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Panorama Esportivo – por Wilson Barbosa

Inédito

Principal jogador do São Paulo, Cueva não teve boa atuação e foi substituído no segundo tempo – Foto: Washington Alves/Cruzeiro

Acabou para o São Paulo o sonho do título inédito da Copa do Brasil em 2017. Precisando reverter uma desvantagem de dois gols, o Tricolor realizou, na noite desta quarta-feira, no Mineirão, uma de suas melhores atuações na temporada e venceu o Cruzeiro por 2 a 1. O resultado, porém, não foi o suficiente para seguir adiante na competição, já que havia perdido o jogo de ida por 2 a 0, no Morumbi. Para conseguir uma virada improvável, o técnico Rogério Ceni promoveu uma série de mudanças na equipe, com destaque para a estreia do meia-atacante Morato, que começou como titular e deu assistência para Lucas Pratto inaugurar o marcador. No segundo tempo, Rodrigo Caio cometeu falta e Thiago Neves empatou para a Raposa. Gilberto, artilheiro tricolor no ano, com 11 gols, recolocou o time do Morumbi na frente. No fim, os visitantes pressionaram bastante, mas não conseguiram marcar o gol da classificação. O adversário do clube mineiro nas oitavas de final sairá em sorteio a ser realizado nesta quinta-feira, na sede da CBF. Nesta fase entrarão os times que disputam a Copa Libertadores da América. Já o time paulista terá de aguardar mais um ano para tentar ganhar finalmente o torneio nacional.
Semifinais
Apesar de não conseguir a vaga, o São Paulo ganhou confiança para o duelo de volta contra o Corinthians, às 16 horas (de Brasília) deste domingo, em Itaquera, pelas semifinais do Campeonato Paulista. Em situação idêntica à desta quarta, o time do Morumbi tentará reverter uma desvantagem de dois gols. No mesmo dia, mas às 18 horas, o Cruzeiro fará a segunda semifinal diante do América-MG, no Mineirão, após empate por 1 a 1 no jogo de ida. Com uma marcação alta, o São Paulo começou agressivo e pressionando o Cruzeiro com pelo menos sete jogadores de ataque. Tanto que, em dez minutos, já havia desperdiçado duas grandes chances de gol. A principal delas com Cueva que, na cara do goleiro, mandou para fora. Pouco depois, porém, o Tricolor foi recompensado pelo ótimo início.

Esquerda
Aos 14 minutos, após roubada de bola na intermediária, Morato, principal novidade para o duelo, recebeu na esquerda e cruzou na medida para Lucas Pratto, no meio da área, testar sem chances para o goleiro Rafael, diminuindo o prejuízo do clube paulista. Com mais de 60% de posse de bola em determinados momentos da partida, o São Paulo sofreu uma baixa importante aos 20 minutos. Um dos melhores em campo até então, Bruno saiu machucado. Recuperado de um entorse no tornozelo direito, o camisa 2 voltou a treinar na última segunda-feira e foi escalado surpreendentemente como titular nesta noite. Assim, Jucilei entrou em seu lugar e Wesley passou a fazer a função de lateral direito. Ainda embalado pelo primeiro gol, o time do Morumbi quase pôs fim à vantagem mineira aos 30 minutos, quando Pratto aproveitou sobra na área, após cobrança lateral, e soltou a bomba.

Assustou
A bola quicou antes de Rafael espalmar na trave. Na parte final do primeiro tempo, o Cruzeiro melhorou e, enfim, assustou a meta de Renan Ribeiro. Aos 37, após boa trama pela esquerda, Arrascaeta saiu livre, mas finalizou por cima do gol. O São Paulo não repetiu no segundo tempo o ímpeto do início da primeira etapa, mas teve grande chance de chegar ao segundo gol aos nove minutos: Pratto desviou cobrança de escanteio no primeiro pau e encontrou Jucilei livre na pequena área. Com o pé, o volante conseguiu chutar por cima, desperdiçando ótima oportunidade. E o Tricolor foi castigado por isso. Rodrigo Caio errou ao tentar cortar lançamento de peito e foi obrigado a fazer falta em Arrascaeta em frente à área.

Barreira
Na cobrança, Thiago Neves contou com desvio na barreira para empatar para a Raposa. Com sua equipe precisando marcar mais dois gols, Rogério Ceni promoveu as entradas de Thomaz e Gilberto nos lugares de Cueva e Cícero, que estiveram apagados na partida. E a medida surtiu efeito. Aos 33 minutos, Wesley levantou na esquerda da área, Rodrigo Caio ajeitou para o meio, Maicon ajeitou com o peito e Gilberto, em posição irregular, bateu forte para recolocar os paulistas na frente. Nos minutos finais, na base do abafa e dos cruzamentos, o São Paulo exerceu enorme pressão sobre o Cruzeiro, mas pecou no último passe e não conseguiu chegar ao gol da classificação. Os mineiros, por sua vez, também desperdiçaram suas chances, muito em função da boa atuação de Renan Ribeiro, mas conquistaram a vaga nas oitavas.

Rivalidade
Em um dos mais emocionantes capítulos de sua recente rivalidade com o Corinthians, o Internacional sofreu bastante para avançar às oitavas de final da Copa do Brasil. O time paulista abriu o placar logo aos sete minutos de jogo, com Maycon, e acomodou-se. Acabou castigado com o empate por 1 a 1 no segundo tempo. Fagner, contra, foi o responsável por repetir o marcador do Beira-Rio. Nos pênaltis, a classificação gaúcha foi confirmada com uma vitória por 4 a 3. Guilherme Arana desperdiçou a cobrança decisiva. Com esse resultado, o Inter se vinga de gozações relacionadas ao DVD produzido na final da Copa do Brasil de 2009, denunciando supostos erros de arbitragem a favor do Corinthians – um dos seus algozes na campanha que culminou com rebaixamento à Série B, no ano passado. Agora, aguarda a definição do adversário na próxima fase no torneio nacional de mata-mata. Haverá sorteio na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) às 12 horas de quinta-feira. Pelas semifinais do Campeonato Gaúcho, o Inter terá outra decisão na tarde de domingo, no Centenário, onde defenderá a vantagem de 1 a 0 sobre o Caxias. No mesmo dia, de novo em Itaquera, o Corinthians tentará se reabilitar da eliminação na Copa do Brasil contra o São Paulo, com vaga na final do Campeonato Paulista em jogo. Na partida de ida, ganhou por 2 a 0 no Morumbi.

