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Invasão de terra particular pode ser manobra política, suspeitam deputados

Deputado Joaquim Ruiz – Fotos: SupCom ALERR

A invasão de uma área particular na entrada do município do Cantá, logo após a ponte dos Macuxi, sob o comando da Federação das Associações dos Moradores do Estado de Roraima (FAMER), está sendo vista com desconfiança pelos deputados do G14.

A suspeita ocorre por conta das características que envolvem a invasão como, a quantidade de veículos automotores que circulam no local, sendo alguns de manutenção considerada cara, portanto incompatível com a realidade de quem realmente precisa de um teto.

O deputado George Melo (PSDC), ao usar a tribuna nesta terça-feira, 4, disse que essa invasão pode ser uma manobra do Governo para tirar o foco das questões mais urgentes, para mais tarde vir a desapropriar a área sob a justificativa de que estará resolvendo o problema das pessoas que não têm casa própria.

O deputado Jalser Renier (SD) ao tratar sobre a questão dos homologados da saúde, ressaltou que está havendo uma inversão de valores. “Ao invés de fazer movimento de terra, tem que fazer é movimento de justiça social para aqueles que estudaram. Se tem dinheiro para desapropriar propriedade particular, tem que ter dinheiro também para pagar o que está na Constituição Estadual, contratar os que passaram no concurso”, disse.

O deputado Janio Xingu (PSL) também usou a tribuna para questionar o que ele está classificando como invasão do Cantá. “O município foi invadido por mais de 10 mil pessoas, mas o que me causa estranheza é que eu nunca vi tanto carro de luxo na vida, isso é tudo premeditado”, protestou.

Deputado George Melo

“Se o Governo quiser fazer um bairro no Cantá tem que obedecer a legislação, fazer um projeto, com água energia, postos de saúde, escola, transporte urbano, asfalto, drenagem e protocolar na prefeitura, o prefeito envia à Câmara Municipal que autoriza fazer o bairro, mas criar favelas de forma irresponsável e deixar o caos para uma prefeitura é inaceitável”, explicou Xingu, ao reafirmar que serão bem-vindos todos aqueles que queiram fazer do Cantá um município ainda melhor.

Marcelo Cabral (PMDB) se uniu as discussões e disse que Assembleia tem um papel fundamental em situações como esta, “se instalaram lá, mais de quatro mil famílias, não tem estrutura nenhuma para essas pessoas, isso é um absurdo, vamos fiscalizar. Fui a favor da CPI que irá investigar, para apurar as pessoas que estão criando e manipulando as invasões em Roraima”, concluiu Cabral.

Cargo comissionado

Outro questionamento levantado pelos deputados foi a suspeita de que a pessoa que estaria a frente destas invasões teria um cargo comissionado no governo [trabalha e recebe pelo Estado]. Quem trouxe o assunto para o debate foi o deputado Joaquim Ruiz (PTN). Para ele, na área invadida não há pobreza e que parece mais um jogo político. “Se analisarem na mídia local, vão ver que o cidadão que está a frente dessas invasões é o mesmo”, alertou. Ruiz falou ainda que é importante sim apurar para identificar os responsáveis pelas invasões de terras privadas, e que se o Governo “for indenizar aqueles ali, estará cometendo uma desfeita com o Estado de Roraima, que precisa melhorar a saúde e educação e não abrigar bandido comandando invasão”, criticou.

Marilena Freitas e Tarsira Rodrigues

 

 

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