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Palestras com participação de indígenas marcam 10 anos do Ceforr

Dedicada à formação de professores, instituição realiza programação com foco na inclusão dentro do ambiente escolar – Foto: Secom-RR

Palestras com participação de indígenas marcam 10 anos do CeforrCom uma dança tradicional, professores indígenas e estudantes de diversas comunidades do Estado celebraram nesta quinta-feira, 14, a abertura da programação do Seminário Desafios da Educação – outros olhares sobre as práticas inclusivas, promovido pelo Governo de Roraima, por meio da Seed (Secretaria Estadual de Educação e Desporto).

A programação voltada a professores indígenas e não indígenas contou com a palestra do assessor da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Inclusão e Educação Especial do Ministério da Educação, Luiz Roberto Rodrigues Martins e prosseguiu nesta sexta-feira,15, com mesas redondas e palestras sobre a gestão escolar no contexto da educação inclusiva, inclusão escolar: as práticas pedagógicas em discussão, a importância da tecnologia na educação inclusiva e iniciação científica na educação básica e a prática inclusiva.

“A educação inclusiva é um tema recente, que passou a ser trabalhado apenas em 2004. Hoje temos vários programas que atendem a formação de professores, para garantir a inclusão, garantindo o direito de educação de qualidade para todos. A nossa contribuição hoje, no evento do Ceforr, é de dar uma ampla visão dos projetos desenvolvidos pelo Mec, a forma como trabalhamos, o que se pretende com as políticas de inclusão, de alfabetização e de educação continuada, oferecendo o nosso apoio para a complementação das políticas de educação desenvolvidas no Estado”, explicou Luiz Roberto.

A governadora Suely Campos participou da programação e destacou a importância da educação inclusiva, para o sucesso das políticas de educação em Roraima.

“O Ceforr tem um papel importantíssimo nesse contexto, pois são 10 anos contribuindo para a formação dos nossos professores, indígenas e não indígenas. E nós certamente avançamos nas nossas políticas de educação inclusiva, pois o nosso objetivo é fazer com que o cidadão, seja ele aluno, professor ou membro da comunidade, seja bem acolhido a partir do momento em que ele entra na escola, independente da sua condição. Esse seminário vai possibilitar que os nossos professores estejam mais aptos a encarar os desafios do dia a dia na sala de aula”, destacou Suely.

O seminário é também uma comemoração, dando ênfase aos 10 anos da criação do Ceforr (Centro Estadual de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima), que contribuiu para a formação de professores, na formação continuada e inicial.

Suely aproveitou a oportunidade para parabenizar o Ceforr e os servidores pelos 10 anos da instituição. “A formação continuada é extremamente importante para que o professor esteja motivado, atualizado, porque a educação é dinâmica. É importante que eles estejam em sintonia com os novos temas que surgem. Temos muito que comemorar”, finalizou.

Os professores indígenas que participaram da programação aprovaram a escolha do tema. O professor macuxi Alexandre Messias dos Santos, da Comunidade São Bento, região do Surumú, no município de Pacaraima acredita que apesar dos avanços tecnológicos é preciso dar uma maior atenção às peculiaridades de cada região.

“A educação em cada lugar acaba sendo diferente. Então o tema inclusão é muito bem-vindo na nossa cultura. Porque hoje aqui somos sete povos indígenas representados. O conhecimento adquirido aqui só vem agregar ainda mais qualidade para a nossa atuação”, disse.

Opinião compartilhada pela professora wapichana Teresa Caetano Douglas, que atua na Comunidade do Pium e reside na Comunidade Jamanoá, na Serra da Lua, em Bonfim.

“Esse tema é muito importante porque engloba cada crença, cada costume e cada povo, indígena ou não indígena. Para que todos se percebam sob um olhar diferenciado. A inclusão é valorização. Todos querem ser respeitados. Nós queremos esse olhar, queremos a inclusão por toda a sociedade. Vou voltar para a minha comunidade sabendo que fomos reconhecidos”, completou.

Ricardo Amaral

 

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