Regulamento
O Santos conseguiu o que se preparou para fazer. Com o regulamento embaixo do braço, o Peixe pouco se arriscou em Bogotá, segurou o empate em 0 a 0 contra o Santa Fe, na noite desta quarta-feira, no estádio El Campín, e segue na liderança do grupo 2 da Copa Libertadores. Mesmo melhor tecnicamente, o time comandado por Dorival Júnior abdicou de jogar futebol na primeira etapa e tentou o gol apenas após o intervalo. Porém, a expulsão de Jean Mota, aos 35 minutos do segundo tempo, fez o alvinegro recuar mais uma vez, sofrer uma pressão no fim, mas conseguir sair com a igualdade da Colômbia. Com o empate, o Peixe chegou aos 5 pontos e manteve-se na ponta de sua chave na competição continental. Já o Santa Fe, por sua vez, roubou a segunda colocação do The Strongest. As duas equipes estão com quatro pontos, mas o time colombiano vence no saldo de gols. Na próxima rodada da Libertadores, Santos e Santa Fe voltam a se enfrentar. Desta vez, porém, o duelo terá mando do alvinegro e acontecerá no Pacaembu, no próximo dia 4 de maio, às 21h45 (de Brasília). Eliminado do Campeonato Paulista, a equipe santista ficará 14 dias apenas treinando para o novo embate frente aos colombianos.

Classificou
O Fluminense se classificou, sem muitas dificuldades, para as oitavas de final da Copa do Brasil, ao derrotar o Goiás por 3 a 0, em partida disputada na noite desta quarta-feira, no Maracanã. Os zagueiros Henrique e Nogueira e o atacante Pedro marcaram os gols da equipe carioca, todos no segundo tempo. Como havia perdido o primeiro jogo por 2 a 1, o Tricolor das Laranjeiras partiu para buscar o resultado diante de um Goiás que entrou preocupado em manter a vantagem alcançada no Serra Dourada. O Verdão de Goiânia resistiu até sofrer o primeiro gol, e a situação se complicou quando o lateral direito Tony recebeu cartão vermelho, deixando a equipe com poucas possibilidades de tentar uma reação. Wellington Silva ainda desperdiçou uma ótima chance para marcar o quarto gol aos 41 minutos, quando seu chute desviou na zaga e saiu. Nos minutos finais, o Fluminense seguiu buscando ampliar sua vantagem diante de um adversário inteiramente batido, mas o resultado não se modificou.

Cobranças
O Joinville foi valente na noite dessa quarta-feira. Depois de perder por 2 a 1 fora de casa, a equipe de Santa Catarina repetiu o placar, dessa vez a seu favor, em casa, contra o Sport Recife, de virada, e levou a decisão da quarta fase da Copa do Brasil para os pênaltis. Mas, ai brilhou a estrela do goleiro Magrão, que defendeu duas cobranças e garantiu a classificação do Leão por 4 a 3. Mesmo sem Ronaldo Alves Diego Souza, Rogério, André e Rithely, o Sport conseguiu segurar o ímpeto do Joinville no primeiro tempo. Com pouco público na Arena, o JEC teve muita dificuldade para exercer a pressão programada antes do jogo. Na melhor oportunidade, Marlyson ganhou a disputa com Durval e ficou cara a cara com Magrão, mas parou no goleiro do Leão. No próximo domingo, as duas equipes voltam a campo. O Joinville fecha sua participação no Campeonato Catarinense em casa, às 19 horas, contra o Brusque. Já o Sport Recife fará o segundo duelo contra o Náutico, válido pela semifinal do Campeonato Pernambucano. O clássico está marcado para a Arena Pernambuco, às 16 horas. O Leão tem a vantagem de ter vencido o primeiro confronto por 3 a 2.

Vantagem
Muito satisfeito com a classificação do Fluminense na Copa do Brasil, o técnico Abel Braga disse que agora é momento de pensar no Vasco, adversário deste sábado, na semifinal do Campeonato Carioca. O treinador tricolor garantiu que sua equipe não vai jogar defensivamente, porque tem a vantagem do empate. Na entrevista coletiva, Abel disse que vai avaliar o estado físico dos jogadores na reapresentação para escalar um time capaz de arrancar a vaga para a decisão. Abel disse só esperar que a arbitragem seja melhor do que aconteceu contra o Botafogo quando sofreu um gol com cinco adversários impedidos. “Tem que ser um jogo legal para não ter choradeira ou reclamação”, disse. O técnico do Fluminense disse que não se importou com o fato de o técnico Milton Mendes, do Vasco, ter comparecido ao Maracanã para assistir o jogo da sua equipe contra o Goiás. Ele garantiu que a equipe tricolor não ia mudar de estilo por causa da presença do treinador cruz-maltino. Em relação à vitória sobre o Goiás, Abel disse que ficou particularmente satisfeito com os gols marcados por seus zagueiros em lances de bola parada. “Antes do jogo lembrei as faltas que a gente treina e que não acontece nada. Pedi a bola no segundo poste e os gols saíram”, afirmou.

Confronto
Por mais que a Ponte Preta tenha uma boa vantagem para o segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, o volante Fernando Bob não acredita em classificação garantida e quer a Macaca focada só no confronto contra o alviverde, sem pensar em uma possível final. “A vantagem é boa, fizemos um grande resultado dentro de casa, mas futebol é traiçoeiro. Dentro de sua casa, o Palmeiras é bem diferente e temos que estar concentrados para fazer um grande jogo. Temos que estar focados, sabemos que vai ser diferente”, afirmou o jogador nesta quarta-feira. Em 117 anos de história, o time de Campinas amarga o tabu de nunca ter conquistado um título de expressão. “A necessidade que o torcedor tem por um título é a nossa também. Esperamos ganhar e sabemos o quanto é importante, mas o fogo é jogo a jogo. Temos que passar pelo Palmeiras primeiro e não dá para pensar em título sabendo que ainda tem uma semifinal”, ponderou o volante. Palmeiras e Ponte voltam a se enfrentar, dessa vez no Allianz Parque, neste sábado, às 22h (de Brasília).

Descanso
O Palmeiras voltou a treinar nesta quarta-feira, na Academia de Futebol, mas passou os últimos dois dias de folga após a derrota de domingo para a Ponte Preta. Apesar do descanso incomum após o revés, o zagueiro Edu Dracena justificou a pausa nos trabalhos. “Tivemos dois dias de folga, foram importantes para nós. Ficar dois dias em casa com a família, com as pessoas que você ama, faz você pensar que vale a pena qualquer esforço que vamos fazer nesse jogo de sábado para conseguir a classificação”, afirmou. Após perder o primeiro jogo para a Macaca por 3 a 0, em Campinas, o Alviverde precisa de uma goleada por quatro gols de diferença para avançar, ou um triunfo por três tentos de vantagem para levar a decisão para os pênaltis. Mesmo assim, o beque voltou a demonstrar confiança na classificação alviverde. “Em nenhum momento passa dúvida na cabeça de nenhum jogador aqui dentro. Já passamos por momentos difíceis até chegar ao Palmeiras. Vai ser mais um que vamos enfrentar. Daqui uns anos vamos olhar para trás e ver que valeu a pena todo esforço e dedicação para ajudar o Palmeiras”.

