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Mais médicos: números mostram impactos do programa em Roraima

O programa nacional em Roraima ultrapassou a média nacional - Foto: DivulgaçãoDados do Ministério da Saúde (MS) apontam que há hoje no Brasil mais de 14,4 mil profissionais do programa Mais Médicos. O órgão registra ainda que a atuação destes profissionais atinge 50 milhões de brasileiros. Em Roraima, os impactos com a implantação do programa, já podem ser percebidos.

Comparando o ano de 2013, antes da implantação do “Mais Médicos”, e o de 2014, quando o programa já estava em andamento, houve um aumento significativo na oferta de atendimentos pelas Unidades Básicas de Saúde, onde estes profissionais atuam. Conforme o apoiador Interfederativo do MS em Roraima, Namis Levino, a disposição de vagas para as consultas médicas quase que dobraram. O impacto foi de 47,8% maior quando comparado janeiro de 2013 e janeiro de 2014.

Outro fator de extrema relevância pode ser observado com a chegada dos médicos estrangeiros. A quantidade de encaminhamentos de pacientes atendidos na Atenção Básica para os hospitais teve uma queda de 35,6%. “Isso significa que a população tem mais acesso e então inicia um tratamento em tempo adequado, diminuindo assim a necessidade de ser encaminhada para um serviço mais complexo”, esclareceu Levino, reforçando que isto também contribui para que de certa forma, os hospitais concentrem seus atendimentos nos casos mais graves.

O resultado do programa em Roraima ultrapassou a média nacional. Enquanto que a média de crescimento na oferta de consultas no Brasil foi de 34,9%, no estado está média foi de 47,8%. Já em relação à queda da quantidade de pacientes referenciados aos hospitais, os dados do MS revelam que em todo o país a diminuição foi de 20,8%, enquanto em Roraima a queda registrada é de 35,6%.

Ainda o apoiador acrescentou sobre a demanda de pacientes nas unidades de urgência e emergência, “mesmo com a queda, os hospitais públicos são insuficientes para as demandas reprimidas, devido aos muitos anos de vazio assistencial, pelo aumento populacional e, sobretudo, as doenças sazonais e pela cultura popular de pacientes. Muitos na angústia da dor, buscam logo o hospital, mas acreditamos na melhora crescente desse indicador”.

Levino acredita que o motivo disto seja o fato de Roraima ter 100% de cobertura, enquanto outros estados brasileiros o programa não teve alcance em todos os municípios. “Por ser um Estado pequeno em relação ao restante do país, conseguimos ter impactos mais relevantes”, citou.

O primeiro ciclo do Programa Mais Médicos teve início em agosto do ano passado. Desde lá, Roraima vem acolhendo os intercambistas e encaminhando-os aos municípios. No quinto ciclo, o último do programa, o estado alcançou a cobertura de 100% nos municípios. Os médicos do programa são experientes e com uma formação voltada à Atenção Básica, visitas domiciliares e atendimento humanizado. “Queremos chegar até o final do programa com pelo menos 80% da Atenção Básica fortalecida e organizada”, comentou o apoiador do MS.

O programa leva mais médicos para as regiões onde há escassez e ausência de profissionais, com a convocação de médicos para atuar na atenção básica de municípios com maior vulnerabilidade e nos Distritos Sanitários Indígenas (DSEIs). A meta é melhorar os índices da saúde. O regime de trabalho é de 40 horas semanais, não podendo assumir outro vínculo de emprego por três anos. Os médicos estrangeiros que participam do Programa são formados por instituições reconhecidas por seus países e, especificamente sobre os cubanos, a maioria deles possui experiência em outras missões e são especialistas em saúde da família.

 

 

 

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