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Iracema: audiência discute regularização de abate de animais

A audiência reuniu representantes do Ministério da Agricultura, da Aderr, o prefeito de Iracema, vereadores e os açougueiros da cidade - Foto: Neto Figueredo

A audiência reuniu representantes do Ministério da Agricultura, da Aderr, o prefeito de Iracema, vereadores e os açougueiros da cidade – Foto: Neto Figueredo

Uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Iracema, nesta terça-feira, dia 14, reuniu membros do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e da Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima), o prefeito, vereadores e os açougueiros.

Todos, preocupados discutir as complicações existentes e buscar soluções para cumprir as normas sanitárias e garantir a segurança alimentar da população em Iracema, que ainda hoje não possui estrutura para abate de animais. Até o momento, somente as cidades de Cantá, Caracaraí e Boa Vista possuem abatedouros legalizados no estado.

“Roraima tem alto índice de abate clandestino, isso afeta o cenário nacional”, observou a representante do Ministério da Agricultura e chefe de Inspeção da área de Produto Animal, Teresinha Brandão, que também declarou importante a ação conjunta nesta audiência para elaborarem juntos o projeto que terá condições de proporcionar a população o acesso a uma carne com segurança.

O prefeito de Iracema, Raryson Nakayama, garantiu uma casa para sediar o escritório local da Aderr e considerou que a população local ganha com essa parceria. “Convoquei todos os açougueiros para que saibam que ninguém está sendo perseguido e que serão ajudados para que consigam atender as exigências da vigilância sanitária”, informou.

O diretor de Inspeção e Defesa Animal da Aderr, o médico veterinário, Vicente Barreto, comemorou que dois novos servidores concursados, moradores de Iracema, facilitarão diálogo para fortalecer o setor como um dos pilares principais do estado. “O apoio da Prefeitura é fundamental para tratarmos da Saúde Pública, pois não podemos mais continuar consumindo carne clandestina”, pontuou.

O público presente interagiu e teve dúvidas respondidas, a exemplo, do prazo para se adequarem ao “Abate Legal”, o que foi esclarecido que todos os prazos já foram atingidos e agora é necessária a solução imediata.

Mais um prazo foi solicitado pelos pequenos empresários para resolver a situação. Dentre as alternativas apresentadas à eles estava a realização do abate em uma fazenda no município, que já possui uma estrutura mínima, que seria adequada para o trabalho, ou o transporte dos animas adquiridos, para serem abatidos no município de Caracaraí, que possui um abatedouro municipal, que já atua conforme as normas da Aderr. Agora a agência aguarda o entendimento dos pequenos empresários com a Prefeitura.

Raquel Lins

 

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