Escrito por James Serrador    Ter, 04 de Novembro de 2008 14:05    | Imprimir |
Presidente da Anadep elogia atendimento da Defensoria Pública de Roraima
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Presidente da Anadep elogia atendimento da Defensoria Pública de Roraima

 

O presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), Fernando Calmon, em entrevista ao jornal A Gazeta, de Cuiabá (MT), por ocasião do Congresso Nacional de Defensores Públicos, disse que o cidadão precisa brigar por justiça. Ele citou como exemplo o trabalho desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado de Roraima, que classificou de exemplo para o país, e onde se presta um serviço de excelência.


Avaliando qual a região do país a Defensoria está menos avançada, ele explicou que existe um paradoxo interessante: “temos Estados considerados pobres e que estão muito avançados na questão da Defensoria e Estados ricos que não avançaram tanto. Roraima é um exemplo. Tem a menor população no país e tem um serviço de defensoria de excelência. Por outro lado, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo, que têm uma Defensoria moderna e com quadro todo completo, mas reduzido para a realidade de lá”, explicou.


Para Fernando Calmon, maiores orçamentos precisam ser reivindicados junto aos governadores, mas essa reivindicação também tem que partir da própria população, que é a grande usuária das defensorias nos Estados. “Com um orçamento mais digno e preciso, a gente pode desenvolver mais programas específicos. A preocupação que temos é porque 85% da população brasileira ganha até 3 salários mínimos, segundo dados do IBGE. Efetivamente são as pessoas que atendemos: as que ganham 3 ou 4 salários. É um público grande”, argumentou.


“Outro grande problema que temos é a formação do defensor público. É muito difícil formar um profissional. Não é só uma questão de passar em provas e concurso público. Formar um defensor é fazer com que a pessoa habilitada permaneça na carreira. Para isso, temos que ter condições de trabalho e carreira atrativa. É muito fácil: a pessoa chega, entra e vai embora. É um prejuízo muito grande para a instituição. Quando a gente forma um defensor e ele deixa o cargo há uma perda grande não só para a instituição, mas para a sociedade. Por isso, temos que criar uma carreira atrativa e que possa dar suporte a esses jovens formados e que têm bastante talento e podem desenvolver uma política institucional muito importante. Sem isso, a gente começa a perder mão-de-obra e isso é péssimo”, concluiu.


Para o defensor público-geral, Oleno Matos os elogios do presidente da Anadep demonstram que o trabalho dos defensores roraimense também é  reconhecido nacionalmente

James Serrador

 

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