Rodada
Mesmo com a proposta de jogar nos erros do Santa Fe, o Santos chegou a criar algumas boas oportunidades no segundo tempo da partida disputada nesta quarta-feira, em Bogotá, na Colômbia, pela terceira rodada da fase de grupos da Cope Libertadores. Mas justamente em seu melhor momento no jogo, o Peixe ficou em desvantagem após expulsão de Jean Mota aos 34 minutos e chegou a sofrer uma pressão dos colombianos nos últimos instantes do duelo. Além de Mota, o volante Thiago Maia e o atacante Bruno Henrique também levaram cartões amarelos no embate. O lateral-esquerdo improvisado levou o segundo amarelo por retardar a cobrança de uma falta. Já os outros dois santistas foram amarelados por reclamarem com a arbitragem. Por conta disso, o experiente Renato, de 37 anos, deu um ‘puxão de orelha’ nos jovens após o apito final no estádio El Campín. O volante, inclusive, destacou que a expulsão de Jean Mota foi determinante para o Peixe não sair de Bogotá com a vitória. Com o empate, o Peixe chegou aos 5 pontos e manteve-se na ponta de sua chave na competição continental. Na próxima rodada da Libertadores, Santos e Santa Fe voltam a se enfrentar. Desta vez, porém, o duelo terá mando do alvinegro e acontecerá no Pacaembu, no próximo dia 4 de maio, às 21h45 (de Brasília). Eliminado do Campeonato Paulista, a equipe santista ficará 14 dias apenas treinando para o novo embate frente aos colombianos.

Restante
A vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, na noite desta quarta-feira, em pleno Mineirão, não classificou o São Paulo às oitavas de final da Copa do Brasil, mas fortaleceu a equipe para o restante da temporada, a começar pelo jogo contra o Corinthians, neste domingo, em Itaquera, pelas semifinais do Campeonato Paulista. Quem garante são os próprios são-paulinos. “Mentalmente fortalece. Comandamos o jogo do começo ao fim, tivemos no mínimo seis chances para fazer o segundo gol. Faltou um pouco de sorte. Jogamos para vencer, para frente, com muita coragem. Isso é o que mais valoriza os meus jogadores”, afirmou o técnico Rogério Ceni, em entrevista coletiva, após a partida desta noite. O treinador, contudo, prevê um crescimento mais acentuado a longo prazo. “Vejo o fortalecimento de um grupo, especialmente para o Campeonato Brasileiro. A gente começa a encontrar caminhos, alternativas, e o São Paulo vai ser um time muito mais competitivo do que muitos esperam”, assegurou. A vaga às oitavas de final da Copa do Brasil não veio porque o São Paulo perdeu o jogo de ida por 2 a 0, na semana passada, no Morumbi. Neste domingo, a situação será a mesma, já que tentará reverter a mesma desvantagem, mas desta vez contra o seu arquirrival, pelo Estadual.

Assegurou
Os jogadores do Corinthians se reuniram no meio do campo assim que o lateral esquerdo Guilherme Arana isolou sua cobrança de pênalti e assegurou a vaga do Internacional nas oitavas de final da Copa do Brasil. Com os mais experientes consolando os mais jovens, principalmente Maycon e Arana, o grupo saiu junto para os vestiários e apenas os nomes de maior respaldo no elenco deram entrevistas. Capitão da equipe em diversas partidas e apontado como nome que uniu ainda mais o elenco no início do ano, o zagueiro Fabián Balbuena fez questão de explicar como o Alvinegro, mesmo sem ser derrotado, conseguiu ser eliminado do torneio nacional por um time da Série B do Campeonato Brasileiro. “É difícil falar agora que acabou, o que poderia acontecer, a gente fez um bom trabalho, mas futebol é merecimento, tem que merecer. Agora é pensar no jogo de domingo. Isso aqui não acaba, isso é uma temporada longa, perder faz parte do jogo, ensina a gente a crescer, esse grupo está unido nas vitórias e nas derrotas”, prometeu o defensor paraguaio, com opinião semelhante à do centroavante Jô. Agora eliminado no torneio, o Timão volta todas as suas atenções para o duelo do domingo, contra o São Paulo, às 16h (de Brasília), pela semifinal do Campeonato Paulista. Por ter vencido a primeira partida por 2 a 0, o Timão pode até perder por um gol de diferença que assegura sua vaga na decisão do Estadual.

Sequência
A queda para o São Paulo, na noite desta quarta-feira, no Mineirão, pela Copa do Brasil, trouxe para o Cruzeiro o fim da sequência de 21 jogos sem derrotas. A equipe era a única da Série A que ainda não havia perdido em 2017. O revés, no entanto, não foi suficiente para eliminar a Raposa da competição nacional, que se garantiu nas oitavas. De acordo com o volante Hudson, a classificação é bastante comemorada pela dificuldade do jogo. “Começo difícil. Não conseguimos encaixar a marcação. O São Paulo propôs o jogo, tomamos o gol cedo, mas tivemos maturidade para criar e buscar o empate”, disse. Apesar da vaga nas oitavas de final assegurada, Hudson lamentou a perda da invencibilidade da equipe celeste. Além disso, o volante destacou que o foco do time tem que passar a ser o América-MG, pela disputa da semifinal do Campeonato Mineiro. “Uma pena a gente ter perdido o jogo e a invencibilidade, mas não tem como ganhar todas as partidas sempre. Claro que pesa essa sequência. Estamos fazendo jogos decisivos, mas somos atletas profissionais. O importante foi que garantimos a classificação. Agora é pensar no América, que será outra decisão”, ressaltou Hudson.

Arriscou
O Santos chegou em Bogotá, na Colômbia, disposto a não perder para o Santa Fe, nesta quarta-feira, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Abdicando do ataque no primeiro tempo, o Peixe apenas segurou a equipe colombiana e só arriscou algumas jogadas após o intervalo. A estratégia surtiu efeito e o alvinegro saiu do estádio EL Campín com um empate em 0 a 0 na bagagem. O técnico Dorival Júnior, por sua vez, demonstrou satisfação com o resultado. O comandante, inclusive, vibrou com o fato do alvinegro ter conseguido ‘anular’ o ataque do time colombiano. “Foi um grande jogo, muito disputado. Tivemos a proposta de fechar os setores de criação do Santa Fe. Qualquer resultado que se deixe de fazer pode oferecer uma posição inversa (na tabela). Faremos dois jogos em casa e um fora, e eu computo esse ponto como importantíssimo. Não fomos tecnicamente brilhantes, mas foi um jogo disputado, com muita garra. Foi um jogo com características de Libertadores, fugindo das características do Santos, que procura trabalhar mais a bola. Temos que dar valor ao ponto conquistando, buscando classificação em chave difícil, com grandes equipes e jogos complicados”, explicou Dorival em entrevista coletiva após o embate desta quarta.

