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Hiran Gonçalves questiona ausência de RR no Plano de Expansão da Radioterapia

Para o parlamentar, a radioterapia implantada em Roraima facilitará a vida daqueles que dependem dos serviço fora do Estado – Foto: Divulgação

O relator da Comissão de Inovações Tecnológica da Saúde (Cetecsau), deputado Hiran Gonçalves (PP/RR) questionou nesta terça-feira, 18, a coordenadora da Radio­tera­pia do Departamento do Complexo Industrial e Inovação do Ministério da Saúde, Tânia Arantes sobre a ausência de Boa Vista entre as 10 cidades contempladas com o Pleno de Expansão Radioterápico da pasta. A audiência pública, cujo tema era Inovação Tecnoló­gica: tratamento contra o câncer e expansão da radioterapia no SUS, foi requerida pelos deputados Hiran Gonçalves e Carmen Zanotto (PPS/SC).

Tânia Arantes participou da audiência pública juntamente com o diretor jurídico e coordenador do Núcleo de Advocacy do Instituto Oncoguia, Tiago Farina Matos, e a representante do FEMAMA Joana Jeker. Ela discorreu sobre a política do Ministério da Saúde para a construção de novas unidades radioterápicas nos estados.

“Faço um desafio ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, que tem se destacado como grande gestor, para ajudar a resgatar a dignidade das pessoas que vivem em Rorai­ma e nos demais estados do Norte do país e que estão morrendo de câncer por falta de tratamento adequado”, argumentou.

Para o parlamentar, já está passando da hora de se resgatar a dívida que o Brasil tem com essas pessoas que moram nos estados mais longín­quos do Norte do país. “A grave falha do Ministério da Saúde foi não ter consi­gnado Boa Vista entre as dez cidades que estão recebendo as unidades de radio­terapia”, disse.

Segundo Hiran Gonçalves, quando ele ouve exposições como as que foram feitas pelos três convidados, isso causa muita tristeza porque Roraima é discriminado em relação ao ciclo completo do tratamento oncológico. “Lá, nós temos que multiplicar por dez as dificuldades encontradas pelos pacientes com câncer. Para se ter uma ideia a maioria das mulheres que têm câncer de mama ou câncer de útero e que vão fazer uma biópsia, esperam seis meses pelo resultado. Então, quando a gente não tem diagnóstico precoce e ciclo completo de tratamento oncológico nós estamos condenando as pessoas à morte no meu estado”, afirmou.

Na sua avaliação, os parlamentares membros da Comissão de Inovações Tecnoló­gica da Saúde têm o desfio de sensibilizar o governo brasileiro para que olhe com mais seriedade para essa questão da ampliação do parque radioterápico também para os estados da região Norte. “Eu estou falando há três anos a mesma coisa para todo ministro da Saúde que assume a pasta. Vou lá pedir para implantarmos no nosso estado unidades de radioterapia e braquiterapia”, assinala.

No entanto, segundo sua análise, isso é insufi­ciente uma vez que se tem que fazer também o diagnóstico de tratamento rápido, além da manutenção preventiva eficaz para se evitar que os pacientes tenham que esperar meses para que as máquinas sejam concertadas. “Temos o grande desafio de resgatarmos do sofrimento aquelas pessoas no meu estado, onde se tem localidades como Caroebe, São João da Baliza e Caracaraí, onde as pessoas têm que sair das cidades, pegar ônibus, viajar 400 quilômetros e parar em uma fila de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) em outras localidades”, defendeu, expli­can­do que, muitas vezes, quando chega a vez do atendimento o recurso do TFD já se esgotou. Ou, quando elas conseguem a passagem pelo TFD, não existe um hospital de referência disponível para fazer o seu tratamento. “Essa é a realidade do Brasil que eu vivo”, desabafou o parlamentar.

Ao final de sua fala, o deputado Hiran Gonçalves voltou a fazer um apelo ao governo brasileiro para resgatar a dignidade dessas pessoas morrerem nas filas por falta de ciclo completo de tratamento. “O diagnóstico e o tratamento rápido resolvem a grande maioria das patologias oncológicas”, finalizou.

Benné Mendonça

 

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