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Projeto da maternidade é destaque em publicação do Ministério da Saúde

O projeto do HMI já tornou referência para outros estados - Foto: Ascom/SesauO Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINSN) é destaque em publicação nacional do Ministério da Saúde (MS), no Caderno HumanizaSUS, Volume IV. A edição foi lançada na última quinta-feira, 5, no site oficial do HumanizaSus para todo o país. O MS trabalha na expectativa de em breve publicar a edição impressa. O livro conta ações de várias maternidades do Brasil voltadas a humanização do parto e do nascimento.

O destaque feito ao HMI refere-se ao projeto “Enquanto o Bebê não Chega”, implantado em 2010, durante o Plano de Qualificação de Maternidade e Redes Perinatais da Amazônia Legal e Nordeste, ocorrido entre 2009 e 2011. As gestantes e seus acompanhantes são recebidos no auditório da instituição, às quartas e sextas-feiras pela manhã, de onde saem para conhecer às dependências da unidade.

A Visita Antecipada, como também é conhecido pela população, é uma estratégia de acolhimento e vinculação das mulheres grávidas e seus familiares antes da realização do parto dentro da unidade, na busca de reduzir a ansiedade, diminuir o medo antes do parto, a desmitificação em torno do parto normal, entre outros anseios da mulher.

O artigo escrito por três entendedores de humanização e que prestaram e ainda prestam serviço à maternidade, Wagner Costa, Bianca Sequeira e Aline Costa. A ação permite às grávidas e seus acompanhantes adentrarem na maternidade e conhecerem a equipe de trabalho e os procedimentos da instituição. Há relatos de mulheres que participaram da visita e afirmam terem diminuída a ansiedade em relação ao parto e maior segurança para a internação e para o aleitamento materno.

Um dos autores do texto, Wagner Costa, mencionou que o projeto, por intermédio do MS, tem tornado referência até em outros Estados, visto que o HMI foi pioneiro na ideia. “Ficamos felizes pelo reconhecimento de um trabalho, isto mostra que Roraima também tem condições de produzir algo que pode servir de modelo para o Brasil”, comentou.

Um dos pilares que o “Enquanto Bebê não Chega” se sustenta é considerar como fundamental importância para a humanização do parto, o preparo adequado da gestante para o momento do nascimento. O processo deve ser iniciado precocemente ainda durante o pré-natal, e continuado no acolhimento da mulher e de seu companheiro no serviço de saúde, incluindo o fornecimento de informações, bem como o preparo físico e psíquico da mulher, além de visitas à maternidade para conhecer suas instalações físicas, seu corpo técnico e os procedimentos rotineiros.

Bianca ressaltou que já existem inúmeras evidências clínicas de que as gestantes que recebem informações e auxílio pré-natal adequado apresentam menores riscos de complicações. Além disso, evidenciou-se também que o estado emocional da futura mãe, durante a gravidez, pode produzir efeito direto na saúde fetal.

 

 

 

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