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Meu Bebê, Minha Vida: projeto do HMI pode virar programa ministerial

Mais de 13.200 pessoas já passaram por alguma das atividades desenvolvidas - Foto: Ascom/SesauO projeto Meu Bebê, Minha Vida, do Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINSN) pode ser transformado em Programa do Ministério da Saúde (MS), por atender um dos componentes da Política Nacional de Humanização (PNH). Isso significa que as experiências exitosas desenvolvidas há quase três anos com os usuários da maternidade serão reconhecidas, e assim, o projeto pode ser referência para outros Estados preencherem o tempo ocioso das mães internadas.

A ideia do projeto é oferecer oficinas terapêuticas e ocupacionais às mães com recém-nascidos internados na UTI Neonatal e que aguardam recuperação deles. Participam também pacientes de outras alas da unidade, maridos, acompanhantes e até visitantes de pacientes.

Segundo a assistente social, Adália Siqueira, o projeto surgiu na pretensão de preencher o tempo ocioso das pacientes. “A ideia é voltada para mães do berçário, mas as de outras alas têm procurado a gente”, diz Adália. Assim, mais de 13.200 pessoas já passaram por alguma das atividades desenvolvidas. “Cada ano que passa, aumenta o número de participantes”, enfatizou.     

Confiante na possibilidade de se tornar um programa do MS, a diretora-geral do HMI, Ana Carolina Brito, explica que o momento é escrever as justificativas do projeto, relatar as experiências, os resultados atribuídos aos participantes, as metas alcançadas pela unidade, a sustentabilidade do projeto, para que depois seja avaliado pelo Grupo Condutor da Rede Cegonha, para, finalmente, apresentar aos técnicos do MS. “Após o parecer da equipe técnica ministerial, saberemos se as experiências exitosas poderão servir como modelo para outras realidades brasileiras. Sei que estamos no caminho certo”, disse esperançosa.   

Ana citou outras atividades desenvolvidas pela maternidade, que o MS reconhece como importantes na promoção à saúde do usuário do SUS. “A Visita Antecipada é um projeto que tornou conhecido e elogiado a nível nacional, com publicação no Caderno HumanaSUS. Também a Visita Ampliada, medida que estreita um elo entre usuários e instituição”, frisou.

Adália acredita que as chances são reais e possíveis, pois um dos requisitos é a estrutura. “Temos uma sala equipada, com mesas, cadeiras, estantes, televisão. Tudo isso, fruto de doações e dos bazares, onde comercializamos os artesanatos feitos pelas próprias mães nas oficinas. Todo o lucro é investido nos materiais utilizados nas oficinas e já conseguimos nos autossustentar ”, disse com satisfação, mencionando que o projeto será grande.

A assistente lembra que o “Meu Bebê, Minha Vida” já é modelo no São Luiz do Maranhão. Algumas técnicas visitaram o HMI, viram o trabalho desenvolvido em Roraima, e reproduziram lá com a população maranhense, utilizando até a mesma nomenclatura do projeto.

 

 

 

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