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Memórias da Ditadura: Conferência abre programação da Semana de História

A conferência de abertura ‘a memória da ditadura’ será abordada por Sebastião Neto, da Comissão da Verdade de São Paulo - Foto: InternetTeve início nesta terça-feira, 19, a primeira Semana de Comercialização de Animais Armando Buá, Semana de História da Universidade Estadual de Roraima (Uerr). A solenidade de abertura está marcada para as 19h, no auditório da instituição, com as presenças de professores, estudantes, especialistas na área e convidados. O eixo central gira em torno do pós-ditadura, ditadura militar e democracia racionada no Brasil.

A programação da Semana é intensa. Até a próxima sexta-feira, 22, o evento contará com minicursos, exposições de filmes, mesas redondas, apresentações de artigos científicos e dois shows culturais. Para abrir a primeira edição, a conferência com o representante dos trabalhadores da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, Sebastião Neto.

O palestrante trás indícios das memórias da ditadura. Ele focará sobre a censura, militarismo e todo o horror do conflito de 64 vivido, além de ter participado do movimento de resistência da época e sofrido várias perseguições.

“Acredito que será um momento privilegiado para os participantes e não podemos ficar de fora dessa. Os casos emblemáticos da ditadura que era de repressão e violência contra aqueles que adotassem atitudes supostamente contrárias ao regime será com certeza uma aula  para toda a vida”, disse o professor  Lucas Avelar, coordenador do curso de História da Uerr motivado.

Avelar acredita que esta ideia de democracia racionada é a chave para a compreensão da dinâmica política hoje. “Não vivemos em uma ditadura declarada como em 1964, onde ninguém podia falar nada, tinha que ficar quieto, e as eleições não eram diretas e sim indicadas. Entretanto, hoje, essas coisas são permitidas de forma racionada, longe, portanto de uma democracia plena e direta”, complementa ele insistindo na ideia.

Segundo dia

No dia seguinte, dia 20, no auditório da Uerr, os trabalhos começam às 14h, com a projeção do vídeo “70 – Setenta” -, e na sequência abrirá para o debate sobre o filme.

De acordo com a sinopse do filme, o ano é 1970, e um grupo sequestrou, no Rio de Janeiro, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher. Em troca, exigiu – e conseguiu – a libertação de 70 presos políticos. No documentário, de Emília Silveira, 18 personagens relembram essa história, mais de quarenta anos depois. Carregando vários prêmios de cinema, ele mostra o mais longo sequestro político do país, o cativeiro de Giovanni Enrico Bucher teve início em 7 de dezembro de 1970 e durou quarenta dias. O embaixador foi libertado em janeiro de 1971, dois dias depois de 70 presos políticos terem sido libertados, expulsos do país e embarcado em um voo rumo ao Chile, onde receberam asilo político.

Na sequência, as atividades continuam com o minicurso “a importância da educação no combate à ditadura”, com as professores da UFRR, Adriana Santos e Érica Joyce, docente da escola pública.

Às 18h30, os participantes irão debater sobre “Voto ético – o peso do voto nas eleições de hoje”, motivados por representante do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RR). A quarta-feira encerra com a mesa redonda sobre a tradição estatal da repressão e arte de guerrilha.

 

 

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