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Inverno deve registrar chuvas abaixo da média e Defesa Civil continua com ações

Cleudiomar Ferreira: "Não houve mais incidência de novos focos de incêndio e as bases de combate no Interior foram desativadas. Agora equipes verificam a necessidade de manter o estado de emergência" - Foto: Secom-RR

Cleudiomar Ferreira: “Não houve mais incidência de novos focos de incêndio e as bases de combate no Interior foram desativadas. Agora equipes verificam a necessidade de manter o estado de emergência” – Foto: Secom-RR

As chuvas começaram a cair em Roraima, mas, infelizmente, não é motivo para tanta comemoração, já que a previsão para este ano é de que chova abaixo da média, assim como foi em 2014. Porém, o início de dias chuvosos está contribuindo para o controle dos focos de incêndio no estado, tendo em vista que a queima é controlada pela Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), por meio da emissão de autorização para a prática.Mas o presidente da Femarh, Rogério Martins Campos, explica que novas emissões de autorização continuam suspensas, decisão tomada no mês de março pelo Comitê Gestor de Queimadas, devido à forte estiagem que acometia o estado e motivou o decreto de situação de emergência em oito municípios: Mucajaí, Iracema, Alto Alegre, Amajari, Bonfim, Cantá, Caracaraí e Normandia. “Mas aqueles que já a possuem, a Fundação está renovando essa autorização de queimadas”, informou.

E desde a semana passada, equipes da Defesa Civil estão percorrendo o Interior do estado para vistoriar as localidades onde está sendo realizada a escavação de poços, verificando a necessidade novas escavações, ação iniciada para amenizar a crise hídrica provocada por este período de estiagem.

O secretário executivo da Defesa Civil de Roraima, coronel Cleudiomar Ferreira, explica que o decreto da situação de emergência possui vigência de seis meses por isso, “dentro desse período, enquanto as chuvas não se intensificarem e a não situação seja revertida, essas ações continuarão”.

Ele adianta que, com as chuvas dos últimos dias, não houve incidência de novos focos de incêndio e as bases de combate aos incêndios no Interior foram desativadas. Mas alguns municípios ainda continuam recebendo água de caminhões-pipa: Mucajaí, Alto Alegre, Amajari e Bonfim. “Sabemos que, depois que começa a chover, ainda demora um pouco até regularizar a situação e amenizar os efeitos da estiagem”, observou, informando que por enquanto equipes estão produzindo relatórios da situação em cada localidade para verificar a necessidade de manter o estado de emergência vigente.

Uso consciente da água deve ser mantido

A conscientização que fez a população de Roraima mudar de hábitos devido à estiagem histórica no estado deve permanecer mesmo durante o inverno, período tradicionalmente mais chuvoso. O meteorologista da Femarh, Ramon Alves, explica que o mês de abril já apresentou um índice pluviométrico baixo. “Neste período, choveu 50 milímetros, enquanto que o normal seria em torno de 120 milímetros”, apontou o meteorologista.

E ele adianta que esta tendência deve permanecer nos meses de maio, junho e julho. “Talvez seja suficiente para amenizar as queimadas, mas é preciso manter o uso racional do recurso hídrico, porque a menor incidência de chuvas deve se repetir este ano”, alertou Alves.

O especialista explica que esta situação é provocada pelo fenômeno El Niño, já que, com o aquecimento das águas oceânicas, ocorre a inibição das nuvens de chuva, reduzindo o índice pluviométrico.

Simone Cesário

 

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