Discordou
O comodismo do Corinthians com a vantagem que construíra sobre o Internacional, no jogo de volta da quarta fase da Copa do Brasil, foi decisivo para o empate por 1 a 1 e a consequente derrota nos pênaltis da noite desta quarta-feira, em Itaquera. O técnico Fábio Carille discordou. “O Corinthians tem uma ideia de jogo, e a gente não pode mudar isso. Se as coisas não deram certo em cima do que a gente treinou, imaginem do que a gente não treinou. Não gosto de fazer nada do que não treino. O Corinthians sabe o que fazer com e sem a bola”, defendeu Carille. O Corinthians fez pouco quando esteve com a bola em parte considerável do jogo de volta contra o Inter. Após abrir o placar logo no princípio, com gol do volante Maycon, o time da casa passou a errar muitos passes e não foi contundente ofensivamente. Acabou vazado pelo lateral direito Fagner, contra. “Estamos em um mês com decisões e sentimos um pouquinho de desgaste. O Inter jogou no sábado, e nós no domingo, então teve um dia a mais de recuperação”, justificou Carille. “Foi um grande jogo, que tivemos possibilidade de ganhar. O Inter teve a felicidade de empatar, levando para os pênaltis”, concluiu.

Ofensivo
De fato, o Corinthians se aproximou da vitória nos minutos finais de partida. Com a repetição do empate por 1 a 1 do Beira-Rio configurada no marcador, Carille resolveu ser ofensivo, sacando o volante Gabriel para a entrada do meia Marquinhos Gabriel, e viu os atacantes Clayton e Jô desperdiçarem oportunidades claras de gol nos acréscimos. “Em um jogo decisivo, se a chance apareceu, tem que fazer. Trabalhamos para isso, girando a bola da maneira que deveríamos. Faltou matar o jogo. É uma questão que estávamos melhorando”, lamentou Carille. O técnico agora tem uma vantagem ainda maior para administrar, no Campeonato Paulista. Após vencer o São Paulo por 2 a 0 no Morumbi, o Corinthians poderá perder por até um gol de diferença para o rival no domingo, outra vez em Itaquera, para ir à decisão.

Finalista
Na noite desta quarta-feira, o primeiro finalista do Campeonato Cearense foi definido. Na Arena Castelão, o Ferroviário se garantiu na decisão após empatar com o Fortaleza em 0 x 0, por possuir a vantagem da igualdade. O Ferrão não ia à final há 19 anos. Mesmo jogando fora de casa, foi o Ferroviário que teve a primeira boa chance da partida, após Jeanderson bater forte de esquerda, pegando de primeira, e levando perigo ao gol do Leão aos 14 minutos do primeiro tempo. O momento era todo do Ferroviário, que seguiu pressionando os donos da casa. Aos 25, a equipe quase abriu o placar com outro chute de primeira, desta vez de Máxuell. O Fortaleza respondeu quatro minutos mais tarde, mas a cabeçada de Heitor passou por cima. No segundo tempo, precisando da vitória para forçar a decisão por pênaltis, o Fortaleza tentou, mas não conseguiu converter as chances criadas em gols. O Ferroviário, por sua vez, apoiado na vantagem conquistadas nos outros jogos, pouco fez, mas garantiu a classificação pelo empate. O segundo finalista do Campeonato Cearense será definido no próximo sábado. Em vantagem, o Ceará recebe o Guarani de Juazeiro, às 16 horas, na Arena Castelão.

Liderança
Mais uma vez sem animar, o Atlético-mg perdeu, desta vez para o Libertad, por 1 a 0, em duelo válido pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, na noite desta quarta-feira, em Assunção. O revés deixa o clube preto e branco ainda na liderança da chave 6, por causa dos critérios de desempate, com quatro pontos. O clube paraguaio alcança o Galo com a mesma pontuação. O Galo jogou mal. A equipe de Roger Machado não conseguiu trocar passes, parte pelas condições péssimas do gramado, mas também por falta de vontade dentro da partida. Por outro lado, os donos da casa tiveram gana para buscar o resultado, conseguiram envolver o Atlético e passaram por poucos sustos. Vale destacar que o estádio não dava condições básicas de jogo. O Atlético-MG volta a campo no próximo fim de semana, contra a URT, na tarde de domingo, pelas semifinais do Campeonato Mineiro. Na ida, empate por 1 a 1. Agora, os alvinegros jogam por nova igualdade, pela melhor campanha na primeira fase. Quem vencer, avança. Para conseguir mudar alguma coisa, o técnico Roger Machado mandou para o gramado Rafael Moura. A tentativa era ter dois jogadores fortes no ataque, sobretudo, por causa das graves condições do gramado.

Aproveitar
O Paraná Clube soube aproveitar bem a vantagem construída no jogo de ida da quarta fase da Copa do Brasil 2017 e, com um empate sem gols diante do Vitoria, na Vila Capanema, garantiu sua classificação para a próxima fase da competição. No jogo de ida, no Barradão, em Salvador, triunfo paranaense por 2 a 0. A defesa paranista, um dos principais destaques do Tricolor na temporada, já mostrou sua força logo aos seis minutos, com Brock arrancando em velocidade era até próximo da área adversária, mas perdendo o domínio momento do último passe decisivo. Robson, armando os contra-ataques, era bastante solicitado, como aos nove minutos, quando também ficou sem a bola no último passe ao escorregar. O Leão pressionava nos minutos finais, mas estava difícil fazer o primeiro gol para buscar o segundo e se manter vivo. Aos 32 minutos, Fred cobrou falta com força e carimbou a barreira. Mais uma oportunidade perdida, aos 36 minutos, depois do passe de calcanhar de Euller que Pineda não acompanhou. Aos 43 minutos, Biteco fez a jogada individual e serviu Nathan, que parou em boa defesa de Fernando Miguel. Nao teve gol, mas a classificação estava garantida.

Delicado
Com apenas 35 jogos em sua trajetória como técnico, o último deles uma eliminação na Copa do Brasil, o técnico Fábio Carille acredita que conheceu o momento mais delicado da ainda curta carreira. A derrota nos pênaltis para o Internacional pressionou o novato a confirmar a classificação à final do Campeonato Paulista contra o São Paulo, no domingo, outra vez em Itaquera. “É o momento mais difícil da minha carreira de três, quatro meses”, reconheceu. “É muito curta, mas estou bem satisfeito com tudo o que está acontecendo até aqui, com a ideia e o entendimento de jogo por parte do time”, ponderou. Comandante do Corinthians entre a demissão de Cristóvão Borges e a contratação de Oswaldo de Oliveira em 2016, Carille era a última opção (mas a mais fácil) do presidente Roberto de Andrade para ocupar o cargo em 2017. Ele superou a resistência com bons resultados no princípio da temporada, mas voltou a lidar com problemas a partir da queda diante do Inter.

