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Projetos patrocinados pela Petrobras geram subsistência à indígenas e outros povos na Amazônia Legal

Mais de 72 projetos apoiados pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, nos nove estados que compõem a Amazônia legal, garantem a subsistência sustentável de índios das etnias Xerente, kaxinawá, Jaminawa, Suruí, Makurap, entre outras, além de preservar as tradições indígenas, e o bioma amazônico.

Os povos indígenas são um dos públicos prioritários do programa da companhia, que destinará R$1,5 bilhão a projetos em todo o país até 2018. Ao todo, as ações promovidas pelos projetos beneficiaram cerca de 110 mil pessoas, promovendo geração de renda, atividades culturais, e de educação ambiental no Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. Segundo dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa – 2005), 55,9% da população indígena brasileira está na região norte.

Entre as iniciativas patrocinadas, um dos destaques é o projeto Encauchados de Vegetais da Amazônia. A extração do látex e sua mistura com as fibras e corantes vegetais dá origem à tecnologia social conhecida como encauchados, material com o qual são produzidos artesanatos e objetos de decoração feitos com motivos indígenas e tinturas naturais. O artesanato é comercializado em feiras regionais e no exterior. A tecnologia, criada por povos indígenas, ribeirinhos e seringueiros em parceria com o pesquisador Francisco Samonek, gerou renda para mais de 1.500 pessoas em 17 municípios do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia desde 2009.

Em Tocantins,  cerca de 400 índios e índias de 58 aldeias Xerente, no município de Tocantínia, vão participar de oficinas de artesanato, economia popular, entre outras voltadas para o incentivo ao empreendedorismo. Também será construído um Centro Cultural de Apoio à Economia Xerente, e está prevista a elaboração de um Plano de Negócios para organizar o processo de produção e comercialização do artesanato produzido.

Em abril deste ano, o projeto Gestão Indígena no Acre promoveu uma viagem às aldeias Nova Cachoeira, Flor da Floresta, e aldeias próximas, para troca de experiências. Durante a visita, houve distribuição de sementes e mudas frutíferas, construção de viveiros, manejo agroflorestal, e reflexões sobre o plano de gestão das terras indígenas, com a participação de 34 agentes agroflorestais e diversas famílias kaxinawá. As ações do projeto, que incentiva o plantio de mudas e comercialização de castanha, buriti, entre outros produtos que garantem a segurança alimentar, protegem cerca de 322 mil hectares de floresta com ajuda de povos indígenas.

Na região amazônica do Mato Grosso, o manejo de produtos florestais como a castanha-do-Brasil e o látex tem se revelado uma excelente estratégia de gestão ambiental e geração de renda de povos de terras indígenas e extrativistas. O projeto Pacto das Águas pretende articular uma rede de parceiros e agências financiadoras para otimizar a comercialização das 160 a 300 toneladas de castanha e 25 toneladas de borracha produzidas, anualmente, por povos indígenas locais e seringueiros da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt, em região que abrange 1,9 milhão de hectares. 

 

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