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Oito municípios estão em alto risco para a dengue

Apesar do baixo número de casos de dengue, os focos do mosquito transmissor estão presentes em todos os municípios - Foto: Reprodução/OMSApesar da baixa incidência de pessoas acometidas pela dengue, os demonstrativos do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Lira) apontam que os municípios de Bonfim, Normandia, Pacaraima, Rorainópolis, São João da Baliza, Mucajaí, Caracaraí e Boa Vista estão em alto risco para a doença devido à alta presença de focos do mosquito. Já Cantá, Caroebe, São Luiz e Alto Alegre estão em médio risco, enquanto Amajari é o único que apresenta baixo risco.

Por esse e outros fatores, como a alta incidência da doença na Venezuela, na fronteira com Roraima, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) expediu nota técnica aos municípios, uma vez que o Estado passa à condição de alerta para a doença. No país vizinho, 11 estados venezuelanos – incluindo Bolívar, na fronteira com Roraima – já decretaram epidemia, inclusive com relatos de casos graves e óbitos por dengue.

Em Roraima, de janeiro a julho deste ano, foram confirmados apenas 90 casos da dengue, contra 531 no mesmo período do ano passado. No entanto, fatores como as condições ambientais (calor e chuva), altos índices de infestação predial e, sobretudo, pouca mobilização da sociedade no armazenamento correto do lixo, eliminação de criadouros domésticos e, principalmente, descontinuidade nas ações de rotina de controle das endemias realizadas pelos municípios contribuem para o surgimento de focos.

O Aedes aegypti também é transmissor do vírus chikungunya, que, até o momento, foi notificada no Brasil apenas como caso importado, ou seja, em pessoas que adquiriram a doença fora e entraram no território com o vírus. Já na Venezuela, os registros mostram que a doença deixou de ser exclusivamente importada uma vez que há registro de casos autóctones, ou seja, transmitido no próprio território. Há mais de 150 casos da doença registrados nas últimas semanas.

Toda a população de Roraima está sujeita a adquirir infecção e desenvolver a doença, já que nenhum indivíduo foi exposto ao vírus anteriormente.

Prevenção

O diretor interino do Departamento Estadual de Vigilância Epidemiológica (DVE), Joel Lima explicou que o modo mais eficiente de evitar ou reduzir a transmissão é a eliminação dos criadouros do transmissor, o que pode ser qualquer recipiente, por menor que seja, que provoquem acúmulo de água. Isso é muito importante porque, além do dengue, o Aedes Aegypti também pode transmitir a febre amarela urbana e chikungunya. Qualquer coleção de água relativamente limpa e parada, inclusive em plantas que acumulam água, pode servir de criadouro para o mosquito.

A febre chikungunya e a dengue são bastante parecidas. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus, que está presente em 13,3% do território roraimense. Os sintomas também são semelhantes: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local que podem durar por vários meses. “Embora a dengue apresente mais riscos de levar o paciente à morte, a febre chikungunya tem sintomas mais dolorosos e que podem durar de seis meses até um ano, configurando um problema do ponto de vista da saúde pública”, pontuou.

 

 

 

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