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MPRR recomenda adoção de medidas emergenciais para o HGR

MP realizou audiência pública para debater o assunto - Foto: Ascom/MPRR

O Ministério Público do Estado de Roraima, por intermédio da Promotoria de Justiça de Defesa das Saúde, recomendou na tarde ontem, 5/8, adoção de medidas emergenciais por partes dos gestores da Secretaria de Estado da Saúde e do Hospital Geral de Roraima com o propósito de minimizar problemas enfrentados pela população e pelos profissionais da unidade hospitalar.

As recomendações resultaram da audiência pública coordenada pela promotora de justiça Jeanne Sampaio, realizada no auditório do MPRR, motivada pela grande quantidade de denúncias protocoladas por pacientes do HGR junto à promotoria, bem como em decorrência de constantes notícias veiculadas na imprensa local apontando irregularidades sanitárias, além de relatórios apresentados pelo Departamento Estadual de Vigilância Sanitária elencando os problemas.

As  irregularidades apontadas também foram constatadas em diligências realizadas pela Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde,  Conselho Regional de Enfermagem e Conselho Regional de Medicina, e ratificam a necessidade de adoção de medidas efetivas para a unidade hospitalar.

A promotora de justiça destaca que faz-se necessário a retomada das obras do centro de hemodinâmica do Hospital Geral de Roraima, que atualmente vem servindo como espaço para guarda de equipamentos que necessitam de conserto e material inservível à unidade de saúde.

“A obra irá trazer benefícios à população com a disponibilização de exames especializados, o que demanda a retomada da obra e sua conclusão com a maior brevidade possível”, pontua Jeanne Sampaio.

Consta ainda na recomendação, que o secretário de saúde e à direção do HGR adotem medidas para sanar problemas enumerados em relatório técnico do Departamento Estadual de Vigilância Sanitária, resultado de inspeção realizada no hospital, que apontou problemas que vão desde a falta de medicamentos, materiais e equipamentos, adoção de rotinas inadequadas, a questões sanitárias, estrutura física danificada e necessitando de adequação e número reduzido de profissionais.

Jeanne Sampaio explica que quando se trata de saúde, as necessidades serão sempre maiores que as possibilidades, no entanto, é necessário que os gestores saibam investir recursos e implementar ações que garantam atendimento digno à população.

“Os problemas são variados e é necessário atingir a melhoria do serviço. O MPRR que uma saúde que funcione e atenda a todos. Por isso, pontuamos questões que precisam ser resolvidas o mais breve possível, como ampliação do número de leitos, abastecimento do HGR com medicamentos , além de melhoria e instalação dos equipamentos ”, conclui a promotora de justiça.

O MPRR concedeu prazo de cinco dias, a contar da data do recebimento, para que os gestores comuniquem a Promotoria da Saúde acerca das medidas adotadas para sanar os problemas apontados.

 

 

 

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