Reapresentação
“Temos que apender logo com o que aconteceu. Na reapresentação, ainda será norma estarmos cabisbaixos. Estávamos sem perder há nove jogos, mais ainda temos uma boa vantagem para domingo. Queremos fazer um ótimo jogo e passar para a final do Campeonato Paulista”, mirou o treinador. Fábio Carille tem nos jogadores mais experientes do elenco do Corinthians o seu respaldo para recuperar a confiança de quem se abateu com a eliminação na Copa do Brasil. Segundo ele, os líderes do grupo discursaram contra a caça por culpados já no vestiário de Itaquera, logo após a derrota nos pênaltis para o Inter. Entre os mais abatidos, estavam os jovens Maycon e Guilherme Arana, que desperdiçaram as suas cobranças. Carille agora tem a missão de recuperar o Corinthians rapidamente e evitar uma crise. Contra o São Paulo, ele ao menos conta com a boa vantagem adquirida no jogo de ida das semifinais estaduais, no Morumbi, onde o seu time ganhou por 2 a 0.

Insatisfação
Aos 24 minutos do segundo tempo da partida entre Santos e Santa Fe, nesta quarta-feira, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, subiu a placa no estádio El Campín, em Bogotá, na Colômbia, anunciando a saída de Ricardo Oliveira para a entrada de Copete. Ao ver que seria substituído, o centroavante demonstrou insatisfação e saiu de campo irritado, tanto que chegou a chutar um copo d’água no banco de reservas. Com a cabeça fria após o apito final, porém, o camisa 9 admitiu que não queria sair de campo, mas negou qualquer problema com o técnico Dorival Júnior. “Tem hora que a gente sente que pode aportar. Não queria sair, mas é normal. Tem horas que você está mal no jogo, mas tem outras que você acredita que pode dar mais. Mas existe sempre o respeito ao Dorival. Faz parte do jogo, só queria permanecer para ajudar. Não vai ter bronca. Super de boa. Eu nunca fiz isso. Era só a ânsia de querer ficar em campo, mas não foi desrespeito com o treinador e com quem entrou”, explicou Oliveira na saída do gramado em Bogotá. “Acho que sim (empate importante). Foi um jogo muito disputado, como havíamos previsto. Conseguimos em alguns momentos ter oportunidades de gol, mas precisamos valorizar esse ponto e a dedicação de todo o grupo”, concluiu o atacante santista.

Comando
Após dois dias de folga, o Palmeiras se reapresentou na manhã desta quarta-feira, na Academia de Futebol, e realizou um longo treinamento sob o comando de Eduardo Baptista. As atividades, porém, foram fechadas para a imprensa. De acordo com a assessoria do clube, após trabalhos na sala de musculação do Centro de Excelência, os jogadores foram a campo e realizaram duas horas de movimentações. No trabalho, o treinador esboçou a escalação para sábado, fez testes e realizou diversos ensaios. No sábado, o Verdão encara a Ponte Preta, às 19h (de Brasília), no Estádio Palestra Itália, pelo jogo de volta da semifinal do Campeonato Paulista. Para esta partida, mais de 30 mil ingressos já foram vendidos e o zagueiro Edu Dracena mostrou confiança na recuperação alviverde. Após perder o primeiro jogo por 3 a 0, em Campinas, o Alviverde precisa de uma goleada por quatro gols de diferença para avançar, ou um triunfo por três tentos de vantagem para levar a decisão para os pênaltis.

Novamente
O papel de herói é comum para Magrão no Sport. Principalmente em pênaltis. Incluindo disputas e penalidades normais, são 28 defesas do tipo. As duas últimas no jogo desta quarta-feira, contra o Joinville, na quarta fase da Copa do Brasil. Novamente, como havia feito diante do Campinense, neste ano, na Copa do Nordeste, o goleiro ajuda o Leão a se classificar. Após a partida, o goleiro adotou um tom humilde. Rejeitou o rótulo de salvador e dividiu os méritos com os companheiros. “Pegar um pênalti já está de bom tamanho, porque não é fácil. Nesta quarta pude, de uma certa forma, ajudar a equipe. O jogo foi muito difícil, ficamos só atrás, vivendo de contra-ataque. Conseguimos fazer um, mas a pressão foi grande. Eles conseguiram dois e, nas penalidades, nossos cobradores foram felizes e classificamos juntos”. De acordo com ele, as defesas (nos pênaltis de Fernandinho e Danrlei) foram mais na intuição do que no estudo. “O único que eu tinha informação e tinha visto como batia foi o primeiro cobrador. Aldair. Até vi que batia alguns no meio. Esperei para ver se ele batia de novo ali, mas não deu. Os outros não sabia como cobravam”. A regularidade nos pênaltis ajudou o time a ter confiança. Após a partida, Fabrício, que converteu um dos gols do Leão, revelou que é mais fácil ir bater com Magrão ao seu lado. “Fui concentrado até o último minuto na minha batida e fiz o gol. Sobre Magrão, a gente já sabia que dois ele pegava”.

Individual
Foi, muito provavelmente, o melhor jogo do Belo no Campeonato Paraibano deste ano. Para começo de conversa, a zaga funcionou direitinho. E com a exceção de um erro individual de Plínio ainda na primeira metade do primeiro tempo, o setor defensivo do time foi perfeito. Tanto que Michel Alves quase não tocou na bola, ainda que o Trovão Azul tenha chegado algumas vezes ao ataque. E, seguro lá atrás, o time se sentiu seguro em atacar. Ainda assim, o gol demorou a sair. E isto só aconteceu no finalzinho do primeiro tempo. Recebeu de Fernandinho, chutou rasteiro e saiu para a comemoração. No segundo tempo, o time visitante voltou ainda mais leve. Foi para cima. E os gols continuaram saindo mesmo depois de Rafael Oliveira deixar o campo. ele foi substituído por Wanderson e o reserva assumiu o posto de protagonista. Marcou mais duas vezes. De cabeça, após uma bonita cobrança de falta de Fernandinho, e num chute mortal depois de uma roubada de bola pelo meio. A vaga, enfim, é praticamente botafoguense. Rafael Oliveira foi importante no jogo de hoje. Abriu o placar no final do primeiro tempo num momento em que a partida ainda tinha as suas tensões. Mas o fato que ele pouco fez além disto. E acabou sendo substituído na primeira parte do segundo tempo porque estava extremamente nervoso e corria o risco de ser expulso. Deu lugar para Wanderson, e justo ele se tornou o nome da partida. Criticado pela torcida em alguns momentos da primeira fase, o atacante entrou muito bem em campo. Marcou os dois outros gols do Belo e liquidou a parada.

