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PMRR instaura procedimento contra policial, que pode ser demitido em 30 dias

Dagoberto Gonçalves: “O Procedimento Administrativo Disciplinar será acompanhado de perto para ser concluído dentro do prazo mínimo em lei para a punição devida do policial envolvido neste crime” - Foto: Secom-RR

Dagoberto Gonçalves: “O Procedimento Administrativo Disciplinar será acompanhado de perto para ser concluído dentro do prazo mínimo em lei para a punição devida do policial envolvido neste crime” – Foto: Secom-RR

Mesmo afastado das funções e com prisão preventiva decretada, o Comando da PMRR (Polícia Militar de Roraima) determinou andamento célere do PAD (Procedimento Administrativo Disciplinar) para o desligamento da corporação, o mais imediato possível do policial militar, Felipe Gabriel Martins Quadros, que se entregou às autoridades, acompanhado do advogado, sob a acusação de ter matado a tiros três pessoas e ferido gravemente uma quarta, no último dia 9.

O comandante geral da PMRR, coronel Dagoberto Gonçalves, esclareceu que o PAD tem o prazo de conclusão previsto de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 caso haja necessidade. “Mas isso não deverá ocorrer. Estamos trabalhando para que o procedimento seja cumprido no mais curto espaço de tempo possível”, garantiu o comandante, ao esclarecer que a punição máxima para este tipo de caso, com falta gravíssima, e diante da condição de estágio probatório do envolvido, é a demissão.

O acusado agora, depois de já ter sido ouvido pela Corregedoria da PMRR, tendo a prisão preventiva decretada pela Justiça, está recolhido no CPC (Comando de Policiamento da Capital) por decisão judicial. Mas o Comando Geral da instituição já requereu da Justiça a transferência dele para uma unidade prisional fora do quartel, que não seja a Pamc (Penitenciária Agrícola do Monte Cristo), visto que as dependências da PM são para ex-policiais já condenados e diante da indignação que o então policial, causou junto à categoria.
Gonçalves, ao destacar que lamenta o ocorrido e que se solidariza com os familiares das vítimas, repudiando o ato cometido pelo soldado envolvido no crime, garante que esse caso será acompanhado de perto para que haja a devida punição.

“Esse é um crime que não pode ficar impune, sob todas as instâncias. Primeiro pela barbárie cometida por essa pessoa, que é uma ameaça a sociedade, devendo ser punido na forma da lei, e depois porque não podemos deixar uma instituição criada há 40 anos para servir e proteger a sociedade”, declarou, informando, inclusive que vai participar da manifestação com os familiares das vítimas, nesta sexta-feira, dia 13, juntamente com outros policiais voluntários.

Admissão

Apesar do grave crime ocorrido, envolvendo o então policial militar Felipe Gabriel Martins Quadros, conforme os registros da PMRR, ele ingressou na corporação via concurso público, em 20 de fevereiro de 2014, sendo integrante da penúltima turma de policiais militares estaduais. O certame teve todas as etapas realizadas pela Uerr (Universidade Estadual de Roraima).

Os registros comprovam ainda que não há nenhum registro de liminar concedida para que policial militar Felipe Gabriel Martins Quadros ingressasse na corporação. Também na investigação social nada foi constatado como empecilho para o ingresso na PMRR. As informações repassadas pelo corregedor da PMRR, Egberto Lima, estão equivocadas.

Sheneville Araújo

 

Um comentário

  1. A matéria termina dizendo que as informações estão equivocadas, mas não conclui. Quais são as informações corretas?

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