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Luta contra as drogas: busca por tratamento é menor entre as mulheres

A unidade trabalha com demanda espontânea, ou seja, não precisa de encaminhamento para ser atendido no local - Foto: Ascom/SesauEm Roraima está cada vez mais comum saber de casos de pessoas envolvidas com o uso de drogas. No Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Outras Drogas (CAPS AD), dos 65 usuários ativos, apenas seis são mulheres, o equivalente a 9,23%. Além de trabalhar com demanda espontânea, a unidade recebe também usuários encaminhados pela Justiça, Conselhos Tutelares, Centro Sócio-Educativo e Hospital Geral de Roraima.

As mulheres que passam por tratamento hoje na unidade têm idade entre 13 e 35 anos. Com relação a serem minoria em tratamento, a direção acredita que não é apenas pelo fato de que entre os dependentes químicos a maioria seja homem. O motivo pode ser outro. “Grande parte das mulheres que procuram tratamento não dá continuidade por vergonha de se assumir como dependente e por medo de sofrer preconceitos”, explica a diretora do CAPS AD, Jandira Gomes.

Na unidade, o tratamento é ofertado para qualquer pessoa. Homem, mulher, adolescente e até crianças podem passar pelo processo terapêutico. A unidade trabalha com demanda espontânea, ou seja, não precisa de encaminhamento para ser atendido no local. Ao chegar ao centro de atenção, o paciente passa pelo acolhimento, em seguida pela avaliação clínica.

Após isto, os profissionais identificam o grau de dependência do usuário e em cima deste histórico é construído um projeto terapêutico singular individual, conforme a peculiaridade de cada paciente. “Cada dependente tem um histórico muito particular, e para dar um acompanhamento eficaz é que a equipe elabora um plano de tratamento específico conforme cada realidade”, explica, Jandira Gomes.         

Conforme explicou, o usuário ativo é aquele que foi acolhido pela equipe multiprofissional do Centro, e que teve um cronograma elaborado para o tratamento da dependência a que o paciente está acometido. “Este usuário segue as recomendações, comparecendo à unidade nos dias estabelecidos para participar das atividades terapêuticas realizadas no CAPS”, esclarece.

De acordo com Jandira, o período de tratamento pode durar de quatro meses até dois anos, dependendo do grau de dependência do usuário. “Recebemos aqui, por exemplo, pessoas que são usuárias de droga por três anos e também aqueles que já são dependentes há dez anos ou mais”, informou a diretora. Após o período de tratamento, o usuário passa a ser reinserido na sociedade e no convívio familiar.

A recuperação do dependente químico é mais rápida e eficaz quando ele conta com a participação da família nas oficinas familiares durante o período de tratamento. “Eles (usuários) se sentem mais seguros e motivados a lutar contra o vício quando recebem o apoio da família, e na contrapartida, a família recebe as orientações necessárias sobre como lidar com os transtornos causados pelo vício”, finaliza a diretora.

 

 

 

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