Semestre
Além dos adversários, o São Paulo está enfrentando uma série de lesões neste primeiro semestre de 2017. No momento são seis os jogadores afastados por questões físicas: Sidão, Lucas Fernandes, Buffarini, Andres Chavez, Araruna e Wellington Nem. Desfalques que, para o técnico Rogério Ceni, não geram dúvidas acerca da competência do trabalho dos preparadores físicos do clube. “Primeiro que a temporada começou em 4 de janeiro, são 100 dias de trabalho. O Wellington Nem hoje está machucado com uma lesão de menisco (no joelho esquerdo). Se for analisar, os jogadores que foram às seleções, que a gente trabalha e cuida muito bem desses jogadores, casos de Buffarini e Cueva, voltaram lesionados”, começou Ceni, respondendo às perguntas da entrevista coletiva concedida após a vitória tricolor por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, na última quarta-feira, no Mineirão. “O Buffarini é muito exigido nos treinamentos da seleção argentina, porque aqui os treinos são bem dosados. Wellington Nem teve uma lesão muscular no começo do ano. O Renan vinha de uma lesão do ano passado, uma fibrose na parte posterior da coxa”, acrescentou, minimizando a responsabilidade da preparação física.

Partidas
Depois da derrota para a Ponte Preta, a torcida criou a campanha #AteOApitoFinalPalmeiras, em sinal de apoio ao time que precisará vencer por larga vantagem para ter chances de chegar à final do Paulista. É, também, um retrato do time de Eduardo Baptista, que marcou 40% de seus gols nos últimos 15 minutos das partidas em 2017. Dos 33 gols em partidas oficiais, 13 deles saíram a partir dos 30 minutos do segundo tempo, em dez diferentes jogos. Contra Red Bull e Santos, por exemplo, o Verdão marcou duas vezes neste intervalo de tempo. É o período em que o Palmeiras mais balança as redes em uma partida. Em compensação, só quatro gols saíram até os 30 minutos do primeiro tempo. Será, portanto, também um teste de paciência ao torcedor que deverá lotar mais uma vez o Allianz Parque – 33 mil ingressos foram vendidos até agora. “Para fazer o terceiro precisa sair o primeiro. Temos jogadores experientes que sabem que o jogo é jogado em 90 minutos. É entrar focado, concentrado desde o início, que faltou para nós um pouco em Campinas e que o time não vai ter 11 guerreiros, mas 23 em campo, fora os milhões de palmeirenses torcendo pelo nosso objetivo”, citou Edu Dracena.

Marcado
O meia Marquinhos Gabriel não quer deixar o Corinthians. Após perder um pênalti na eliminação para o Internacional na Copa do Brasil, o jogador disse não temer ficar marcado pelo erro e projetou dar a volta por cima no clube. Segundo o atleta, contudo, ele pedirá para deixar o Timão caso sinta que não tem a confiança dos profissionais com os quais trabalha. O camisa 31 revelou ter recebido apoio no vestiário da Arena e avisou: “Todo mundo tem passado isso, não só pra mim, mas quem errou pênalti, o pessoal foi ajudar Maycon e Arana. O grupo é muito unido e tem muito chão até o fim do ano, pode ter certeza que o grupo será vencedor. Não pode é ficar deitado, é levantar que domingo tem decisão. Vou dar a volta por cima e vai ser aqui, não em outro lugar. Se eu sentir desconfiança de quem trabalha do meu lado, não tem porque continuar. Sinto a confiança aqui e por isso quero dar a volta por cima”. O técnico Fabio Carille já declarou que pretende recuperar Marquinhos Gabriel. Apesar de sondagens de outros clubes, a diretoria alvinegra não quer se desfazer do atleta. “Como não vai estar afim, querer trabalhar e ajudar? Se eu não quiser ajudar, pego as coisas e vou pra casa. Já passei para ele, para o pessoal que quero ficar e ajudar, estou fazendo meu trabalho. Hoje (quarta-feira) entrei e consegui ajudar, quase fizemos gol” destacou. Diante do São Paulo, domingo, na semifinal do Paulistão, Marquinhos Gabriel deve começar na reserva novamente. O contrato dele vai até julho de 2020.

Surpresa
O meia-atacante Morato foi a grande surpresa na escalação do São Paulo na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, na última quarta-feira. Parceiro de Lucas Pratto no ataque, ele estreou com a camisa tricolor e, de quebra, fez o cruzamento para o argentino abrir o placar no Mineirão, aos 14 minutos do primeiro tempo. Após o duelo, um misto de sensações invadiu o camisa 38. “Muito feliz (pela estreia), mas no finzinho uma sensação de tristeza porque não conseguimos o nosso objetivo. Que sirva de lição para os próximos campeonatos. Tivemos chances de abrir 2 a 0 no primeiro tempo, mas futebol é isto: quem não faz leva”, sintetizou o atleta de 24 anos. Contratado junto ao Ituano, por empréstimo até o fim da temporada, Morato lamenta porque nem sua boa atuação evitou a eliminação tricolor na quarta fase da Copa do Brasil, já que o time havia perdido o jogo de ida por 2 a 0, em casa, na semana passada.

Treinador
Por outro lado, ganhou moral com o treinador, que indicou sua contratação após o empate por 1 a 1 entre São Paulo e Ituano, no Morumbi, em 18 de março, pelo Campeonato Paulista. “Fez uma grande partida o Morato. Para mim, não me surpreende porque eu pedi a contratação dele vendo jogar pelo Ituano, especialmente contra nós e outros nove jogos dele que vi no Paulista. Fez uma ótima atuação jogando mais por dentro do que de costume”, avaliou Rogério Ceni, em entrevista coletiva, após a partida. Embora tenha agradado o comandante são-paulino, Morato não poderá ajudar o Tricolor a reverter uma desvantagem de dois gols contra o Corinthians, neste domingo, em Itaquera, pelo jogo de volta das semifinais estaduais. Isso por uma questão de regulamento, que prevê que um “atleta somente poderá ser inscrito por um único clube participante do Campeonato Paulista”.

Repercussão
A decisão da Primeira Turma do STF em manter o Sport como único campeão brasileiro de 1987 continua a render uma repercussão negativa no mundo do futebol. Ex-presidente do Grêmio na época da criação do Clube dos 13, Paulo Odone declarou ao LANCE! que a determinação jurídica não interfere na certeza de que o campeão nacional foi o Flamengo: “Talvez ao Sport interesse muito, mas nenhum fato jurídico muda o que nós fizemos no Clube dos 13. O Flamengo é o campeão brasileiro de 1987 e o Internacional, vice. Mesmo com o Inter sendo nosso rival, vou manter a coerência com o que decidimos”. Odone apontou que o veto à exigência do cruzamento de módulos para a Copa União ocorreu em comum acordo entre todos os clubes: “Quando chegou a exigência da CBF, decidimos que iríamos manter nossa coerência e recusar o cruzamento, é isso que importa. Houve unanimidade dentro dos clubes dos 13 sim, está na ata! O Eurico Miranda foi à CBF e dialogou com eles. O que aconteceu em 1987 não pode ser mudado por ninguém”.

