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IBVM desenvolve projeto de musicalização com crianças deficientes

Inclusão em Sol Maior do IBVM  – Foto: Andrezza Mariot

O Instituto Boa Vista de Música (IBVM) e a Secretaria Municipal de Educação (Smec) começaram nesta semana a desenvolver projeto inovador com crianças das salas multifuncionais. Neste primeiro momento, duas escolas municipais foram contempladas com o projeto “Inclusão em Sol Maior”, que consiste em uma proposta educativa de aulas de música baseadas no método Orff e direcionadas a crianças com deficiências, transtornos e com dificuldades de aprendizagem.

Neste primeiro semestre, as escolas contempladas com projeto-piloto foi a Juslany de Souza Flores e Ioládio Batista da Silva. As aulas de música foram programadas com duas oficinas por semana com duração de uma hora e meia cada aula. No segundo semestre as aulas serão no Centro Municipal Integrado de Educação Especial e na Escola Municipal Luiz Canará.

Quem idealizou o projeto e buscou a parceria com a Coordenação de Educação Especial foi a gerente de projetos do IBVM, Chloé Noleto. Segundo ela, o método Orff trabalha o corpo como instrumento da música. “O instituto já atua com crianças e então surgiu a ideia de fomentar um projeto musical com este público especial. Com um simples ato de bater palmas e pernas, aliado a instrumentos musicais, vamos estimular muitos sentidos da criança e ter resultados positivos”, ressaltou.

Além das aulas de músicas com os alunos, terá ainda um projeto de formação dos professores do Atendimento Educacional Especializado das salas de multifuncionais das escolas participantes do projeto. Serão ministradas aulas de pedagogia musical Orff com carga horária de 20h. As oficinas têm efeito multiplicador a fim de que os professores estejam capacitados para dar continuidade às aulas de música ao final do projeto.

Para a coordenadora de Educação Especial da Smec, Meiry Jane, o projeto trouxe uma alternativa a mais para desenvolver potencialidades dos alunos com deficiência. “Recebemos o projeto do IBVM de braços abertos, por ser inovador e trabalhar estímulos através da música. Os pais também serão convidados a participar desse momento de aula para aprenderem as técnicas e aplicar em casa com seus filhos”, disse.

A psicóloga Jaqueline Nunes acompanhará algumas aulas e vai estudar o comportamento das crianças. “Eu sempre falo que a música para a criança, em especial aquelas com certas limitações, faz com que desenvolva o seu biopsicológico. A criança terá estímulos no respeito, socialização, disciplina, fazendo um contraponto da musicalização no desempenho cognitivo. Esse contato com a música ajuda também a desenvolver outras habilidades”, disse.

No final do semestre será organizado um recital, para que as crianças tenham a oportunidade de apresentar o que aprenderem durante o semestre aos outros alunos, pais e Coordenação de Educação Especial da SMEC. Nos recitais haverá uma cerimônia de certificação para recompensar cada aluno que participou do projeto.

Método Orff?

A metodologia musical desenvolvida pelo compositor Carl Orff tem como princípio a ideia de que a música é uma forma de expressão natural e deve ser aprendida como qualquer outra linguagem, através da observação, da imitação e da apropriação. A base do método está na crença de que a criança se orienta em movimentos e sons naturais para “fazer” música.

A professora de música do IBVM, Vânia Compasso, explicou que o método é fácil de trabalhar com este público porque não há necessidade de passar teorias musicais baseada em notas e nos tempos. “O método se adequa bem a este público especial porque exploramos o ritmo e a expressão corporal de cada aluno, com a utilização de instrumentos de percussão. Conforme a criança vai respondendo vamos colocando mais informações musicais”, disse.

Ceiça Chaves

 

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