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Professores recebem informações sobre Portfólio Etnológico da Assembleia Legislativa

Projeto Registros dos filhos de Makunaima – Foto: Platão Arantes

A Assembleia Legislativa de Roraima, por intermédio da Escola do Legislativo (Escolegis), entregou na manhã desta terça-feira, 14, 10 exemplares do Portfólio Etnológico roraimense a professores da educação indígena estadual, durante a realização da primeira capacitação sobre o material.

Os docentes conheceram um pouco sobre o material, resultado de 30 anos de pesquisa, com fotos e vídeos registrados na década de 1911 na Comunidade Indígena do Barro, localizada na região do Surumu, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, município de Pacaraima.

A professora Monaliza Ribeiro, da etnia Macuxi, lotada na gerência indígena do Centro de Formação de Professores em Roraima (CEFORR), ressaltou a importância do material que servirá como suporte pedagógico em várias disciplinas lecionadas aos estudantes. “Servirá ainda como um apoio aos professores de língua materna, com todo o resgate histórico feito por antropólogos e pesquisadores”, disse. Segundo ela, a Escolegis e a Assembleia Legislativa tiveram papel fundamental na recuperação de registros da cultura.

Carlos Alberto Pavelegini

O encontro com o grupo durou pouco mais de uma hora, período em que os vídeos e as imagens apresentadas eram explicados pelo gestor da pesquisa, Carlos Alberto Pavelegini. “Muito importante para uma população fazer uso dos seus costumes, suas tradições, seus saberes. Essa oportunidade que temos junto à Escolegis, com a Assembleia Legislativa, de poder socializar o conhecimento (…) é de valor imensurável”, contou.

Pavelegini destacou o potencial educacional de todo o material disponibilizado aos docentes que beneficiarão milhares de alunos indígenas, em mais de 200 escolas espalhadas nas comunidades, o que chamou de construção de identidade e revitalização de cidadania, direitos constitucionais. “Você imagina os alunos dessas mais de 200 escolas indígenas terem acesso ao dicionário da língua materna, poder transcrever o que o avô ou avó falou, sentir como nós nos sentimos com a língua portuguesa”, frisou.

A diretora da Escolegis, Elísia Martins, explicou que o processo de entrega aos professores acontecerá de modo gradativo e que, para receber o portfólio, todos passarão por uma palestra informativa sobre o conteúdo do material. “Queremos que eles entendam a função do portfólio que está dentro das leis da Educação, (…) como uma ferramenta poderosa, que ele faça com que o aluno dele imagine como era 1911”, brincou. Com a previsão para o início das aulas nas escolas indígenas para o dia 13 de março, a meta será uma capacitação corrida para as próximas duas semanas.

Yasmin Guedes

 

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