Estádio
O Flamengo está convicto de que partirá para a construção de um estádio próprio, independentemente do Maracanã. O presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, garante que o clube não abandonou a ideia de ter a tão sonhada “casa própria”. O tamanho e a capacidade desta estrutura, porém, vão depender das negociações pelo Templo do Futebol. “Não vamos abandonar o projeto de estádio próprio seja com Maracanã ou sem ele. A capacidade do estádio é que vai variar dependendo da conclusão desta novela. Se não tivermos o Maracanã, teremos necessariamente que partir para a solução de um estádio de médio para grande porte no Rio de Janeiro. Pode ser na própria Gávea ou outras condições que estamos avaliando” disse o mandatário rubro-negro em entrevista ao Esporte Interativo. O Flamengo estreitou os laços com a Prefeitura do Rio e mantém aceso o sonho de construir um estádio para até 20 mil pessoas na Gávea. A estrutura, de acordo com o presidente Eduardo Bandeira de Mello, seria uma sucessora da Arena da Ilha, que está em fase final de obras e vai atender o Rubro-Negro, pelo menos, pelos próximos três anos.

Assegurada
A classificação do Fluminense às oitavas de final da Copa do Brasil foi assegurada com a vitória por 3 a 0 sobre o Goiás, na noite de quarta-feira, no Maracanã, mas não sem dificuldades, tanto que os gols só saíram na etapa final. Após o triunfo, o técnico Abel Braga apontou que a ansiedade atrapalhou o desempenho da equipe, que cometeu muitos erros nos primeiros 45 minutos. “Meu goleiro não fez uma defesa e eles praticamente não atacaram. A bola tinha que sair mais rápida no primeiro tempo. Começou a aparecer a ansiedade. Eu avisei: vamos pressionar, ter a bola. Pressa, não adianta. Hoje tivemos proposta de jogo de pressionar a saída de bola, com cinco ou seis jogadores no campo de defesa. Mas a movimentação foi pouca apesar do domínio. Era quase que uma linha só. Mas era preciso controlar a ansiedade, porque a bola ia acabar entrando e entrou. Sem ansiedade e sem pressa”, disse. Apesar dos erros e da preocupação em evitar a eliminação, Abel garantiu não ter dado um “puxão de orelhas” nos seus jogadores no intervalo. E a estratégia acabou dando certo, tanto que o time deslanchou na etapa final, quando marcou os seus gols com Henrique, Nogueira e Pedro. E o treinador reconheceu que a expulsão de um jogador do Goiás – Tony – quando o Fluminense já vencia por 2 a 0, facilitou a classificação da sua equipe, que havia perdido no Serra Dourada por 2 a 1.

Expulsão
E o treinador reconheceu que a expulsão de um jogador do Goiás – Tony – quando o Fluminense já vencia por 2 a 0, facilitou a classificação da sua equipe, que havia perdido no Serra Dourada por 2 a 1. “No intervalo, não teve bronca, não teve nada. Mesmo tendo feito algumas coisas erradas, era muito difícil eles suportarem. Estava difícil, sim, mas veio a expulsão e aí ficou bem mais fácil. A expulsão, apesar de justa, nos favoreceu, analisou. No jogo passado fizemos um jogo quase perfeito até a expulsão do Renato Chaves. Hoje em dia é muito difícil para um time com um homem a menos suportar um jogo”, afirmou. Classificado às oitavas de final da Copa do Brasil, o Fluminense vai conhecer o seu adversário ainda nesta quinta-feira, através de sorteio, na sede da CBF. O time volta a campo no próximo sábado, quando vai encarar o Vasco, no Maracanã, pelas semifinais do Campeonato Carioca.

Realidade
Treze dias para treinar e descansar em meio a três competições é o sonho de qualquer treinador do futebol brasileiro. E este pode virar realidade para Dorival Júnior no Santos. Eliminado nas quartas do Paulistão, o Peixe pode ter o período equivalente ao de uma pré-temporada e voltar a jogar apenas no dia 4 de maio contra o Santa Fe, no Pacaembu, pela quarta rodada da Libertadores. Tudo isso vai depender da CBF. Nesta quinta-feira, o sorteio da quarta fase da Copa do Brasil pode colocar o Peixe em campo já na próxima semana, nos dias 26 ou 27 de abril. No entanto, o Alvinegro prefere as duas semanas de preparação e disputar o mata-mata após o jogo da Libertadores e antes da estreia no Brasileirão. A confederação porém, julga que por questões de transmissão, seja melhor uma partida na semana que vem. Invicto na Libertadores, com dois empates fora de casa e uma vitória na Vila Belmiro, o Santos considera o próximo duelo da competição importantíssimo para disparar na liderança. Uma vitória no Pacaembu colocaria o Peixe quatro pontos à frente do Santa Fe, adversário considerado por Dorival Júnior como um dos mais difíceis. No ano passado, o Alvinegro foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil, pelo Internacional, e se dedicou exclusivamente ao Brasileirão, o qual terminou na segunda colocação.

Avançadas
O São Paulo tem negociações avançadas com o Banco Intermedium para um contrato de patrocínio máster, referente à parte nobre da camisa do time. Alguns pontos ainda precisam ser acertados. Um deles é a exigência do banco de exibir sua marca também nos uniformes do técnico Rogério Ceni. A questão não é simples porque o São Paulo não tem contrato de direito de imagem com Rogério, portanto não pode comercializá-la. Para fechar um patrocínio nos moldes exigidos pelo banco, precisa de uma negociação direta com o treinador. Já há conversas neste sentido e, segundo o marketing do clube, o ídolo fez exigências possíveis de serem atendidas. Outras empresas que conversam com o São Paulo também fazem a mesma exigência. Importante lembrar que o assunto já resultou em um problema. Uma das patrocinadoras do clube, a Corr Plastik, do ramo de tubo e conexões, acertou em contrato, no ano passado, o direito de exibir sua marca no uniforme da comissão técnica. Mas Ceni não aceitou e veste camisas sociais nos jogos. A solução do São Paulo, então, foi exibir a marca da empresa no local do máster como forma de compensação. Isso acontece desde que o contrato com a Prevent Senior chegou ao fim, em março.

