição ao Mecias. Mas não podemos misturar as coisas, amizade é amizade, interesse político é interesse político. O importante é que temos coisas em comum que é querer o melhor para Roraima. Além do mais, quando se é amigo se é amigo em qualquer circunstância, e eu tenho o Mecias como amigo e irmão, e não é pelo fato de eu ser presidente e ele estar na oposição que nós não vamos ter nossa amizade abalada. Muitas vezes nos tornamos mais duros, menos duros, mas isso faz parte do dia a dia do Poder Legislativo. Agora, saindo dali, a amizade é a mesma. É nisso que eu acredito e assim que as coisas vão acontecer neste período. 3- Quais as suas prioridades de trabalho como presidente da Casa? Conduzir a Assembleia o mais próximo possível da população. É a nossa meta, depois de 20 anos de implantação, nós vamos discutir os problemas do estado e achar saída para os problemas, apresentando estas soluções ao governador para que ele tenha subsídios e resolva os possíveis problemas do estado. 4- Como é hoje sua relação com o governador José de Anchieta? Governador Anchieta Junior é nosso partidário. Além disso, temos uma relação de amizade. É isso! 5- E com o ex-governador Neudo Campos? Uma relação respeitosa. Ele me respeita como parlamentar e eu o respeito como candidato a governador. Então, de relacionamento não tenho problema nenhum com o ex-governador Neudo Campos. O Presidente da ALE-RR – Chico Guerra e sua esposa Eliana Palermo Guerra. 6- Algumas pessoas comentam que apesar de ter um novo presidente, a gestão da Assembleia seria a mesma, rementendo-se ao ex-presidente Mecias de Jesus. O que senhor pode falar sobre isso? Eu vejo isso como uma indelicadeza com os servidores da Assembleia Legislativa. Veja bem, o fato de eu ser presidente não significa que as pessoas que fazem a Assembleia hoje devam ser Chico Guerra. O que eu peço para todos eles é que vistam a camisa da instituição. Porque nós (deputados) passamos e eles (servidores) ficam. Quando eu vejo esse tipo de comentário, vejo como uma agressão às pessoas que fazem a Assembleia. Agora, no momento que a pessoa (servidor) não comunga desse pensamento, nós temos que tomar alguma providência no sentido de que, a instituição, que é a ALE-RR, deve ser zelada. Eu me orgulho de ser deputado e zelo pela imagem do Poder Legislativo, da mesma forma que o servidor deve zelar pela instituição e ter orgulho de fazer parte do quadro de funcionários deste poder. 7- O senhor acredita que o Estado possa voltar a ser governado sem este clima de instabilidade política? Seria o ideal, mas é complicado, mais profundo. Nós temos muito resquício do tempo que éramos território, onde por qualquer coisinha se tirava o governador. Acho que os políticos que dizem que amam Roraima, que querem o bem pra Roraima deveriam respeitar o resultado das urnas e deixar as coisas fluírem, quem perdeu, perdeu. Eu sempre digo em tom de brincadeira que vamos criar um santuário pra botar essa turma toda lá dentro, só tem santo na política, é um negocio de doido. Então, é complicado, mas ainda acho que é possível isso. É só ter um pouco de paciência e o povo cobrar mais posicionamento de alguns políticos que a coisa muda. 8- Em relação às denuncias de superfaturamento da obra da Assembleia, o senhor pretende iniciar alguma investigação? Não, porque toda a documentação da Assembleia já está no Ministério Publico Estadual (MPE) há bastante tempo. Logo que começou esta história de superfaturamento, de obra cara, o MPE pediu e a ALE-RR encaminhou tudo. Não ficou nenhum documento do processo desta obra na Casa. Porém, o MPE até agora não disse que houve superfaturamento. E vamos esperar o MPE nos dar uma posição dentro do prazo que ele entender, ou então, não der nenhum, se não achar nada de irregularidade. 9- Como o senhor imagina Roraima daqui a 20 anos? Imagino um estado forte, pujante de oportunidades, onde possamos oferecer boas condições de vida aos nossos filhos e netos. Roraima, sem sombra de dúvida, tem tudo para se desenvolver. Principalmente com relação aos países vizinhos. Por exemplo, a Venezuela já está no Mercosul e não produz praticamente nada. Com a sua inclusão no Mercosul, creio que vamos ter um mercado consumidor muito grande, por isso, vejo o estado de Roraima como um celeiro. O Amazonas produz tecnologia de ponta e nós, acredito, vamos ser um celeiro de proteína animal e vegetal em grande escala para atender o mercado interno e exportar para a Venezuela e Guiana e o estado do Amazonas. 10- O que espera para o ano de 2011? Minha mãe disse que quando a gente quer uma coisa a gente pede. E eu venho pedindo paz para este estado, sossego. E que esse povo, principalmente os políticos possam ter um pouco mais de juízo, se acalmem, porque os problemas estão aí e a população não aguenta mais tanta crise, tanto sofrimento, tanta insegurança. Espero também que a crise financeira passe o mais rápido possível e que nosso estado possa realmente crescer como quer o seu povo. Registro do Presidente da ALE-RR, Chico Guerra durante a entrevista para RESENHA. Nos dias 17 a 19 de março - Coquetéis de lançamento da Coleção Inverno - Confira.
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