Escrito por Vânia Coelho    Seg, 28 de Abril de 2008 19:41   
Catarata: convênio opera mais de 100 pessoas por mês
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Catarata: convênio opera mais de 100 pessoas por mês

Convênio do Governo de Roraima e Governo Federal, com a Clinica Proftalmo, atende mais de cem pessoas por mês com cirurgia de catarata. A equipe é formada por 12 pessoas, entre técnicos que ajudam no centro cirúrgico e funcionários que atendem os pacientes e os três médicos: Hiran Gonçalves, Alexandre Márcio e Valtênio Diniz.

"As pessoas que não conseguem se operar no decorrer do mês, marcamos para o final, e fazemos um mutirão", esclareceu Dr. Hiran.

Na semana passada, mais de 70 pessoas foram operadas. Dr. Hiran acrescentou ainda, que quanto mais funciona o sistema, maior é a procura, e que muitas pessoas vêm de outras cidades, como, Manaus, Santarém, Porto Velho, para fazer a cirurgia em Boa Vista. "Aqui a estrutura funciona melhor do que em outros estados da Amazônia".

A cirurgia varia entre 15 a 20 minutos, existem vários casos, e técnicas diferentes, a maioria dos pacientes é operada com anestesia local, só com colírio, quando as cataratas são mais difíceis é feito uma injeção no canto do olho para o paciente não sentir desconforto.

Hiran afirmou que qualquer pessoa pode ter acesso aos serviços de maneira igual. O Sistema Único de Saúde (SUS) preconiza a universalidade e equidade. "Qualquer pessoa da comunidade que necessite não só de tratamento cirúrgico de catarata, mas de outras patologias como, glaucoma, exames complementares, todos os serviços da oftalmologia, estão inseridos no programa do SUS.", esclareceu o médico.

Segundo frisou Dr. Hiran, os pacientes devem ter cuidados de higiene. Antes da cirurgia, devem fazer uma limpeza rigorosa da cabeça e da face, porque é no corpo que estão às bactérias. Por isso é recomendado muito cuidado com a limpeza prévia, e quando chegam a clinica são submetidos a uma limpeza mais criteriosa. No pós-operatório os pacientes têm que usar dois colírios: um antiinflamatório e outro antibiótico, e mais um antiinflamatório via oral. Os pacientes só são liberados para suas atividades normais depois de um mês.

Para o aposentado, Edgar Aureliano, 65 anos, é muito importante esse convênio porque uma pessoa pobre não pode pagar essa cirurgia. "Se não tivesse essa facilidade à tendência era ficar cego, perder totalmente a visão. Valeu a pena, graças a Deus existe esse convênio para ajudar às pessoas de baixa renda".

A alegria de poder voltar a ver novamente estava estampada no rosto do senhor Damião Soares, de 68 anos, que aguardava para operar o segundo olho. Para ele o convênio vem beneficiar principalmente os mais necessitados. "Estou muito feliz com o resultado da cirurgia realizada no olho direito". Com sessenta dias que operou o olho direito, ele que não enxergava quase nada, declara contente que "agora vejo até um mosquitinho na parede, e posso dirigir".

Vânia Coelho

 

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