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Representantes das três esferas debatem ações de controle da malária

Reuniões de avaliação são realizadas uma vez por semestre - Foto: Ascom/SesauDe 16 a 18 de julho, a doença de maior magnitude da região amazônica será tema de debate por representantes do governo federal, estadual e municipais. Durante a 25ª Reunião de Avaliação do Programa Estadual de Controle da Malária, os entes ligados ao controle da doença discutirão como os casos se distribuem pelo Estado e as medidas de intervenção necessárias a serem intensificadas pelos municípios e distritos sanitários indígenas.

A reunião ocorre a partir da próxima quarta-feira, 16, às 9 horas, no auditório da Eletrobrás Distribuição Roraima, na avenida Capitão Ene Garcez, 691 – Centro. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) vem realizando estas reuniões há mais de 12 anos.

O gerente do Núcleo Estadual do Programa de Controle da Malária, Jonas Monteiro, explicou que a reunião busca identificar as dificuldades enfrentadas por cada município ou distrito sanitário, com enfoque na gestão das medidas de controle. Durante o evento, também serão avaliadas a efetividade do diagnóstico precoce e a administração do tratamento adequado em menor tempo possível, ou seja, avaliar a capacidade que os municípios têm de prevenir, conter e tratar a doença. “O ideal é que mais de 70% dos casos diagnosticados tenham o tratamento iniciado em até 48 horas após o aparecimento dos sintomas da doença”, disse.

O primeiro dia da reunião vai abordar a situação da malária na Amazônia Legal, ministrado pela assessoria do Ministério da Saúde; situação da malária no Estado; explanação sobre a Secretaria Nacional do Índio; vigilância entomológica, explanação sobre controle de qualidade de lâminas, malária nos distritos sanitários indígenas além da situação da inserção de agentes comunitários de saúde no controle das endemias.

O segundo dia será destinado para que os representantes dos municípios apresentem a situação da doença em suas regiões. Depois disso há um tempo destinado a esclarecimentos e discussões. Por fim, na sexta-feira, serão realizados trabalhos de grupo e as considerações finais.

Redução

Para se ter uma ideia do patamar que a doença atingiu no Estado, em 1999 foram diagnosticados 36.238 casos, que caíram para 8.576 no ano passado. Anualmente, as ações de controle foram otimizadas e outras medidas como as capacitações para microscopistas, agentes de endemias, digitadores, monitoramento das ações de controle vetorial e as reuniões de avaliação. Estas ações foram fundamentais para o planejamento e execução das ações de controle pelos municípios.

No primeiro semestre deste ano, foram detectados 3.504 casos de malária em Roraima, aproximadamente 25% a menos do que foi registrado no mesmo período de 2013, quando 4.697 pessoas tiveram a doença. Destes casos, 1.312 foram notificados na capital. “Temos uma queda importante, mas nosso compromisso de manter a redução e garantir o diagnóstico precoce e tratamento adequado continua a cada ano”, pontuou Monteiro, ao citar que no Estado, existem duas espécies parasitárias que causam a malária: o plasmodium vivax eplasmodium falciparum. Esse último é o mais grave, e se não for tratado logo pode levar o paciente a várias complicações e à morte.

No Brasil, no ano de 2011, 99,7% da transmissão da malária concentrou-se na região Amazônica, o que a coloca no patamar de doença com maior abrangência na região. Em 2013, foram diagnosticados 177.760 casos de malária na Amazônia Legal, com uma redução de 26% em relação ao ano anterior, quando foram diagnosticados 241.806 casos.

Dessa forma, o combate a essa doença tem contribuído para a melhoria dos serviços de saúde, pois, com a ampliação do atendimento a seus portadores, consequentemente se dá maior atenção a pacientes de outras doenças. 

 

 

 

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