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Instituto de Criminalística: debate sobre estresse inicia Programa de Qualidade de Vida

O programa vai dar atenção maior ao nível de estresse dos servidores da segurança pública - Foto: Neto Figueiredo

O programa vai dar atenção maior ao nível de estresse dos servidores da segurança pública – Foto: Neto Figueiredo

Situações tensas no dia a dia, carga horária de trabalho elevada e a pressão inerente à função são apenas alguns dos fatores que podem elevar o nível de estresse dos profissionais da área da Segurança Pública. Sabendo dessa realidade que pode comprometer a qualidade de vida e o desempenho no trabalho destes profissionais, foi iniciado o Programa de Qualidade de Vida do Instituto de Criminalística, da Polícia Civil.A primeira ação foi a realização da palestra ministrada pelo Núcleo Psicossocial da Polícia Civil, em parceria com o Centro de Qualidade de Vida dos Profissionais de Segurança, na manhã desta quarta-feira, 13.

O tema ‘Estresse, Qualidade de Vida e Relacionamento Interpessoal’ foi debatido com os profissionais do Instituto como este problema pode influenciá-los na vida pessoal e profissional, enfatizando o momento em que o estresse deixa de ser normal para se tornar um problema que merece atenção e tratamento.

“Esses profissionais se deparam com tragédias diariamente e isso contribui para elevar o nível de estresse. Percebemos em alguns funcionários a falta de motivação e até alteração no desempenho do trabalho, por isso a importância de realizar esse acompanhamento profissional para melhorar a qualidade de vida deles. Iremos tornar essas ações frequentes”, pontua a diretora do Instituto de Criminalística, Andrea Cristina Sant’Ana.

A chefe do Núcleo de Saúde e Auxílio Psicossocial da Polícia Civil, Elizabeth Dantas de Medeiros, alerta que alguns sintomas podem se tornar um alerta para estes profissionais, dentre eles, falta de motivação, queda no rendimento, faltas no trabalho e reclamações constantes. “Em alguns casos, sem o acompanhamento adequado, isso pode afetar não apenas o profissional, mas também a vida pessoal”, ressalta.

Ela destaca que de fevereiro até agora a média foi de 15 a 20 atendimentos mensais aos profissionais da Segurança Pública que apresentaram problemas psicológicos ou estresse. “Todos esses atendimentos foram espontâneos. Essa ação no Instituto de Criminalística é a primeira na qual nossa equipe vem até os profissionais para identificar aqueles que necessitam de acompanhamento”, explicou Elizabeth.

No primeiro encontro realizado no Instituto de Criminalística foi aplicado um teste para identificar aqueles que necessitam de acompanhamento com profissionais especializados. “A partir desse diagnóstico, poderemos trabalhar de forma específica com cada profissional”, observou.

O perito criminal José Alexandre Abrão reconhece que o dia a dia de sua profissão contribui para elevar o nível de estresse. “Em nossa rotina nos deparamos com diversas situações que podem nos deixar impressionados e, por mais que isso esteja relacionado à nossa profissão, é importante ter esse acompanhamento profissional para que possamos extravasar tudo isso”, comentou.

Simone Cesário

 

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