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Polícia Civil prende agricultor que matou uma pessoa na Vila da Penha

Agricultor Pedro Milhão é acusado de homicídio - Foto: Polícia CivilO agricultor Haroldo Natividade de Oliveira, apelidado de “Pedro Milhão”, 43, foi preso em flagrante por policiais civis de Mucajaí, no final da tarde de ontem, na Vicinal 15, da Vila da Penha. Ele confessou ter matado a tiros Antônio Vieira de Lima e ter atentado contra a vida de Fábio Oliveira da Silva, conhecido por “Tatá”, que se encontra internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A delegada titular de Mucajaí, Edneia Chagas, disse que no último dia 30, por volta das 18 horas, recebeu uma informação de que havia um corpo jogado na estrada nas proximidades da Vila da Penha, município de Mucajaí. Os policiais de plantão foram averiguar a informação e encontraram um homem com uma perfuração no corpo, provavelmente tiro. No local eles descobriram que eram duas vítimas, mas que a outra havia sido socorrida e levada para Boa Vista.

Os policiais entrevistaram os moradores da localidade, mas eles não queriam cooperar e dizer o nome do infrator. A delegada disse que depois de várias diligências na localidade e insistência dos policiais foi possível saber o apelido do infrator, conhecido por Pedro Milhão e descobriram o endereço dele, localizado na Vicinal 15, na Vila da Penha.

Ela disse ainda que os agentes foram até a residência e nas proximidades da casa encontraram o suspeito saindo da mata. Ele ainda estava em posse da arma do crime, um revólver calibre 38, com cinco munições intactas e que já tinha sido recarregada.

A delegada disse que para prendê-lo deu trabalho, uma vez que ainda estava armado e que um irmão do acusado tentou impedir a ação policial.

Confissão

Em interrogatório Pedro Milhão confessou o crime. Ele disse que os dois homens são conhecidos por “tocar terror na Vila” e que costumavam entrar nos comércios, praticar pequenos furtos e ameaçar a população. Segundo ele,  a vítima identificada pelo apelido de “Tatá” costuma andar armada com um terçado.

Pedro Milhão disse ainda que no dia do crime estava tomando uma cerveja em um bar, quando os dois homens chegaram, estando um armado com um terçado e outro com um pedaço de  pau e que teriam lhe provocado, humilhado e  ameaçado.

O acusado disse ainda que decidiu não reagir, mas que saiu do bar e ficou observando a dupla de longe. Ele viu quando os homens saíram do bar em uma motocicleta e deduziu que fossem atrás dele e por isso os seguiu.

“Ele conta que os dois estavam na garupa de uma motocicleta pilotada por uma terceira pessoa. O homicida também estava em uma motocicleta e ao se aproximar o suficiente começou a deflagrar os tiros, com o veículo em movimento. Ele disse que viu quando um dos tiros acertou o Antônio, que tombou da motocicleta e mesmo assim continuou atirando e conseguiu alvejar o Tatá. Ele disse que como o problema que teve era somente com os dois, ele não continuou a perseguição para matar a pessoa  que pilotava a motocicleta”, contou a delegada.

Ainda para a delegada, o infrator disse que ao perceber o que tinha feito, se arrependeu e saiu do local e se escondeu na mata até o momento em que foi preso pelos policiais.

Inicialmente Pedro Milhão foi autuado em flagrante por homicídio simples e tentativa de homicídio, pois as circunstâncias do crime ainda serão apuradas. A delegada disse que recebeu a informação de que Tatá passou por cirurgia e está na UTI em estado grave. O corpo de Antonio de Lima foi levado para o IML, quando será confirmado quantos tiros ele levou pelo exame de necropsia e, depois entregue aos familiares.

A delegada Ednéia Chagas disse ainda que Pedro Milhão tem antecedentes criminais e que passou seis meses recolhido na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo por crime de violência doméstica, estando há três meses em liberdade. Ele também tem uma passagem por posse de arma de fogo. Depois de passar por exame de corpo de delito, Pedro Milhão foi encaminhado à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

 

 

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