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Justiça Comunitária realiza capacitação de mediadores na Comarca de Rorainópolis

Evento aconteceu no auditório do Fórum da Comarca - Foto: Ascom/TJRRO Programa Justiça Comunitária realizou de 28 a 30 de julho uma capacitação de mediadores e multiplicadores das práticas de justiça restaurativa no município de Rorainópolis. O evento aconteceu no auditório do Fórum da Comarca e teve como público-alvo, professores, gestores e orientadores escolares, policiais, conselheiros tutelares e membros do Centro de Referência de Ação Social (Cras) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Esse é o segundo município a ser atendido pelo Programa em Roraima.

Mais de cem profissionais, tanto da sede do Município quanto das vilas e vicinais vizinhas atenderam ao chamado da equipe da Justiça Comunitária para um processo de capacitação que envolve técnicas de mediação, gerenciamento e resolução de conflitos no ambiente escolar, Estatuto da Criança e Adolescente, Lei Menino Bernardo (também conhecida como Lei da Palmada), ética e sigilo, assim como as experiências em outros Estados em Justiça Restaurativa, dentre outros.

De acordo com a Juíza Graciete Sotto Mayor, presidente do Programa em Roraima, nesse primeiro momento o principal objetivo é apresentar o Programa, que já atua em várias escolas da Capital e no município de Pacaraima. “Atendemos ao convite da comunidade escolar de Rorainópolis que pretende instalar núcleos da Justiça comunitária em algumas escolas da Sede do Município, mas para isso é necessário a realização do curso com a participação da maior quantidade possível de servidores que atuam na área de educação, bem como com os demais parceiros”, afirmou a magistrada.

Para o professor Januário Barbosa, da escola Fagundes Varela, localizada na Vila Martins Pereira, essa capacitação veio na hora certa, pois dá oportunidade para o professor e os gestores da escola entenderem os problemas e, principalmente, mostra como trabalhar junto com os alunos e a comunidade em geral para a resolução dos conflitos. “Desde já me coloco à disposição, para, se for selecionado, ser um dos mediadores dentro na escola em que trabalho”, afirmou o professor, destacando ainda, ser essa uma importante oportunidade de formação continuada, já que, segundo ele, são raros esses momentos nas localidades interioranas.

A Coordenadora do Centro Regional de Educação de Rorainópolis, Edna de Morais, afirmou que essa capacitação vai ajudar na compreensão e resolução dos conflitos existentes nas unidades escolares, pois segundo ela, eles existem e não é um fenômeno novo. “A diferença é que não tínhamos subsídios para resolvê-los de uma forma legal e a Justiça Restaurativa veio justamente para nos subsidiar, mostrando em exercícios práticos como agir em determinados casos e promover a cultura de paz nas escolas”, declarou.

Ainda de acordo com a Coordenadora, após o treinamento haverá uma avaliação entre os participantes para identificar quem tem o perfil para atuar como mediadores do Programa Justiça Comunitária nas escolas.

Justiça Comunitária

O Programa Justiça Comunitária é uma parceria entre o Tribunal de Justiça de Roraima e a Secretaria de Educação, e tem por objetivo a resolução de pequenos conflitos que ocorram nas escolas e no seu entorno, evitando que tais problemas se transformem em litígio judicial.

Trabalha com a técnica de Justiça Restaurativa, considerada como uma “justiça do século XXI”, buscando a resolução das demandas por meio do diálogo e da cultura da paz.

Conflitos

Alunos: bullying, agressões verbais e físicas, furto, difamação, postagens de vídeos inapropriados pelo celular, uso do celular na escola, violência psicológica (chantagear, fazer medo, desestimular, hostilizar, zombar, desrespeitar, ignorar presença e opiniões.

Funcionários da escola : pornografia, maus tratos, abuso de poder, ato sexual, violência psicológica.

Pais: maus tratos, negligência (não cuidar das necessidades físicas, educacionais e de saúde, não prevenir doenças, deixar produtos perigosos ao alcance (remédios, fósforo, tesoura, arma de fogo etc), deixar os filhos em casa trancados, deixá-los soltos na rua; não acompanhar o desempenho na escola; não comparecer quando chamados pela gestão.

 

 

 

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