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| Para Anchieta, Quartiero impediu solução pacífica na Raposa Serra do Sol |
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“Os arrozeiros são apenas uma facção do interesse na história. Cinco deles estão tranquilos e admitem sair se a Justiça assim decidir. Tem só uma figura que tem atrapalhado todo o processo. Ele é o único que polemizou e atrapalhou”, afirmou Anchieta Júnior, se referindo a Quartiero. O governador lembrou ainda que o arrozeiro “foi derrotado” nas eleições municipais e deixará o comando de Pacaraima a partir do início do próximo ano. O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará na próxima quarta-feira (10) o julgamento da constitucionalidade da demarcação em faixa contínua da reserva. Anchieta defende uma demarcação em ilhas, excluídas as estradas, vilas, sedes de municípios e fazendas de arroz. As plantações de arroz da Raposa Serra do Sol representam 6% do Produto Interno Bruto do estado, com 3,5 milhões de sacas anuais do produto. Segundo o governador, os indígenas, em sua maioria, não querem a demarcação contínua e estão satisfeitos com o auxílio dado pelo governo estadual às comunidades.
“Os índios de lá já vivem harmonicamente com os não-índios e até precisam dessa integração. As comunidades não querem a demarcação contínua porque quem garante os serviços públicos é o governo do estado”, argumentou o governador. “A única exceção é essa ONG, o CIR [Conselho Indígena de Roraima]”, acrescentou.
Anchieta citou a manutenção de estradas, energia elétrica, saúde, escolas indígenas e fomento ao setor primário como serviços prestados pelo poder público estadual na área da reserva. Marco Antônio Soalheiro
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