Passado
São Januário completará 90 anos nesta sexta-feira cheio de história, com rico passado. Enquanto o futuro ainda não permite vislumbrar grandes mudanças, o presente é de otimismo. Segundo o vice-presidente de Obras de Engenharia e Patrimônio do Vasco, o estádio está perto de ter sua capacidade aumentada para 30 mil pessoas, já no Campeonato Brasileiro de 2017. Para isso, o Vasco busca atender às solicitações do Corpo de Bombeiros e do Grupamento Especial de Policiamento de Estádios (Gepe), para que os órgãos liberem uma maior capacidade. Estruturalmente, não haverá mudança. Hoje, São Januário pode abrigar, no máximo, cerca de 21 mil pessoas. Além do estádio em si, o dirigente revelou ideias para o complexo esportivo, cuja principal obra, no momento, é a reforma do Parque Aquático, que será um espaço prioritário para os atletas paraolímpicos do Vasco. Por outro lado, ele reconhece que ainda não há projeto futuro elaborado para possível ampliação de São Januário. Confira a entrevista com André Luiz. Nesta sexta-feira, o GloboEsporte.com publica um especial sobre os 90 anos de São Januário. Fique ligado!

Definitiva
A expectativa era grande. Jackson Follmann esperava há dois meses pela prótese definitiva na perna direita. Enfim o equipamento chegou da Islândia, e o goleiro da Chapecoense, um dos sobreviventes da tragédia aérea do ano passado, esteve em uma clínica de Campinas para testá-lo. A nova tecnologia permite mobilidade no pé, como se Follmann tivesse um tornozelo mecânico flexível. Além disso, a prótese tem um sistema que permite melhorar a caminhada. Ele subiu e desceu escadas. Também ameaçou uma corrida e, no fim, aprovou o novo pé. Após meses de muito sofrimento, ele pôde até matar a saudade de uma antiga paixão e arriscou alguns chutes em uma bola. Quem poderia imaginar uma situação assim para quem, aos 24 anos, teve a perna direita parcialmente amputada e perdeu o movimento do tornozelo da esquerda – sem contar as 13 fraturas, mas sempre mantendo o sorriso no rosto e a esperança. Agora, ele sonha em praticar vôlei. Ou até mesmo voltar ao futebol. “Vivo um dia de cada vez. Tudo pode acontecer. Eu procuro curtir a vida” afirmou.

Maratona
O Sport passou por Campinense, nas quartas de final da Copa do Nordeste, Joinville, na Copa do Brasil, e abriu vantagem contra o Danubio-URU, na Sul-Americana, e Náutico, no Pernambucano. Tudo isso apenas neste mês de abril. Mas a maratona não para por aí. O time ainda terá a volta contra o Timbu e a semi do Nordestão contra o Santa Cruz. Para o técnico Ney Franco, o Leão está preparado para enfrentar os novos desafios. Preparado não apenas no sentido físico ou técnico, mas também no psicológico. Um dos pontos que o treinador ressaltou na equipe após a partida contra o Joinville, na última quarta, foi o equilíbrio. “É uma equipe que está muito madura emocionalmente, não só pelos pênaltis, mas por ter suportado a pressão do adversário durante praticamente toda a partida” afirmou. De fato, o Sport tem reagido bem a situações-limite nesta temporada. Contra o Campinense, na Copa do Nordeste, a equipe levou 3 a 1 fora de casa e teve que reverter na Ilha do Retiro. Conseguiu devolver o placar e passou nos pênaltis. O emocional da equipe será posto à prova, novamente, neste domingo. Fora de casa, na Arena de Pernambuco, o Leão encara o Náutico, na volta das semifinais do Campeonato Pernambucano. Na ida, o Sport venceu por 3 a 2 – com virada nos acréscimos do duelo. Na quarta seguinte e no domingo, o desafio é contra outro rival local: o Santa Cruz – mas válido pela semi do Nordestão.

Tricolor
Por conta do 1 a 0 no jogo de ida contra o Salgueiro, no último sábado, no Arruda, o Santa Cruz viaja para o Sertão com a vantagem do empate, na busca pelo sonho de mais uma final no Pernambucano. O Tricolor entra em campo, às 19h do próximo sábado, no Cornélio de Barros. Para concretizar a vaga, o clube conta com um trunfo: a invencibilidade do goleiro Julio Cesar. São mais de cinco jogos sem o arqueiro sofre gol. Para ser mais preciso, a última vez que Julio foi vazado, há 484 minutos, aconteceu no segundo tempo da partida contra o Central, aos 11 minutos, no dia 18 de março. São 32 dias sem ver a bola vencê-lo. Nesse meio tempo, a equipe sofreu três gols, um no empate contra o Sport e dois na derrota para o Náutico, ambas pelo Pernambucano, mas Jacsson foi quem defendeu a meta nesses confrontos. Apesar da boa fase, Julio apontou Vinícius Eutrópio como o grande responsável pela estatística. O arqueiro agradeceu à dedicação da equipe na marcação. “Ele (Eutrópio) montou um sistema defensivo muito forte e os jogadores têm entendido o que ele tem pedido. Sempre digo que, quando um goleiro não toma muitos gols, o responsável não é só o goleiro, e sim toda a equipe, que ajuda na marcação. São cinco jogos, mas se a gente puder ficar assim 10 ou 20 é melhor ainda. Então que a gente possa trabalhar para aumentar, cada dia mais, esse número”.

Reconhece
Se o Náutico vencer o Sport por um placar simples, a decisão para uma vaga na final do Campeonato Pernambucano vai ser nos pênaltis. Como perdeu o primeiro jogo por 3 a 2, o Leão tem a vantagem do empate e cabe ao Timbu tirá-la. O elenco alvirrubro reconhece o risco que existe do finalista ser decidido na emoção dos tiros livres diretos dentro da área. E reforçou a confiança que tem no camisa 1, o goleiro Tiago Cardoso. Líder e capitão do time, o meia Marco Antônio disse que enxerga o goleiro em evolução. Mas os números de Tiago são módicos no quesito. Em sete anos no futebol pernambucano – os seis últimos no Santa Cruz -, Tiago Cardoso defendeu sete cobranças, ou seja, uma média de uma por ano. Já Magrão, por exemplo, que chegou ao Sport em 2005, pegou 26 ao longo da carreira, na meta dos rubro-negros. Uma média de 2,16 pênaltis por temporada. “A gente tem de ganhar o jogo. E, se for para os pênaltis, acreditamos em Tiago que vem em uma crescente e fez um grande jogo na Ilha. A gente tem que ganhar. Se for para os pênaltis, estamos focados e acreditando que vamos passar. Queremos ganhar e passar. Como vai ser? Não sei. Ganhar do Sport por 2 a 0 é difícil, mas em 2004 também era” lembrou o meia Marco Antônio.

(*) Wilson Barbosa é jornalista e cronista esportivo. Email: www.wilsonbarbosatreze@gmail.com

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