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Parceria aumenta informações sobre procedência da água nos município

Laboratório móvel fez diminuir em 18% o número de redes sem informações, o que ajuda a definir estratégias para o tratamento da água – Foto: Secom-RR

Em 2016, 40% da rede de abastecimento de água no Estado era considerada silenciosa, ou seja, apresentavam informações abaixo do estabelecido pelo Ministério da Saúde. Após a ação de um laboratório móvel, resultado de uma parceria entre o Governo e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), este índice caiu para 18%. Conhecendo melhor a rede, se torna mais fácil para as instituições envolvidas neste controle elaborarem estratégias para melhorar a qualidade da água em todo o Estado.

O monitoramento da qualidade da água e riscos ambientais foram alguns dos temas abordados no I Seminário do Fórum Estadual Lixo e Cidadania de Roraima. As discussões iniciaram nesta segunda-feira (20), no auditório Alexandre Borges da UFRR (Universidade Federal de Roraima) e seguem até às 19h30 desta terça-feira (21).

A coordenadora geral de Vigilância em Saúde, Daniela Souza, ministrou no evento uma palestra sobre a relação do ambiente com a saúde e doença, destacando os avanços na detecção dos municípios silenciosos que apresentam poucas informações sobre a qualidade da água consumida pela população sem um monitoramento da procedência, o que ocorre principalmente nas zonas rurais.

Para Daniela Souza, coordenadora de Vigilância em Saúde, após identificar os locais com qualidade da água comprometida, o desafio é mobilizar municípios

“Após identificar os lugares que possuem a qualidade da água comprometida, o desafio é planejar ações com a participação dos municípios que são responsáveis pela rede de água”, explicou.

O avanço é resultado do termo de cooperação técnica entre a Sesau (Secretaria Estadual de Saúde) e a Funasa, que instalou no ano passado um Laboratório Móvel de Controle da Qualidade da Água. Pelo acordo, a Fundação disponibilizou o laboratório móvel e a Sesau os profissionais qualificados e insumos para a execução das análises.

Procedência desconhecida

Atualmente em Roraima cerca de 140 mil pessoas consomem água a qual não se sabe se está apta ao consumo. Para mudar este cenário, a CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde) da Sesau reuniu-se com a Caerr (Companhia de Águas e Esgotos de Roraima), e Funasa, e tem mobilizado os órgãos municipais para definir um acordo de responsabilidade com estratégias para o tratamento da água. As propostas serão incluídas no caderno de emenda do Fórum e as reuniões devem continuar após o evento.

 

 

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