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Pós-Ditadura: comunidade acadêmica chama atenção às heranças deixadas

O tema central da Semana é “Depois do Golpe: Ditadura Militar e Democracia Racionada no Brasil” - Foto: InternetCom o tema “Depois do Golpe: Ditadura Militar e Democracia Racionada no Brasil”, estudantes e docentes do curso de História da Universidade Estadual da Roraima (Uerr) realizam a primeira Semana de História. Será entre 19 e 22 de agosto, no campus da capital. O evento pretende chamar a atenção das pessoas para as heranças deixadas pelos 21 nos da Ditadura Militar no país.

A Semana terá a projeção de dois vídeos inéditos, uma parceria com o Circuito Universitário de Cinema. Além de três minicursos e três mesas redondas, com temas que possivelmente provocarão vários debates, motivados por professores da Casa e da Universidade Federal de Roraima (UFRR), além da presença de um membro da Comissão Nacional da Verdade para proferir a conferência de abertura. As atividades encerram na noite do dia 22, com apresentação das bandas Yekuana e Projeto Churras.

Segundo o coordenador do curso de História, professor Lucas Avelar, ao chamar a atenção da população quanto ao Golpe Militar é mostrar que muito daquilo que foi gerado no período ainda não passou. “Como o monopólio de veículos  de comunicação com foco na grande massa, a repressão estatal criada pelo regime Militar criada na ditadura que passou a cuidar da intimidação da população na época”, exemplificou.

Ainda ele mencionou que o pós-ditadura, inaugurou-se as chacinas no Brasil. “Acredito que há pelo menos uma chacina por semana, e muitas delas são realizadas por membros dessa corporação militar”, comentou.

Alguns conceitos foram apontados pelo professor, com destaque para o de democracia racionada, que se refere ao controle da política por grupos hegemônicos que distribuem a conta gotas os privilégios para os aliados e para a oposição mais moderada. Enquanto para os pobres e inimigos sobra à força exterminista da repressão. “Ainda, hoje, acontece o domínio de certos grupos que monopolizam as decisões que dizem respeito à comunidade, em pequenos grupos, eles eliminam física e simbolicamente a oposição privilegiando apenas os apoiadores e oponentes menos críticos”, mencionou.

Avelar acredita que esta ideia de democracia racionada é a chave para a compreensão da dinâmica política hoje. “Nao vivermos em uma ditadura declarada como em 1964, onde ninguém podia  falar nada, tinha que ficar quieto, e as eleições não eram diretas e sim indicadas. Hoje porém, essas coisas são permitidas de forma racionada, longe portanto de uma democracia plena e direta”, complementa ele insistindo na ideia.

Programação

A inscrição para participação é pelo http://www.uerr.edu.br/semanadehistoria/ ou  preencher a ficha na sala do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) da Uerr. A inscrição é gratuita e o cadastro prévio dá direito ao certificado de 30 horas. 

Toda a programação ocorrerá no auditório da Universidade. A Semana terá início, no dia 19, às 14h, com o credenciamento até 18h30. Entretanto, a solenidade de abertura será às 19h, com as presenças de docentes, estudantes, especialistas e vários convidados.

Na sequência, a primeira conferência abordará as memórias da ditadura, com Sebastião Neto, que fará com que os participantes façam uma revisita ao período ditatorial, porque ele é um dos poucos sobreviventes do conflito de 64, além de ter participado do movimento de resistência contra a censura e ter sofrido várias perseguições. Atualmente, Sebastião Neto é representante dos trabalhadores da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo.

No segundo dia (20), os trabalhos começam às 14h, com a projeção do vídeo “70 – Setenta -, e na sequência debate a respeito. Em seguida, o minicurso “a importância da educação no combate à ditadura”, com docentes da UFRR e da rede pública. Às 18h30, debate com o Tribunal Regional Eleitoral sobre o projeto “Voto Ético – o peso do voto nas eleições de hoje”.

No dia 21, na parte da tarde, a programação começa com o debate sobre o filme “500 – os bebês roubados pela Ditadura Militar  Argentina”. Depois será o minicurso, com enfoque na “ideologia da segurança nacional”. O encerramento do dia, será com a mesa redonda sobre “a crise do capitalismo e as respostas autoritárias na América Latina”, proferida pelos professores Fernando Damasceno e Manoel Lobo Júnior.

O último dia de evento (22) começa com apresentação dos trabalhos aprovados, às 14h, a explanação será oral e mediada por quatro docentes universitários. Às 16h, ocorre o minicurso “50 anos de extermínio de indígenas em Roraima”, introduzida pelo religioso Carlos Zaquini.  A mesa redonda que encerrará o evento será focada nas formas de resistência na ditadura e na democracia racionada. Para encerrar as atividades acadêmicas, às 21h, subirá ao palco as bandas Yekuana e Projeto Churras.

 

            

 

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